Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026
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FC Cesarense estima prejuízo de €1000 com tômbola encerrada nas Festas de Cesar. Presidente levanta questões de fiscalização e segurança

> FC Cesarense estima prejuízo de mil euros com o encerramento da tômbola nas Festas de Cesar. Luís Pinho critica falta de fiscalização e levanta dúvidas sobre acessos e segurança.

O FC Cesarense estima em cerca de mil euros o prejuízo causado pelo encerramento da tômbola durante as Festas de Cesar. A estimativa foi avançada por Renato Castro, membro da direção do clube, depois de uma noite em que a estrutura não abriu “por motivos que ultrapassaram” a instituição.

A situação provocou mal-estar na freguesia de Cesar e surge num momento particularmente sensível para o clube, que atravessa uma fase de reorganização diretiva e financeira. O FC Cesarense comunicou publicamente que não iria abrir a tômbola, pediu desculpa aos associados e à população, e sublinhou que “o mais prejudicado” era o próprio clube, “numa fase em que tanto necessita do apoio e ajuda de todos”.

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A tômbola é uma das formas de angariação de receita do clube durante as festas da freguesia. Por isso, o encerramento teve impacto direto nas contas da instituição, que, segundo Renato Castro, poderá rondar os mil euros.

Luís Pinho critica falta de fiscalização e levanta questão de segurança

Luís Pinho, presidente demissionário do FC Cesarense e empresário em Cesar, relatou problemas relacionados com a segurança e a fiscalização no recinto das festas. Em causa estão os acessos ao Restaurante Casarão e ao Supermercado Casarão, estabelecimentos localizados no centro de Cesar, que terão ficado condicionados pela presença de camiões associados à logística do espetáculo da Banda Magma.

O empresário diz ter recebido vários contactos – após a denúncia nas redes sociais do clube e na comunicação social local – a alertar para a situação e para a necessidade de fiscalização. A preocupação, segundo Luís Pinho, não se limitava ao incómodo provocado pela ocupação do espaço ou ao impacto comercial. O dirigente levantou também uma questão de segurança: o que aconteceria em caso de incêndio ou de uma emergência que exigisse acesso rápido aos estabelecimentos?

Para Luís Pinho, a presença dos camiões criava dificuldades que deveriam ter sido avaliadas pelas entidades responsáveis pela organização, segurança e fiscalização do evento. O presidente demissionário do FC Cesarense entende que a situação não podia ser vista apenas como uma questão logística das festas, mas também como um problema de acesso e prevenção em caso de emergência.

“Camiões vazios só para o show”

Luís Pinho criticou ainda o facto de, segundo afirmou, alguns dos camiões estarem vazios e permanecerem no local apenas para efeito visual do espetáculo. A expressão usada pelo empresário aponta para uma crítica direta à dimensão cénica da produção, considerando que a ocupação do espaço não se justificava se os veículos não eram necessários à operação naquele momento.

A crítica ganha maior peso pelo facto de os acessos ao Restaurante Casarão e ao Supermercado Casarão serem considerados essenciais em caso de emergência. Luís Pinho defende que deveria ter existido maior atenção à forma como os veículos foram colocados e à necessidade de garantir condições de circulação, fiscalização e segurança.

Clube diz ser o principal prejudicado

No plano associativo, o FC Cesarense acabou por ser diretamente afetado pelo episódio. A decisão de não abrir a tômbola retirou ao clube uma receita importante numa altura em que a instituição procura estabilidade e uma solução diretiva para preparar a nova época.

A assembleia geral do clube deu conta da existência de um grupo de cinco elementos disponível para preparar uma lista aos órgãos sociais, com Pedro Freitas apontado à presidência. O processo deverá avançar com convites para completar a estrutura, respeitando o número mínimo previsto nos estatutos, e com a possibilidade de encurtar o prazo de apresentação de listas para permitir eleições mais rápidas.

O caso da tômbola surge, por isso, num contexto de especial fragilidade para o FC Cesarense. Além da instabilidade diretiva, o clube enfrenta dificuldades financeiras e precisa de receitas extraordinárias para garantir o normal funcionamento da atividade desportiva.

A direção demissionária garantiu, entretanto, que o clube voltará “mais forte” no fim de semana seguinte, no âmbito da iniciativa “Associa em Ação”. Ainda assim, o episódio deixou críticas à organização das festas e levantou dúvidas sobre a forma como foram assegurados os acessos, a fiscalização e as condições de segurança no centro de Cesar.

Azemeis.net
Author: Azemeis.net

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