Domingo, 12 de Julho de 2026
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Obra de Paulo Neves em Santiago de Riba-Ul pode vir a custar €18.500 e oposição reclama parque infantil

> Investimento numa peça artística em Santiago de Riba-Ul abriu discussão sobre prioridades na União de Freguesias, com a oposição a defender que a verba devia servir para criar um parque infantil.
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A instalação de uma nova obra de Paulo Neves em Santiago vai custar 18.500 euros e abriu um debate sobre prioridades na Assembleia da União de Freguesias. A questão surgiu durante a discussão da segunda alteração modificativa ao orçamento, quando a oposição questionou o reforço da rubrica destinada a obras de arte diversas e contrapôs esse investimento com a ausência de um parque infantil.

O assunto foi levantado por Ricardo Choupeiro, eleito pela AD, ao verificar que a rubrica de “obras de arte diversas” passava de 500 euros para 18.500 euros. A presidente da União de Freguesias, Fátima Ferreira, explicou que o valor se destina à colocação de uma peça artística de Paulo Neves, escultor oliveirense, em Santiago.

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Segundo o executivo, trata-se de uma obra associada à identidade daquele lugar e ao próprio simbolismo de Santiago de Riba-Ul, território atravessado por peregrinos e ligado ao caminho que ali passa. A peça ficará instalada como elemento de referência no espaço público.

A explicação, contudo, não afastou as críticas da oposição. Ricardo Choupeiro recordou que, em reunião anterior à aprovação do orçamento, quando foi abordada a proposta de criação de um parque infantil, lhe terá sido transmitido que a Junta não dispunha de verbas para avançar com esse investimento.

Para o eleito, a alteração orçamental agora apresentada demonstra que a questão não está apenas na existência de dinheiro, mas nas opções políticas do executivo. Ricardo Choupeiro defendeu que um parque infantil teria maior utilidade para a população, servindo crianças, famílias e visitantes, e dando uma nova valência de usufruto público ao território.

“É uma questão de opções”

A oposição não contestou diretamente o valor cultural ou simbólico da obra de Paulo Neves, mas considerou que, perante as necessidades existentes, a prioridade deveria passar por equipamentos de utilização quotidiana. “Parece que o dinheiro existe, é só uma questão de opções”, foi a ideia deixada durante a discussão.

A presidente da União de Freguesias rejeitou a interpretação de que tivesse afirmado que a autarquia não tinha dinheiro. Explicou que o saldo de gerência só podia ser integrado no orçamento após autorização da Assembleia de Freguesia e que, por isso, as verbas não estavam disponíveis no momento inicial de preparação do orçamento.

A autarca esclareceu ainda que a União de Freguesias recebeu cerca de 400 mil euros de saldo de gerência, mas que a alteração agora discutida permitiu distribuir uma parte desse valor por várias rubricas consideradas necessárias.

Parque infantil continua assumido, mas sem data

Sobre a criação de um parque infantil, a presidente afirmou que a necessidade está reconhecida pelo executivo, mas enquadrou a decisão no conjunto de prioridades que terão de ser geridas ao longo do mandato.

A autarca admitiu que o equipamento é uma necessidade, mas não avançou qualquer data ou verba concreta para a sua concretização. A decisão, sublinhou, dependerá da definição de prioridades futuras da Junta.

A discussão acabou por evidenciar duas leituras distintas sobre o investimento público na União de Freguesias: de um lado, a aposta numa obra artística e identitária ligada a Santiago; do outro, a defesa de um equipamento de uso familiar, considerado pela oposição mais urgente para responder às necessidades da população.

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