Sábado, 10 de Outubro de 2026
Sábado, 10 de Outubro de 2026

Bruno Aragão: “A política não é um espaço onde temos que andar à batatada, uns com os outros, de forma agressiva”

> O líder socialista oliveirense dá resposta às vozes críticas, dá sinais de que Joaquim Jorge irá avançar com a candidatura ao terceiro mandato à liderança da autarquia, e não rejeita a ideia de fazer parte de um próximo executivo.

Bruno Aragão foi reeleito no dia 5 de julho, para o seu quarto e último mandato de dois anos, até julho de 2026, à frente da Comissão Política do PS de Oliveira de Azeméis. Protagonizou a lista única candidata à liderança da concelhia socialista, e recolheu os votos da totalidade dos 34 votantes, de um universo de 58 militantes. 

O líder socialista concedeu uma entrevista ao azeméis.net onde fala sobre tudo, e não foge a nenhuma questão. Nem mesmo quando confrontado com as críticas internas, nomeadamente as de Helena Terra, que foram públicas. Fala também confiança inequívoca em Joaquim Jorge, presidente da Câmara Municipal, para avançar para um terceiro mandato à frente da autarquia oliveirense. E apesar de ter apenas aspirações semanais em casa, como admite, também deixa uma porta aberta a fazer parte do executivo camarário no futuro. 

Foi reeleito para o seu quarto e último mandato. Apostará num trabalho de continuidade?

Quando nós encaramos e olhamos para isto como um projeto de continuidade, alguma coisa que nós sabemos como é que começamos, qual é o meio, como é que queremos que acabe, como é que queremos que se renove, e qual é o projeto que nós temos, quer para a estrutura partidária, e daqui para a estrutura, ou para o projeto global para um determinado território, neste caso o concelho de Oliveira de Azeméis esta é só mais uma etapa, uma fase desse projeto e é muito dessa forma que eu o encaro.

Mas sendo o último mandato, tem ideias vincadas para este projeto final?

Só é uma reta final para mim, porque estatutariamente temos limitação de mandatos, e bem, e, portanto, só é uma reta final para mim, não é uma reta final nem para o projeto, nem uma reta final para a estrutura, é apenas uma fase, eu sou apenas um rosto visível no partido desta fase. A seguir virá outro rosto, mas a equipa, a estrutura, e o projeto será mesmo e, portanto, aquilo em que nós todos estamos empenhados depende mais da forma como coletivamente pensamos e propomos um determinado projeto, e menos do rosto que tem que representar, ou tem que fazer essa parte mais política ou partidária, se quiser, desse projeto num determinado momento.

A militante Helena Terra criticou recentemente a sua liderança, dizendo ser preciso um líder mais combativo à frente do PS de Oliveira Azeméis. Como é que reage a estas declarações?

Acho-as naturais. Acho que num partido plural, que têm capacidade de se discutir e de se olhar, elas fazem parte, não me incomodam particularmente. Todas as críticas fazem-me refletir, assumo isso. Sejam ela positivas ou negativas. Procuro não deixar de me influenciar demasiado pelas crítica negativas, nem de sentir demasiada lisonja nas críticas que são muito positivas. 

Sobre a combatividade…

Cada um de nós tem um determinado perfil, e eu sempre achei que a política não é um espaço onde temos que andar batatada uns com os outros de forma agressiva.  Acho que a política tem regras, tem urbanidade e a urbanidade transforma também a política.  E, portanto, combatividade é a capacidade de nós respondermos no tom certo, no devido tempo, com os argumentos certos. Nunca fiz nestes seis anos, o PS nunca fez uma discussão sobre pessoas, nunca fez uma discussão sobre justiça ou processos judiciais, se quisermos em concreto. 

Sempre evitou isso.

Nós sempre evitamos isso, honra nos seja feita, porque a política que nós queremos fazer, é uma política sobre os projetos que temos para a Oliveira das Meias. Porque, na verdade, é essa que nos dá mais gozo de fazer, é essa que nos alimenta mais a alma. O combate faz-se propondo novas ideias, tendo novas ambições, resolvendo problemas e pensando em problemas novos a que temos de continuar a dar resposta.

