Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2022
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Saudades do Travesseiro

Carta enviada pelo leitor Carlos de Castro. Escreve sobre as saudades do concelho de Oliveira de Azeméis.
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Permita-me, por valimento, senhor administrador do Azemeis.Net que publique na página de conta desta que já é para mim o baluarte das páginas conseguidas arriba da beira litoral até ao douro do mesmo relevo, este paupérrimo poema meu, escrito aí por volta de 1979, após ter desembarcado nessa terra ubérrima do Azeméis. Se o não permitir – amigos na mesma – sem esmorecimentos de espécie alguma, de parte minha.

Agora, sim… As saudades do travesseiro, que estavam relutantes em ver a luz do mundo desde essa data como outras dezenas de tantos sítios do Portugal por mim percorrido:

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“Pra Oliveira fui levado
em momento atribulado;
Nela, mui bela, me achei
E no Azeméis me encontrei
de algum longe transportado
num machimbombo velhinho
do Caima; e pelo caminho
deu-lhe uma tampa e parou.
Houve alguém que implorou:
Deus me leve ao meu destino;
vê: eu sou tão pequenino
que já nem mereço a graça…
E não é que o dito arregaça
as correntes do motor
e espirra em estertor
gases de muita fumaça
e arranca sem biomassa
como que numa pirraça:
dizendo eu estou aqui.
E foi assim que eu vi
E deixei meu coração
nesta terra de afeição.
Só Deus sabe o que são
saudades do paraíso;
Às vezes é mesmo preciso
consultar o travesseiro e
embarcar neste veleiro
que leva ao baú da saudade
e do tempo que já foi vivido.
Eram o sol da mocidade
mas jamais será esquecido.
E embora ficassem os dedos
por aqueles que são fiéis;
Pois não me iludem anéis
mas sim a tua doçura
ó minha bela Azeméis;
Terra da minha loucura.

Lengalenga atoleimada de
Carlos de Castro – seguidor fiel do Azemeis.NET

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