A escalada dos preços da energia, nomeadamente do gás, poderá levar ao encerramento das Piscinas Municipais de Oliveira de Azeméis no próximo ano e sem previsão para data de abertura. A fatura tem aumentado de mês para mês, e o executivo municipal prevê que durante o próximo ano a fatura possa ascender aos 50 mil euros/ mês, o que perfaz 600 mil euros/ano, um valor demasiado alto que a autarquia poderá não ter condições para pagar.
Houve um investimento no passado em caldeira a gás, justificou o presidente da autarquia, em que se pensava ser a melhor solução, o que a atualidade prova o contrário. O aumento do preço do gás, avança o edil oliveirense, não é um problema único para as Piscinas Municipais. O valor da fatura também aumentará nas escolas do concelho.
O risco de encerramento é real caso não sejam encontradas soluções para atenuar o problema. A instalação de bombas de calor é para já a ideia predominante no executivo municipal, mas será necessária ajuda financeira, informou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
“A autarquia não tem dinheiro para investir de um dia para o outro”, afirma Joaquim Jorge, explicando que avançará apenas caso haja apoios através do PRR ou dos fundos do Portugal 2030.
Eficiência energética
A estratégia de poupança do executivo não passará por poupar, por exemplo, na iluminação de Natal. “Não me parece que os problemas do país se resolva por pouparmos dois ou três mil euros na iluminação de Natal”, afirmou Joaquim Jorge quando questionado pela oposição sobre o tema, avançando, entretanto, que a autarquia cumprirá as recomendações do Governo.
Os problemas energéticos estão a ser abordados pela autarquia, revela o edil oliveirense, com políticas mais robustas. A autarquia está a trabalhar em algumas requalificações, mudando, por exemplo, os velhos aquecedores por sistemas de climatização mais eficientes.
Apresentou também ao governo atual um plano, elaborado pelo vereador Hélder Simões, para a erradicação das iluminarias de vapor a sódio por iluminação LED.
