Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2024
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Polisport lidera agenda de 213 milhões de euros para reforçar indústria das duas rodas

> A agenda das duas rodas do PRR será liderado pela empresa oliveirense Polisport, que irá receber 213 milhões de euros. A empresa diz que o investimento será para produtos como cadeirinhas de bebé e atrelados.

A Polisport, empresa sediada na zona industrial de Carregosa, lidera uma agenda de 213 milhões de euros no setor das duas rodas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretendendo reforçar a posição nacional como líder da indústria.

“Este projeto consiste numa aposta no setor das duas rodas para reforçar a posição de Portugal, que é o maior produtor europeu de veículos de duas rodas, com maior foco até nas bicicletas”, disse à Lusa Pedro Sá, diretor de inovação da Polisport, que lidera a Agenda Mobilizadora para a inovação empresarial do setor das Duas Rodas (AMR2).

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Segundo o responsável da empresa oliveirense que lidera o consórcio, a agenda conta com uma totalidade de investimento de 213 milhões de euros e compreende 47 entidades, entre empresas, centros de investigação e universidades, que irão desenvolver em conjunto um total de 55 processos, produtos e serviços.

Em causa estão produtos como “cadeirinhas de bebé, novos ‘trailers’ [atrelados], novos porta-bagagens, também novos moldes técnicos de precisão, novas ferramentas, e um foco muito a nível de componentes de injeção para acessórios para veículos de duas rodas“, explicou à Lusa o diretor da Polisport.

“Dentro desta agenda encontram-se novos sistemas de iluminação, novos veículos, ‘scooters’, bicicletas, motociclos, já com um elemento muito grande de veículos elétricos, que vêm dar resposta à área da mobilidade”, acrescentou.

Pedro Sá explicou também que esta agenda mobilizadora do PRR envolve ainda o desenvolvimento de um centro de competências da Bikinnov, uma associação que conta com a Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins (Abimota) e 35 empresas do setor.

“Houve uma necessidade de sermos competitivos e de, digamos, não sermos a China da Europa, mas sim uma solução de tecnologia para a Europa, e isso consegue-se através da transição digital“, justificou.

A agenda visa tornar os processos produtivos “cada vez mais sustentáveis”, especialmente quanto à “pegada” das emissões de dióxido de carbono, envolvendo, por exemplo, fábricas com alimentação a energia solar, mas também “a nível dos próprios materiais”, tanto “a nível das fontes como da integração de reciclados”.

O objetivo é ainda ter “soluções que possam contribuir para, não só ao nível dos polímeros e plásticos, reduzir a pegada de carbono”, mas também outras “de forma a que o fim do ciclo de vida do produto atinja maior circularidade”.

Um dos pontos passa também “pela redução do peso” de bicicletas, motas ou motorizadas elétricas, já que “a autonomia dos veículos é muito influenciada pelo peso do veículo”.

“Está a haver um foco muito grande desta agenda em tecnologias e materiais, e também a nível de ‘design’ e do próprio processo de fabrico, de forma a permitir ‘design for performance’ [para a prestação] e ‘design for circularity’ [circularidade], e agora começa-se a falar muito de ‘design for repair’ [reparação]” apontou ainda.

Os motociclos também já “procuram materiais de origem ‘bio’ nalgumas aplicações, de forma a que no fim do ciclo de vida o material possa ser degradável por compostagem”, revelou ainda Pedro Sá.

A Polisport está ainda a desenvolver a tecnologia Hollow Reinforced Parts (HRP), com foco em peças como tubos metálicos, permitindo obter um produto final acabado “em que não se precisa de pintar, não se precisa de soldar, e é um produto contínuo que também permite não só reduzir peso, mas ter designs mais integrados”.

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