A Assembleia de Freguesia de Ossela aprovou, por unanimidade, a criação de uma Unidade Local de Proteção Civil, constituída por voluntários da freguesia e articulada com as entidades competentes.
A proposta foi apresentada pela presidente da Junta de Freguesia, que justificou a medida com a necessidade de reforçar a capacidade de resposta local em situações de emergência, nomeadamente incêndios, inundações ou outras ocorrências que exijam uma intervenção rápida e de proximidade.
Segundo foi explicado na sessão, a nova unidade será composta por voluntários da freguesia, devidamente enquadrados e com formação adequada. A presidente da Junta sublinhou que estes voluntários não vão substituir as forças profissionais de proteção e socorro, mas poderão desempenhar um papel complementar, ajudando na prevenção, sinalização de problemas, apoio logístico e acompanhamento de situações de maior risco.
A criação desta estrutura surge num contexto em que Ossela tem vindo a discutir várias preocupações relacionadas com segurança, acessibilidades, limpeza de terrenos, valetas, circulação em caminhos públicos e resposta em caso de emergência. Durante a Assembleia, foram também levantadas questões sobre o estado de conservação de vias, dificuldades de acesso, limpeza de bermas e valetas e problemas que, em situações limite, podem interferir com a segurança de pessoas e bens.
Voluntários não substituem bombeiros nem autoridades
Durante a discussão da proposta, Francisca Ferreira, da Aliança Democrática, saudou a iniciativa e sugeriu que fosse dada formação em áreas específicas de risco. A eleita defendeu também a clarificação dos critérios de seleção dos voluntários e a eventual criação de diferentes níveis de intervenção, de forma a garantir uma atuação organizada e adequada às responsabilidades da unidade.
Em resposta, a presidente da Junta esclareceu que esta é uma primeira fase de implementação e que o funcionamento da Unidade Local de Proteção Civil dependerá do enquadramento e da formação prestada pelas entidades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
A autarca fez questão de sublinhar que os voluntários não atuarão em substituição das forças profissionais de proteção e socorro. A função da unidade será antes complementar, permitindo à freguesia dispor de uma rede local de apoio, com pessoas conhecedoras do território e capazes de colaborar na prevenção, na identificação de riscos e na ligação entre a população e as entidades responsáveis.
Resposta de proximidade em caso de emergência
A Unidade Local de Proteção Civil poderá assumir especial importância numa freguesia com zonas dispersas, caminhos rurais, áreas florestais e pontos vulneráveis a episódios de chuva intensa ou incêndios. A proximidade dos voluntários ao território é vista como uma vantagem para identificar problemas com maior rapidez e apoiar a resposta das autoridades em situações de emergência.
Entre as áreas onde esta estrutura poderá ser útil estão a sinalização de árvores caídas, caminhos obstruídos, valetas entupidas, situações de inundação, risco de incêndio, apoio a populações isoladas e encaminhamento de informação para os serviços municipais de proteção civil.
A medida foi aprovada por unanimidade, sinalizando consenso político em torno da necessidade de reforçar a prevenção e a capacidade de resposta da freguesia. Para a Junta de Ossela, a criação desta unidade representa também uma forma de envolver a comunidade na proteção do território, valorizando o papel dos cidadãos na identificação de riscos e na colaboração com os meios formais de socorro.
Com esta estrutura, a freguesia pretende ficar mais preparada para responder a situações imprevistas, sem substituir bombeiros, INEM, GNR, Câmara Municipal ou Proteção Civil Municipal, mas criando uma rede local capaz de ajudar a antecipar problemas e a apoiar a população quando a resposta rápida é essencial.
