Segunda-feira, 22 de Abril de 2024
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Azeméis precisa de voltar a ter peso político

> Oliveira de Azeméis tem demasiadas obras dependentes do poder central para não ter uma voz ativa no Parlamento e nas audições com membros do Governo para fazer pressão para a sua execução.

Oliveira de Azeméis corre o sério risco de perder os deputados na Assembleia da República depois das próximas eleições Legislativas. Se tal acontecer, trata-se da primeira que o concelho ficará sem representatividade no parlamento durante o período de democracia. Este é mais um sinal daquilo que vem acontecendo ao longo dos últimos tempos: Oliveira de Azeméis tem perdido progressivamente, ao longo dos últimos anos, peso político nos bastidores do poder.

A reação mais fácil é a de relativizar os lugares atribuídos aos políticos oliveirenses  em cada um dos partidos com real hipótese de chegar ao poder, o Partido Socialista e a Aliança Democrática, argumentando que existem outros deputados que poderão lutar pelos interesses do concelho. 

As palavras são bonitas, mas, na prática, será que é assim? Quem é que sente mais a terra do que os próprios habitantes? Quantos exemplos temos de concreto de deputados de fora do concelho a defender algum de estratégico para o nosso concelho? 

Oliveira de Azeméis tem demasiadas obras dependentes do poder central para não ter uma voz ativa no Parlamento e nas audições com membros do Governo para fazer pressão para a sua execução. Falo da requalificação do Tribunal de Trabalho, da requalificação da GNR de Cesar, ou das melhorias necessárias no IC2.

Falando no IC2. Foi bom o poder político sair à rua para exigir a construção da rotundano Largo do Cavaco, no Pinheiro da Bemposta, tal como contamos nesta edição, mas era bom sentir que a autarquia tem peso político necessário para resolver a questão nos gabinetes.

Muitas vezes fico na dúvida sobre essa influência positiva por parte do município oliveirense. Há pelo menos dois dossiers que mais parece que o poder central anda a brincar com os oliveirenses: o impedimento da construção da rotunda no Largo Cavaco no iC2 quando há outros municípios, como o de Santa Maria da Feira, Albergaria-A-Velha e Mealhada, que tem rotundas em plena via, e depois a construção da GNR Cesar. Um ano não será tempo demais para um jogo de pingue-pongue com pedidos de alteração ao projeto? 

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