As Festas Grandes de Cesar encerraram com uma das maiores produções musicais do programa, mas também com mau estar nos bastidores. A atuação da Orquestra Magma, apresentada como uma viagem de música, cor, luz e energia, gerou críticas devido aos constrangimentos provocados pela logística instalada na Praça da Liberdade, no centro de Cesar.
Para a concretização do “melhor espetáculo doo Planeta Terra” – definição da própria Orquestra Magma – que juntou em palco 19 artistas, “magia”, 19 artistas, muita música e energia, os protagonistas do espetáculo precisar de estruturas de grande dimensão levando à contestação junto de comerciantes locais.
Segundo o empresário Luís Pinho, proprietário do Restaurante Casarão e do Supermercado Casarão, que se encontram entre os principais patrocinadores dos festejos, os passeios e as entradas de acesso aos estabelecimentos ficaram condicionados por dois atrelados ligados à produção da Orquestra Magma. A situação que é demonstrada em imagens, impediu o normal funcionamento dos espaços comerciais. Obrigou ao encerramento do restaurante e do supermercado no último dia das festas, e o pastelaria Elite também terá tido algumas dificuldades de funcionamento.



O constrangimento aconteceu numa tarde em que a circulação na zona já se encontrava limitada. A estrada da Praça da Liberdade esteve cortada desde as 15h00, no âmbito da preparação do espetáculo de encerramento, o que agravou as dificuldades de acesso aos estabelecimentos situados naquela área.
Além de empresário local, Luís Pinho é também presidente do Futebol Clube Cesarense, embora se encontre em situação demissionária. Essa ligação ajuda a enquadrar o impacto do episódio no clube, que, no mesmo dia, anunciou que não iria abrir a tômbola instalada no recinto das festas, mesmo nas traseiras do palco.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, o FC Cesarense informou os associados e o público em geral que, “por motivos que nos ultrapassam”, não iria abrir a tômbola na segunda-feira, 6 de julho. “Pedimos desculpa a todos por esta situação. O mais prejudicado, sem dúvida, é o Clube numa fase em que tanto necessita do apoio e ajuda de todos”, escreveu o clube nas redes sociais.
O caso deixou desconforto no último dia das Festas de Cesar, iniciativa e levantou dúvidas sobre a articulação entre a produção dos espetáculos, a organização das festas, os comerciantes da Praça da Liberdade e as instituições locais envolvidas no recinto.
O encerramento das festas ficou, assim, marcado por um contraste: dentro do palco, a promessa de uma noite de espetáculo; fora dele, críticas à forma como a logística da mega-produção terá condicionado a atividade de espaços comerciais locais e afetado a dinâmica de apoio ao FC Cesarense.

