Segunda-feira, 24 de Junho de 2024
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Kelly-Simoldes-UD Oliveirense quer prolongar “época excecional” com três objetivos

> Manuel Correia, diretor-desportivo da KellY/Simoldes/UD Oliveirense tem um discurso ambicioso para a Volta a Portugal em Bicicleta desta ano.

Após “uma época excecional”, a Kelly-Simoldes-UDO multiplica objetivos para a 84.ª Volta a Portugal – que tem início marcado para a próxima quarta-feira, dia 9 de agosto, querendo estar na discussão de uma camisola, ganhar uma etapa e tentar ter um ciclista no top 10 final.

“Seria estar na discussão de uma camisola, ganhar uma etapa, e tentar, porque não, ter um corredor nos 10 mais. Nós não temos nenhum trepador puro, a Volta a Portugal este ano, pelo menos na última parte, é muito dura. Mas, como confiamos muito nos nossos corredores, penso que podemos ambicionar a isso. Mas, no entanto, também não queremos criar aqui muitas expectativas. E passo a passo, dia a dia, com o nosso cariz, com a nossa forma de correr – nunca viramos a cara à luta -, vamos tentar dar sempre o nosso melhor”, enumera Manuel Correia.

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Para o diretor desportivo, aconteça o que acontecer, a Kelly-Simoldes-UDO já fez “uma época excecional”.

“Ninguém idealizava a época que nós fizemos. Se calhar estávamos na sexta, quinta equipa, sétima, por aí. E, a seguir à Glassdrive, fomos, sem dúvida, a equipa mais consistente, a equipa com mais vitórias e uma equipa que esteve na discussão de algumas provas. Portanto, a Glassdrive foi, sem dúvida, a melhor. É a melhor equipa, é a grande favorita à vitória na Volta a Portugal. E nós vamos com a ambição de tentar fazer algo muito positivo, mas não vamos com muitas ilusões e sabemos quais são as nossas limitações também”, confessa.

Além de conhecer os limites da sua formação, Manuel Correia sabe que a Volta a Portugal é o foco da maioria das equipas, ao contrário do que acontece na sua, mas admite que é a prova ‘rainha’ do ciclismo nacional o “pão de cada dia” e a sobrevivência do pelotão luso, “dado os diretos e as transmissões televisivas”.

“Mas nós vamos tentar fazer o nosso melhor, dentro daquilo que fizemos durante toda a época, sabendo que é, de antemão, quase impossível, porque na Volta a Portugal aparecem sempre surpresas e outros ciclistas que muitas vezes não apareceram durante o ano”, evidenciou.

Luís Gomes tem estado em destaque

Quem esteve em destaque durante toda a temporada foi mesmo Luís Gomes, a principal figura do conjunto oliveirense, que venceu a Clássica de Viana do Castelo, foi segundo no Grande Prémio Douro Internacional e no Grande Prémio Abimota, conquistou o bronze na prova de fundo dos Nacionais e ainda venceu as classificações por pontos no GP O Jogo, onde ganhou uma etapa, e no Abimota, de onde saiu também com um triunfo.

Ainda assim, Gomes, que já ganhou três etapas na prova e no ano passado foi 14.º, “poderá ser ou não” o ciclista que vai lutar pelo top 10 nesta Volta. “Às vezes, basta um dia menos bom para sairmos de lutar por uma classificação dessas. Temos o Luís, eu penso que o Adrián [Bustamante], se estiver a bom nível, também poderá ser um desses ciclistas. E o Hélder Gonçalves, que ano passado faz 15.º […]. Eu acho que qualquer um destes três corredores pode ter a esperança de ficar nos 10. No entanto, será muito difícil. E tenho a consciência disso, e eles também”, concede.

Bustamante, a grande esperança

O diretor desportivo diz ter “grande esperança” em Bustamante, que, no ano passado, “estava num bom momento” e foi forçado a abandonar devido a uma queda na etapa da Torre.

“No entanto, ainda não vimos o Adrián fazer uma corrida de 11 dias, a ter que lutar por uma geral. Portanto, não sabemos. Será uma incógnita. No entanto, acho que é um corredor com enorme potencial”, defendu, estendendo o elogio também a Hélder Gonçalves, “um corredor inteligente” e promissor.

Quem vai ganhar a volta?

Manuel Correia não hesita quando a pergunta é ‘quem vai ganhar a Volta’, apontando para o campeão em título, o uruguaio Mauricio Moreira.

“O Frederico [Figueiredo], que estará a um nível muito elevado, também pode ganhar. E depois quer o australiano [James Whelan], quer o russo [Artem Nych] são ciclistas que têm potencial também para vencer a Volta a Portugal. Mas de qualquer das formas, eu diria que esses dois serão, na minha perspetiva, os dois principais candidatos. Depois, há outras equipas como o Feirense, que tem um ciclista como o António Carvalho, que este ano ainda não apareceu, e que poderá aparecer e estar também ali na discussão. O Afonso Eulálio também apareceu ultimamente muito bem. Mas penso que o ciclista que lhes poderá dar mesmo luta será o António Carvalho, se estiver a bom nível”, perspetivou.

Quanto ao percurso, “é o que é”, segundo Correia, que considera que, “por mais que as organizações se desdobrem, nunca agrada a todos”.

Este ano houve um esforço enorme da organização de levar a Volta a Portugal ao Algarve. Vinham a ser criticados por isso, agora, se calhar, vão ser criticados por irmos ao Algarve e passarmos o Alentejo, porque é muito calor. Portanto, eu acho que é o percurso possível, com uma parte que favorece os sprinters. Se bem que as chegadas a Loulé e a Ourém têm ali uma ou outra emboscada, que podem, se calhar, surpreender os sprinters, […] Acho que a primeira parte favorece os corredores de clássicas e os sprinters. A segunda parte é muito dura, que vai favorecer principalmente os corredores mais completos e os trepadores”, detalha o diretor desportivo da Kelly-Simoldes-UD Oliveirense.

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Equipa Kelly-Simoldes-UD Oliveirense

Adrián Bustamante (Col), Afonso Silva (Por), António Ferreira (Por), Cesar Guavita (Col), Hélder Gonçalves (Por), José Sousa (Por) e Luís Gomes (Por).
Diretor desportivo: Manuel Correia.

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As etapas da Volta

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