Mas concorda que com o crescimento do CHEGA nas últimas eleições Legislativas merece uma atenção especial.

Acho que os resultados de qualquer eleição merecem uma atenção especial, seja qual for a dimensão da vitória de uns, da derrota de outros, do empate, da forma como as pessoas quiserem olhar. Acho que eleições nacionais são eleições nacionais, eleições locais são eleições locais, elas não são comparáveis. 

Nós temos o melhor presidente de Câmara dos últimos anos, dos últimos muitos mandatos, e não digo de todos para não ser arrogante

Falta um ano e meio para as próximas eleições Autárquicas. Será natural um convite ao atual presidente da Câmara Municipal, Joaquim Jorge, para um terceiro mandato pelo Partido Socialista?

Nós nunca falamos publicamente de candidatos, nem de nomes, fora do tempo em que temos que o fazer, e é exatamente isso que vamos continuar a fazer. Compreendo a questão, naturalmente, mas é isso que vamos continuar a fazer.

Mas pelo menos admite que Joaquim Jorge merece a confiança do PS de Oliveira de Azeméis para concorrer a um terceiro mandato?

Não há qualquer dúvida sobre isso. Nós temos o melhor presidente de câmara dos últimos anos, dos últimos muitos mandatos, e não lhe digo de todos para não ser arrogante, porque é um candidato do Partido Socialista.

Temos alguém absolutamente comprometido com este concelho. Tem uma capacidade de trabalho, de envolvimento, de preocupação com os problemas, que são muitos, que herdou dos mandatos anteriores, com um nível de compromisso e de seriedade na vida pública, que é um exemplo para todos nós no PS em Oliveira de Azeméis, no distrito Aveiro e também para o conjunto de presidentes de Câmara ou, se quisermos mais, até aqui na Área Metropolitana do Porto. 

E como olha para as eleições de 2025? Serão mais difíceis para o PS do que foras as vitórias de 2017 e 2021?

Olho para 2025 como olhei para 2017 e para 2021, para a frente. Nós olhamos sempre para a frente.  Sempre foi a nossa forma de estar aqui. E isso quer dizer uma coisa simples. Quer dizer que nós somos os primeiros a avaliar as nossas próprias condições de exercício de mandato.  Somos nós os primeiros a avaliar e reavaliar o projeto que temos. 

As únicas aspirações que eu tenho são semanais, e são em casa, falando abertamente

Tem aspirações a um dia também dar o seu contributo como vereador no executivo da Câmara Municipal? 

As únicas aspirações que eu tenho são semanais e são em casa, falando abertamente. Tenho aspirações dessas todas as semanas. Todas as outras são válidas para mim, ou para qualquer militante do Partido Socialista em Oliveira das Azeméis. 

—
Bilhete de Identidade

Nome: Bruno Armando Aragão Henriques
Naturalidade: Travanca
Data de Nascimento: 18/03/1984 (40 anos)
Profissão: Gestor de Ciência

—
Comissão Política do PS 2024-2026

Conheça a equipa que acompanhará Bruno Aragão na comissão política do PS de Oliveira de Azeméis durante os próximos dois anos.

1. Bruno Aragão, 2. Ana Sofia Pinho, 3. Rui Luzes Cabral, 4. João Manuel Castro, 5. Maria Fátima Ferreira, 6. Hélder Simões, 7. Inês Lamego, 8. Manuel Roma Resende, 9. José Ramos Silva, 10. Ana Raquel Teixeira, 11. Manuel José Tavares, 12. José António Lourenço,  13. Ana Augusta Lemos, 14. António Silva, 15. Jéssica Resende Silva, 16. Luís Monteiro, 17. Olga Costa. Suplentes: 1. Manuel Alberto Pereira, 2. Bruno Miguel Costa

Azemeis.net
Author: Azemeis.net

Subscreva a newsletter azeméis.net
Facebook
Twitter
Email
WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

LEIA TAMBÉM

Leia também

+ Exclusivos

Os ARTIGOS MAIS VISTOS

×