Citroën C4 1.4 PureTech EAT8: Berlina com ares de SUV

Completamente diferente face ao C4 Cactus, o novo C4 quer voltar a colocar a marca gaulesa em posição de destaque num segmento, o dos familiares compactos, onde a Citroën sempre deu cartas. Um carro diferente e que pretende agradar a um vasto leque de clientes.

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Mais vale tarde do que nunca. Após uma ausência de aproximadamente dois anos, a Citroën está de regresso ao segmento C, e logo com um modelo que não deixa ninguém indiferente. Goste-se ou não, a combinação das linhas de uma berlina tradicional com o aspeto de crossover faz do novo C4 um carro capaz de agradar os clientes que procuram um modelo mais tradicional, mas que ao mesmo tempo “piscam o olho” aos SUV e crossover da moda. O novo C4 mede 4,36 m de comprimento, 1,8 m de largura e 1,52 m de altura.

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Na frente, destaque para nova assinatura de luz e para o emblemático “double chevron” que se prolonga até aos extremos da secção frontal através de barras cromadas. As cavas de roda têm proteções em plástico preto, o mesmo acontece na parte inferior do para-choques. Visto de lado o C4 não esconde a inspiração em clássicos como o GS e CX.

No habitáculo, encontramos um painel de bordo com um desenho moderno e futurista, embora com materiais que podiam ser mais agradáveis ao toque. Um pormenor que marca a diferença é a bandeja que está por cima do porta-luvas, e que permite o encaixe de um tablet, uma estreia mundial denominada “Smart Pad Support”. Este inédito suporte permite acomodar quase todos os tablets do mercado.

No capítulo da tecnologia, o condutor tem à sua frente um painel de instrumentos digital, ao centro temos um ecrã de 10 polegadas com todas informações disponíveis no mais recente sistema de infotainment do Grupo.

Para além dos vários espaços de arrumação (por cima do porta-luvas existe ainda uma útil gaveta e que faz parte de um total de 16 compartimentos de arrumação), encontramos ainda muito espaço para os joelhos dos passageiros dos bancos traseiros, já a distância da cabeça para o tejadilho é baixa devido ao estilo coupé de carroçaria, estilo que também prejudica a visibilidade traseira. A bagageira (tem um fundo falso) com 380 litros de capacidade está dentro da média do segmento, destacando-se pelo amplo e fácil acesso.

Motor pequeno, mas despachado

No ensaio ao novo C4, tivemos oportunidade de conduzir a versão 1.2 PureTech, equipada com um motor a gasolina de três cilindros com 130 cv, aqui coadjuvado por uma caixa automática de oito velocidades. A caixa automática com conversor de binário é suave e progressiva e “casa” muito bem com este bloco 1.2 Puretech.

Ainda que seja um motor de baixa cilindrada, o bloco 1.2 despacha-se bastante bem, sobretudo porque o C4 é um automóvel leve: esta variante pesa apenas 1.353 quilos. A velocidade máxima anunciada é de 210 km/h e a aceleração dos 0 aos 100 faz-se em 9,6 segundos.

O já referido peso baixo também se reflete nos consumos, com a marca francesa a anunciar consumo médio de 5,8 litros por cada 100 quilómetros percorridos. Durante este ensaio a nossa média rondou os 7 litros. A posição de condução é elevada, uma característica habitual nos SUV mas não tão comum numa berlina do segmento C.

Sendo um Citroën é natural que o conforto seja uma das principais características. De facto, os amortecedores com duplos batentes hidráulicos fazem deste C4 um dos automóveis mais confortáveis do segmento. As irregularidades do piso são absorvidas de forma exemplar sendo notória a preocupação da marca francesa em respeitar uma das suas maiores tradições. Sendo uma proposta familiar, o ligeiro adornar em curva não será certamente um problema para o potencial comprador. A travagem é equilibrada e eficaz. O novo C4 é uma proposta que se destaca pela suavidade de condução, pelo conforto, pelo isolamento acústico competente e por um bom espaço interior.  O preço desta versão em análise é de aproximadamente 25 mil euros.

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