Uma greve nacional dos trabalhadores da administração pública está marcada para o próximo 23 de março de 2026, numa paralisação convocada pela FESINAP. A mobilização deverá envolver vários setores do Estado e, segundo os sindicatos, a adesão poderá atingir cerca de 90% dos trabalhadores.
A paralisação deverá ter impacto em todo o país, mas os setores mais afetados serão a Educação e a Saúde, onde se espera uma participação particularmente elevada.
No concelho de Oliveira de Azeméis, a greve poderá provocar constrangimentos significativos em escolas e unidades de saúde, segundo indicou um representante regional da federação sindical ao azeméis.net.
Hospitais da região preparam-se para fortes constrangimentos
Na área da saúde, a greve poderá ter reflexos importantes no funcionamento de unidades hospitalares da região.
De acordo com informações avançadas à redação do azeméis.net, prevê-se uma forte adesão no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, o que poderá provocar grandes constrangimentos no atendimento e funcionamento de alguns serviços.
Situação semelhante poderá ocorrer também no Hospital de São Miguel, onde a participação dos profissionais de saúde na paralisação poderá afetar o normal funcionamento de consultas e serviços hospitalares.
Escolas do concelho também deverão ser afetadas
No setor da educação, várias escolas do concelho poderão sentir o impacto da greve. Segundo o representante regional da FESINAP, as Escola Secundária Soares Basto e a Escola Secundária Ferreira de Castro deverão estar entre os estabelecimentos seguramente afetados pela paralisação, devido à forte adesão prevista entre professores e funcionários.
A greve poderá levar à suspensão de aulas ou funcionamento limitado de alguns serviços escolares, dependendo do número de trabalhadores que aderirem à iniciativa.
Reivindicações dos trabalhadores
A mobilização nacional surge sob o lema “Basta de empobrecer! Queremos o que é nosso”, refletindo aquilo que os sindicatos consideram ser anos de perda de poder de compra e desvalorização das carreiras na função pública.
Entre as principais reivindicações apresentadas estão o cumprimento legal do SIADAP, sistema de avaliação da administração pública, atribuição de subsídio de risco para trabalhadores expostos a funções exigentes, criação da carreira especial de Técnico Auxiliar de Educação, maior investimento nos serviços públicos, especialmente na saúde e educação, contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira.
Segundo a FESINAP, estas medidas são fundamentais para valorizar os profissionais e garantir melhores condições de funcionamento nos serviços públicos.

