Na Jornada 30 da Liga Portugal 2 Meu Super, a UD Oliveirense (18ª e última) venceu na receção ao SL Benfica B (3-0), que à partida ocupava a 7ª posição. Foi o primeiro triunfo do treinador Ricardo Silva, ao sétimo jogo.
Perante mais de 1200 adeptos – na segunda melhor casa da época – a UD Oliveirense apresentou-se no habitual GR-4-2-3-1, com Ondoa e Luís Bastos nos lugares de Bruno Silva e Joao Adriano.
Já o SL Benfica B apresentou-se em GR-3-4-3, com Peter Edokpolor, Trevisan e Kevin Pinto a surgirem nos lugares de Banjaqui, Henrique Araújo e de Francisco Neto.

O SL Benfica B começou por assumir a posse, variando na construção com Nuno Félix a chegar muito perto do ponta de lança, enquanto João Rego baixou em apoio para dar soluções. Nessa fase, a Oliveirense apostou num GR:4-4-2, com a prioridade de fechar o corredor central. Mas quando a bola entrava em largura, ou recuava para o guarda-redes das águias, eram acionados os gatilhos de pressão, de forma a aproveitar a fragilidade da transição defensiva benfiquista. Ainda assim, as decisões da Oliveirense no momento ofensivo pecavam no último passe.
O primeiro sinal de perigo pertenceu ao Benfica B, ao minuto 18, quando Edkopolor tirou Bura do caminho e atirou ao lado.
Em bloco intermédio, a UD Oliveirense tinha formas diferentes de defender, já que João Silva saltava ao central esquerdo, Borel batia com lateral, Luís Bastos acompanhava o lateral direito e Yefrei saltava ao central direito. Aos 25 minutos, a UD Oliveirense começou a decidir melhor com bola. Em contra-ataque rápido, aos 36 minutos, João Silva atirou por cima. No minuto seguinte, Trevisan fez o 1-0, mas em fora de jogo.
A UD Oliveirense foi optando por sair longo no pontapé de baliza, apostando em Yefrei. Mas, aos 40 minutos, Prioste ganhou nas alturas, Edokpolor foi mais rápido e Trevisan atirou ao lado.
Aos 43 minutos, após uma grande recuperação de Borel, Ondoa lançou Bastos, que combinou com Armando Lopes. O lateral rematou e beneficiou de um desvio decisivo em Martim Ferreira.
Ao intervalo, Tiago Brito assumiu o lugar de Sabino. No SL Benfica B, Kevin Pinto, Nuno Félix e Rodrigo Rego deram lugar a Leandro Martins, Gonçalo Moreira e Miguel Figueiredo, alterando a estrutura para GR:4-2-3-1.
As águias voltaram a entrar melhor e ameaçaram o empate aos 50 minutos. Yefrei voltou a perder no duelo aéreo, Leandro Martins, Trevisan e Gonçalo Moreira combinaram na área, mas João Rego falhou na cara de Ricardo Ribeiro. Pouco depois, o guardião da Oliveirense travou Edokpolor.
Em contracorrente, ao minuto 59, o SL Benfica B desperdiçou um lançamento longo e a Oliveirense saiu de forma letal. Lucas Henrique encontro João Silva na profundidade e o extremo superou a mancha de Diogo Ferreira.
O SL Benfica B continuou a carregar e, aos 64 minutos, Edokpolor voltou a testar Ricardo Ribeiro. Três minutos decorridos, foi a vez de Tiago Parente obrigar o guardião a brilhar, pouco antes de o Benfica B assumir um GR:4-2-4. A UD Oliveirense só voltou a criar perigo aos 71 minutos.
Numa tarde eficaz e feliz, a UD Oliveirense resolveu aos 77 minutos. Em nova transição iniciada a meio-campo, Lucas Henrique descobriu espaço livre ao segundo poste, onde Armando Lopes serviu Luís Bastos.
A UD Oliveirense acabou o jogo confortável, com Ricardo Silva a apostar em Bruno Silva, Joanderson e Martelo, além de promover o regresso do médio Ono. O resultado foi justo. A UD Oliveirense fez uma primeira parte competente, conseguindo roubar a posse em bloco intermédio e mesmo no bloco alto do Benfica B. Apesar das entradas fortes das águias, a UD Oliveirense esteve bem nas transições. Por tudo isto, em Chaves, na segunda-feira (18h), o onze deveria ser o mesmo.
O “Homem do Jogo” do Cantinho Táctico foi Luís Bastos, contratado como lateral e adaptado a extremo. Trouxe agressividade defensiva e foi o jogador da Oliveirense com mais recuperações de bola no meio-campo ofensivo, tendo assistido Armando Lopes e marcado o 3-0.

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Antevisão Desp. Chaves x UD Oliveirense
Na segunda-feira, às 18 horas, a UD Oliveirense (18ª e última) visita o Desportivo de Chaves (11º). A quatro jornadas do fim do campeonato, a UD Oliveirense está três pontos do Portimonense (17º) e a cinco pontos do Paços de Ferreira (16º). A UD Oliveirense não vence em Chaves desde 2020, quando atingiu a segunda vitória consecutiva nesse terreno, em ambas as ocasiões por 2-0. Nesta edição da Liga 2, a Oliveirense não vence fora do Carlos Osório desde 22 de dezembro, aquando do duelo com o Lusitânia de Lourosa no Olival (1-0). Seguiram-se três derrotas e cinco empates fora de portas.


O Chaves parte da estrutura inicial de GR:4-3-3, variando no pontapé de baliza entre 4+1 (GR:4-3-3) com um médio defensivo, ou baixando também o médio centro direito, fazendo 4+2 (GR:4-2-3-1). O guarda-redes tem uma grande importância, já que é opção habitual na construção, espelho de um Chaves dinâmico na criação em posse, procurando envolver os laterais por dentro e deixando a largura para os extremos.
Na finalização procuram triangulações entre médio, lateral e extremo, com remates exteriores. Dentro de área existem trocas posicionais.
Organização Defensiva
Na pressão ao pontapé de baliza, o ponta de lança divide entre os centrais, a estrutura acaba por ser GR:4-1-4-1. Em bloco intermédio adotam os mesmos comportamentos, no entanto a linha defensiva tem dificuldade em defender contramovimentos e bolas descobertas.
Em bloco baixo, o médio defensivo acaba por entrar na linha defensiva quando o central faz a cobertura ao lateral. Contra o Paços de Ferreira sofreram dois golos com cruzamentos ao segundo poste.
O Chaves tem uma grande capacidade de ataque posicional, com a colocação de um elevado número de jogadores no ataque, procurando movimentos de fora para dentro, e com remates exteriores.
Como ponto a explorar, a transição defensiva, pois os laterais atacam ao mesmo tempo, ficando 2×1 atrás.

