Intervenção obrigou ao encerramento temporário de vários pisos, à transferência de sete doentes e à desmarcação de consultas. ULS Entre Douro e Vouga garante que os trabalhos foram concluídos e prevê a reposição da plena atividade esta quinta-feira à tarde.
O Hospital de São Miguel, em Oliveira de Azeméis, deverá retomar esta quinta-feira, 13 de agosto, a plena atividade, depois de uma intervenção de desinfestação que obrigou ao encerramento temporário de várias áreas da unidade, à transferência de sete doentes internados e à desmarcação de algumas consultas.
A situação tornou-se pública na quarta-feira, quando a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis informou a comunidade oliveirense de que sete pacientes tinham sido transferidos para permitir a realização de uma operação de desbaratização no Hospital de São Miguel.
Numa primeira indicação, a autarquia referiu que o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga (ULS EDV) previa a reposição da normalidade durante a tarde desta quinta-feira.
Entretanto, a administração da ULS anunciou a conclusão dos trabalhos realizados nos pisos 2, 3 e 4, que envolveram intervenções técnicas, manutenção da rede de saneamento e higienização ambiental. Depois das ações de pulverização, do período de isolamento regulamentar e dos trabalhos de limpeza e higienização geral realizados durante a manhã, as equipas técnicas validaram a operacionalidade dos espaços.
Cinco doentes transferidos para a Feira e dois para Ovar
Os sete doentes internados que tiveram de abandonar temporariamente o Hospital de São Miguel foram distribuídos por duas unidades hospitalares da região. Segundo informação avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge Ferreira, cinco foram transferidos para o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e dois para o Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar.
A ULS EDV indica agora que deverá iniciar-se esta quinta-feira o regresso desses doentes a Oliveira de Azeméis, estando o transporte dependente da disponibilidade das ambulâncias.
Durante a intervenção, o Serviço de Urgência e o hospital de dia permaneceram em funcionamento, embora algumas consultas tenham sido desmarcadas.
O problema terá sido detetado na segunda-feira, levando, a partir de terça-feira, ao encerramento das valências mais afetadas. Entre as áreas que estiveram totalmente encerradas encontram-se, segundo profissionais ouvidos pela Lusa, espaços ligados ao internamento de Geriatria e aos serviços de Pediatria.
ULS fala em intervenção estruturada
A administração da ULS Entre Douro e Vouga enquadra os trabalhos nas ações de monitorização e manutenção das instalações e afirma ter optado por uma intervenção profunda, em vez de medidas pontuais.
De acordo com a administração, foi realizado um plano de desinfestação que exigiu a desocupação temporária das áreas clínicas abrangidas, incluindo intervenções na rede de saneamento, pulverização e posterior higienização profunda das instalações.
A ULS acrescenta que a intervenção foi programada para agosto por se tratar de um período de menor ocupação assistencial, permitindo executar determinadas fases dos trabalhos sem a presença de doentes nos espaços abrangidos.
Esta explicação é, contudo, contestada por profissionais da unidade ouvidos pela Lusa. Segundo esses relatos, a operação terá sido desencadeada de forma repentina, uma vez que existiam consultas marcadas e doentes internados que tiveram de ser transferidos. Alguns profissionais relacionaram ainda o aparecimento dos insetos com a antiguidade do edifício, o estado das canalizações e uma alegada falta de investimento nas instalações. Estas apreciações não foram confirmadas pela administração da ULS.
Normalidade prevista para esta quinta-feira
Depois de uma primeira previsão que apontava para a reabertura total durante a manhã, a informação mais recente indica que o Hospital de São Miguel deverá recuperar a plena atividade ao início da tarde desta quinta-feira.
A administração assegura que, concluída a pulverização, cumprido o período regulamentar de isolamento e terminada a higienização geral, as equipas técnicas validaram as condições necessárias para a utilização dos espaços intervencionados.
A situação deverá, assim, entrar agora numa fase de normalização, com a retoma integral das valências afetadas e o regresso progressivo dos sete doentes que foram temporariamente encaminhados para Santa Maria da Feira e Ovar.
