O incêndio que deflagrou na tarde de domingo em Ul, Oliveira de Azeméis, chegou às proximidades do Parque Temático Molinológico, passou perto da Escola Primária de Ul e aproximou-se da Zona Industrial de Ul/Loureiro, obrigando ao corte preventivo de acessos. Depois de várias horas de combate e de uma noite de preocupação, o fogo entrou na manhã desta segunda-feira, dia 17, em fase de conclusão.
Foram várias horas de apreensão em Ul e nas localidades vizinhas devido ao incêndio rural que deflagrou pelas 15h17 de domingo, 16 de agosto, na Rua da Moura, junto à Zona Industrial de Ul/Loureiro.
As chamas avançaram essencialmente por áreas de mato, mas a proximidade a equipamentos, empresas e património levou as autoridades a reforçar a prevenção em vários pontos considerados sensíveis.
Um deles foi a Zona Industrial de Ul/Loureiro. O presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e autoridade municipal de Proteção Civil, Joaquim Jorge, confirmou ao início da noite de domingo que não existiam habitações ou empresas em risco, mas reconheceu que o incêndio tinha passado perto da Novarroz.
Por precaução, foram cortados os acessos à zona industrial, numa altura em que os bombeiros procuravam impedir que o fogo se aproximasse ainda mais das unidades empresariais instaladas naquele eixo.


Fogo alastrou em direção a Damonde
Depois de começar na Rua da Moura, o incêndio estendeu-se através de terrenos de mato em direção a Damonde, na freguesia de Travanca. A progressão das chamas alargou a área de intervenção dos bombeiros e obrigou a manter vários pontos sob vigilância.
A evolução do incêndio levou também ao corte dos acessos ao Parque Temático Molinológico de Ul, uma das principais referências patrimoniais e turísticas da freguesia.
A medida foi tomada preventivamente, perante a possibilidade de o fogo se aproximar do complexo dos moinhos e das zonas envolventes.
Parque Molinológico no centro das preocupações
O Parque Temático Molinológico acabou por ser um dos pontos que mais preocupações suscitou durante a tarde e a noite.
A proximidade das chamas levou ao condicionamento e posterior encerramento de acessos, numa operação destinada não apenas a proteger o espaço, mas também a garantir que as viaturas dos bombeiros circulavam sem obstáculos.
Apesar da aproximação do incêndio, não houve indicação de que os moinhos ou o principal núcleo patrimonial do parque tenham sido atingidos.
Mais de uma centena de operacionais no terreno
Às 20h22 de domingo, encontravam-se envolvidos no combate 131 bombeiros, apoiados por 39 veículos terrestres e três meios aéreos, segundo os dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil divulgados na altura.
O dispositivo viria ainda a aumentar durante a noite, chegando a mobilizar 163 operacionais e 41 viaturas, além de meios aéreos e máquinas de rasto.
Apesar da complexidade da operação, Joaquim Jorge afirmava ao início da noite que os meios colocados no terreno estavam a conseguir combater o incêndio “com sucesso”, embora a chegada da noite fosse encarada com cautela devido à possibilidade de alterações das condições de propagação.
Incêndio entrou em fase de conclusão
Depois de uma noite de combate e vigilância, o incêndio entrou esta segunda-feira, 17 de agosto, em fase de conclusão.
Mais de 50 operacionais permaneciam, ainda assim, no terreno durante a manhã, concentrados em trabalhos de consolidação, rescaldo e vigilância de pontos quentes, de forma a evitar reacendimentos.
A ocorrência deixa para trás uma extensa área florestal atingida e várias horas de tensão, sobretudo devido à proximidade das chamas ao Parque Temático Molinológico, à Escola Primária de Ul e à Zona Industrial de Ul/Loureiro.
O fogo chegou perto de empresas e equipamentos, obrigou a cortes preventivos e mobilizou um importante dispositivo de socorro, mas não há, até ao momento, indicação de danos em habitações, empresas ou no núcleo principal do Parque Molinológico.
