A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões apresentou, em Assembleia Geral, um resultado líquido do exercício da atividade do ano de 2023 no valor de 15 245 euros (resultado da diferente entre os 819 856 euros no lado dos rendimentos, e os 804 610 euros no lado dos gastos) contrastando com o resultados positivo de mais de 100 mil euros em 2022.A quebra da receita líquida é explicada por Jorge Pinho, presidente da direção dos bombeiros de Fajões, pelo facto de se ter verificado em 2023 “uma redução dos serviços prestados face a anos anteriores”, havendo também um “aumento nos gastos com o pessoal fruto da legislação laboral”.
Dívida da autarquia
Focando nos pontos principais das contas dos bombeiros de Fajões, Jorge Pinho sublinhou a dívida da autarquia oliveirense. “À mercê dos acordos estabelecidos, a Câmara Municipal de oliveira de Azeméis tem vindo a transferir para esta Associação os valores acordados que, no ano fundo, atingiram um montante de 127 466, 73 euros. No entanto, a 31 de dezembro ainda se verifica um saldo devedor de 82 319, 40 euros”, pode ler-se no documento distribuído aos associados.
Jorge Pinho considera incompreensível esta dívida. “Incompreensivelmente a autarquia tem uma dívida de 82 mil euros aos bombeiros de Fajões. Há protocolos assinados, mas até agora ainda não houve evolução no pagamento deste valor. Esta dívida está quase a fazer um ano. Diz respeito a um veículo oferecido à Associação no dia do 41.º aniversário”, disse o presidente da direção na última Assembleia Geral dos bombeiros de Fajões.
Aumento de quotas aos associados
Uma das conclusões resultante da apresentação de resultados foi a de que os bombeiros de Fajões continua “dependente de subsídios, donativos e quotas dos associados para manter a sustentabilidade financeira da Associação”.
Na última Assembleia Geral foi aprovado (com dois votos contra a uma abstenção) o aumento das quotas dos associados para o dobro. A partir de janeiro de 2025 o valor da quota anual passará a ser de 24 euros por ano.
“Neste momento a quota é de um euro por mês, o que é um valor irrisório tendo em conta as vantagens que traz. Após consultar a realidade de outras associações, o valor praticado já é de 24 euros. E a direção entende ser já o momento para aumentar a quota”, justificou Jorge Pinho.
Em 2023 o valor cobrado foi de 12 918 euros, uma quebra de 396,50 euros em relação a 2022. “Iremos fazer uma renumeração dos sócios, uma vez que há muitos sócios na listagem que já faleceram”, concluir o presidente da direção sobre o tema.
