Ranking Escolar 2020. Escola Básica e Secundária de Fajões tem a maior percentagem de alunos carenciados no concelho

António Camilo Pinho, diretor da Escola Básica e Secundária de Fajões, fala sobre esta realidade ao Azeméis.Net. "Há alunos que nem tomam o pequeno-almoço em casa", diz.

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Escola Básica e Secundária de Fajões

As duas melhores escolas do concelho de Oliveira de Azeméis no Ranking Escolar 2020 (pode ver aqui) são também as duas instituições escolares que, segundo os dados fornecidos pelo Ministério da Educação, apresentam a percentagem mais alta de alunos carenciados, ou seja, que dispõem da Ação Social  Escolar  (ASE) que trata dos subsídios  de estudo,  nomeadamente, apoio alimentar  no refeitório  da  escola  e  apoio  à  aquisição  de  sebentas, fotocopias  e  materiais  escolares.

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A Escola Básica e Secundária de Fajões lidera esta tabela. Mais de um quarto dos alunos que frequentam desta escola (28,9%) necessitam de apoio social escolar. A Escola Dr. Ferreira da Silva apresenta quase 20% da população escolar carenciada, e a Escola Soares Basto encontra-se em terceiro lugar desta tabela com 17,7%. Na Escola Ferreira de Castro a percentagem de alunos carenciados é de 13%, a mais baixa no concelho de Oliveira de Azeméis.

Escola% de alunos carenciados
Escola Básica e Secundária de Fajões28,9%
Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva18,8%
Escola Básica e Secundária Soares Basto17,7%
Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro13%
Dados fornecidos pelo Ministério da Educação relativamente ao ano de 2020

António Camilo Pinho, diretor da Escola Básica e Secundária de Fajões, fala sobre esta realidade ao Azeméis.Net. “Há alunos que nem tomam o pequeno-almoço em casa”, diz. Este facto faz com que a direção desta instituição escolar esteja em permanente atenção e a desenvolver políticas de apoio aos alunos mais carenciados.

“Sempre que é possível fazemos cabazes para oferecer à família dos alunos mais carenciados da nossa escola com os bens mais essenciais, e garantimos as refeições aos alunos que temos referenciados que não tomam o pequeno-almoço em casa”, diz.

Até há bem pouco tempo também havia uma política da criação de bolsas de estudo para que a falta de dinheiro não fosse impeditivo para que alunos com boas notas continuassem o ensino universitário. “Tivemos alguns casos de alunos a quem ajudamos, por exemplo, a seguir para o curso de medicina. Procurávamos apoio junto do tecido empresarial para ajudar os alunos que tinham boas notas, mas que por motivos financeiros não tinham possibilidade e prosseguir para o ensino universitário. Entretanto, terminamos com essas bolsas porque o município de Oliveira de Azeméis está agora a fazer esse trabalho“, conta António Camilo Pinho ao Azeméis.Net.

A percentagem de alunos carenciados também obriga a um maior esforço para não deixar alunos para trás no processo de aprendizagem. “Não queremos deixar nenhum aluno para trás. É verdade que a elevada percentagem de alunos carenciados influência nos resultados escolares, e obriga a um maior esforço por parte direção escola e do corpo docente para que os alunos não fiquem para trás”, diz. E conclui: “Os professores prestam um apoio individual a esses alunos, e também temos uma estrutura composta por dois psicólogos e uma assistente social que ajudam estes alunos”.

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