A introdução da nova rede de autocarros na Área Metropolitana do Porto no dia 1 de dezembro de 2023 tem enfrentado problemas de várias ordens. Para além da dificuldade em implementar o novo modelo de transportes, o concelho de Oliveira de Azeméis teve de lidar ainda um outro problema. A Xerbus, empresa que ganhou o concurso de exploração do lote 5, substituindo a Transdev, não tinha nenhum parque de aparcamento de autocarros. A guerra surda instalou-se e durante mais de um mês os autocarros da nova operadora ocuparam os estacionamentos das principais artérias da cidade, roubando assim lugares de estacionamentos.
Havia o sério risco da cidade servirem de depósito de autocarros durante largos meses. A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis acabou por conseguir solucionar o problema e fazer sentar na mesma mesa todas as entidades envolvidas no processo.
“A autarquia promoveu as diligências necessárias de intermediação entre as partes para uma utilização temporária do espaço, sem que daqui resulte qualquer encargo para a Câmara Municipal”, afirmou o executivo camarário em resposta ao azeméis.net.


As razões do conflito
A passagem de testemunho entre a Transdev, que operou no território durante mais de duas décadas, e a estreante Xerbus não correu da melhor maneira. Nos bastidores chegou a ventilar-se que a Transdev iria continua a operar no território após negócio com a Xerbus, mas tal não chegou a confirmar-se. A Transdev demonstrou o seu desagrado com a nova realidade fechando as cancelas, e colocando um autocarro a tapar a entrada, do local que serve de paragem de autocarros, passando a mensagem clara que ninguém entraria ali.
O antigo Centro de Coordenador de Transportes de Oliveira de Azeméis é propriedade privada, e a Transdev tinha contrato de arrendamento para ocupar o espaço que terminava apenas no final do primeiro semestre de 2024.
As duas operadoras não conseguiram chegar a acordo para que a Xerbus pudesse usar o espaço, com uma das partes, diz fonte próxima do processo ao azeméis.net, a recusar-se a sentar à mesa das negociações.
À espera da Estação Multimodal de Transportes
A solução definitiva para a nova operadora só chegará quando a Estação Multimodal de Transportes cuja inauguração se perspetiva para este ano de 2024.
O novo equipamento estará no mesmo edifício do novo Mercado Municipal, num investimento global de quase 4 milhões de euros.Para o espaço está previsto um parque de estacionamento e sistema Pick&Go para viaturas de transporte coletivo de passageiros com sala de espera e bilhética.
A autarquia promoveu as diligências necessárias de intermediação entre as partes para uma utilização temporária do espaço
Executivo CMOA
