A eleição de uma nova direção da Banda de Música de Loureiro aconteceu mais cedo do previsto, ainda antes do término do anterior presidente da direção. A saída de dois músicos da banda, em dissonância com a direção, acelerou o processo de sucessão. Fez com que Manuel Terra apresentasse a sua demissão no dia 13 de abril, após oito anos (quatro mandatos) de liderança. Helena Terra, presidente da Assembleia Geral, e com uma ligação umbilical à associação, também optou por não fazer parte dos novos corpos sociais, nem concorrer à direção.
A decisão de sair da direção já estava tomada. Por diversas vezes, Manuel Terra disse que não voltava a concorrer à liderança. Mas o mal-estar vivido no seio da banda de música, originou o pedido de demissão. Sem nunca se referir ao episódio que fez transbordar o copo de água, o antigo presidente da direção admitiu que cansaço dos dirigentes.
“Há algum cansaço da parte dos dirigentes também, não podemos negar. E depois há também algum burburinho de alguns músicos”, admite Manuel Terra.
Com o mal-estar instalado, a porta de saída acabou por ser inevitável. “As direções não podem ser um problema para as bandas. Tem que ser sempre a solução. A coisa está resolvida, e a solução está aí. Vai uma direção abaixo, vem uma nova. Felizmente conseguiu-se uma direção com facilidade”, afirma.
O ex-presidente da direção revela também que a passagem de testemunho à nova direção “foi pacífica”. “Temos aí uma lista de boa gente, de gente de trabalho e vão continuar os destinos da banda. Foi uma passagem pacífica”, afirma.
A concluir, Manuel Terra demonstra a sua disponibilidade para ajudar a nova direção, mas sem se envolver demais. “A banda é muito trabalhosa. A banda dá muito trabalho. São 70 pessoas e todas muito pensantes, as pessoas hoje pensam muito”, conclui.
