Empreitada continua no terreno, mas executivo admite que o número de trabalhadores afetos à obra está abaixo do desejado. Câmara está a procurar que a empresa reforce as várias frentes de trabalho para que o novo espaço possa ficar disponível em 2027.
As obras do novo Parque Urbano de Oliveira de Azeméis encontram-se atualmente com um nível de execução situado entre 65% e 70%, segundo informação prestada pelo presidente da câmara, Joaquim Jorge, durante a última reunião do executivo municipal após ser questionado por Rita Costa, vereadora da AD (PSD/CDS-PP). A autarquia pretende que a empreitada avance a um ritmo mais elevado e está a procurar garantir que a empresa responsável coloque mais recursos humanos nas diferentes frentes de obra, com o objetivo de permitir que o espaço fique disponível ao público durante o próximo ano, ou seja, em 2027.
Joaquim Jorge diz que a obra continua em execução, e reconhece que o número de recursos humanos atualmente colocados no terreno não corresponde ao que o município gostaria de ter para conseguir um ritmo de construção superior.
Segundo o autarca, a execução física da empreitada estará, neste momento, “à volta dos 65% e 70%”. A preocupação da câmara passa agora por criar condições para que a empresa aumente significativamente o número de trabalhadores afetos à intervenção e consiga trabalhar simultaneamente nas diferentes frentes que já podem avançar.
Câmara quer reforço de trabalhadores na obra
O principal constrangimento identificado na resposta do executivo não foi apresentado como uma paralisação da empreitada, mas sim como uma insuficiência de recursos humanos face ao ritmo de execução pretendido pelo município.
O presidente explicou que a câmara está a procurar que a empresa coloque “muito mais recursos humanos” nas diferentes frentes de obra que podem ser executadas neste momento. O objetivo é aumentar o ritmo da empreitada durante os próximos meses e aproximar o projeto da sua conclusão.
A informação assume particular importância porque coloca o avanço do Parque Urbano numa fase já significativa de execução. Com cerca de dois terços da empreitada realizados, a preocupação municipal parece agora concentrar-se sobretudo na capacidade de acelerar o trabalho restante e evitar que a conclusão volte a sofrer novos prolongamentos.
Objetivo é disponibilizar espaço em 2027
Embora não tenha sido indicada uma data concreta de inauguração ou abertura, o presidente estabeleceu como objetivo que a obra esteja “disponível já no próximo ano”, ou seja en 2027.
A formulação utilizada pelo Executivo representa, contudo, uma previsão ou objetivo, e não uma data contratual definitiva anunciada na reunião. O presidente não indicou mês, trimestre ou dia de conclusão, nem afirmou que exista já uma data formal de inauguração.
A concretização desse horizonte dependerá, pelo que resulta da própria resposta, da evolução da empreitada e sobretudo da capacidade da empresa para reforçar as equipas e aumentar o número de frentes de trabalho em simultâneo.
Executivo apresenta Parque Urbano como intervenção de qualificação da cidade
O presidente da autarquia, Joaquim Jorge, classifica o futuro Parque Urbano como uma intervenção relevante para a qualificação urbana do território e para a melhoria da qualidade de vida da população.
O autarca mostrou-se convicto de que, uma vez concluído, o projeto representará uma nova resposta urbana para o concelho, associando a conclusão da empreitada a uma melhoria da qualidade do espaço disponível para os cidadãos.
A transcrição, no entanto, não detalha nesta passagem quais serão os equipamentos, áreas verdes, zonas de lazer, percursos, estruturas desportivas ou outras valências concretas integradas no Parque Urbano. Por esse motivo, não é possível, apenas com esta fonte, descrever com segurança a configuração final do espaço.
Condições meteorológicas tinham sido apontadas como um dos condicionamentos
A questão colocada durante a reunião recordou ainda que as condições meteorológicas do início do ano tinham afetado a evolução da obra. O argumento apresentado foi que, depois desse período, as condições seriam agora mais favoráveis para a execução da empreitada, justificando a necessidade de perceber se o ritmo poderia aumentar.
Na resposta, o presidente não desenvolveu especificamente o impacto da meteorologia nem quantificou o atraso eventualmente provocado pelas condições climatéricas.
Optou antes por centrar a explicação na situação atual: a obra está em curso, atingiu entre 65% e 70% de execução e o município considera necessário aumentar os recursos humanos disponíveis no terreno.
Próximos meses serão determinantes
A informação prestada na reunião deixa, portanto, o Parque Urbano numa situação de obra avançada, mas ainda sem calendário final fechado publicamente.
Para que o objetivo de disponibilizar o espaço em 2027 seja cumprido, o desenvolvimento da empreitada nos próximos meses deverá ser determinante. A Câmara pretende que o empreiteiro aumente a capacidade de execução, colocando trabalhadores em mais frentes de obra.
O município não anunciou qualquer interrupção e garantiu que os trabalhos continuam, mas reconheceu implicitamente que o ritmo atual é inferior ao desejado.
A evolução da percentagem de execução e a concretização do reforço de mão de obra serão, por isso, os principais indicadores a acompanhar nas próximas atualizações públicas sobre a empreitada.
