O executivo municipal anunciou a criação da quinta Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) no concelho em Pindelo, após a inauguração do novo equipamento no Pinheiro da Bemposta, e o assunto tem geração contestação entre a população, tendo sido discutido na última Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo. Também ficou nítido que o local da construção ainda não está definido, e poderá levar mais tempo do que inicial estava previsto.
O tempo corre contra a autarquia uma vez que aviso de candidatura para este investimento está aberto até ao final deste ano. O projeto de execução, segundo informou o presidente da autarquia, está praticamente terminado, mas falta a aquisição do terreno.
No encontro com a imprensa, Joaquim Jorge avançou a Rua do Assentadinho como o local inicialmente previsto para a construção da ETAR. Contudo, Gaspar Almeida, presidente da União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo, referiu que a via citada nunca esteve nos planos.
“O local que se falou e pensou em primeiro lugar na Rua da Cavadas num terreno dos irmãos Melo [proprietários da Irmel]“, revelou o autarca.
A construção da nova ETAR foi um dos temas da ordem de trabalhos da última Assembleia de Freguesia, e um grupo de populares interveio para demonstrar publicamente a sua insatisfação. É a escolha da primeira opção do terreno que se tem gerado contestação por se encontrar muito perto das habitações que sofrerão no futuro próximo com os intensos maus cheiros uma vez estar previsto que a nova estação de tratamento sirva o Nordeste do concelho.
Nova solução a ser estudada
O presidente da União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo considera uma boa notícia a construção da nova ETAR em Pindelo uma vez que fica assim garantido que a freguesia terá a oportunidade de ter saneamento.
“O que está em causa é fazer saneamento em Pindelo. E fazer saneamento em Pindelo implica ter uma ETAR”, disse.
A contestação a aumentar de tom, e o autarca admite que a autarquia está à procura de uma nova solução, tendo visitado recentemente um novo local, longe das habitações e mais perto do rio.
Gaspar Almeida compromete-se a acompanhar este tema sensível de perto: “Se houver outra alternativa também estou aqui para acompanhar as pessoas, falar com quem de direito, para que se venha cá fazer nova análise”.
