Paulo Fonseca é o Presidente da Direção do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis que mudou recentemente de instalações. É nessas instalações que nós nos encontramos. 

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Azeméis.Net:Boa tarde Paulo Fonseca. Antes de mais, pergunto como é que correu esta mudança e se já está tudo pronto para receber o Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis. 

Paulo Fonseca: Esta mudança, eu diria que podemos considerar que já está concluída, apesar de ainda não estarem todas as condições criadas. Ainda faltam alguns pormenores. Era algo que era ambicionado pelo Centro de Línguas há muitos anos: o ter uma instalação onde se pudesse considerar a “instalação definitiva”, vamos chamar assim, porque o Centro de Línguas já lecionou em diversos sítios, como no antigo Liceu, na Escola Secundária e penso que também nas antigas instalações de Bento Carqueja. Ultimamente, e já há bastantes anos, estávamos no Raínha. Agora, porque houve realmente também um esforço da Câmara Municipal em nos conseguir arranjar uma solução definitiva, estamos aqui. Ninguém contava com esta questão do COVID, mas foi precisamente a meio deste turbilhão que nós mudamos, mas com o esforço e a compreensão da generalidade dos Pais, Encarregados de Educação e com a ajuda da Professora Ilda da Ferreira de Castro, porque após as obras atrasarem um pouco por causa do COVID, albergou-nos na Escola Secundária durante algum tempo, antes de passarmos definitivamente para aulas em online. 

E na generalidade, os alunos e a direção, sentem-se confortáveis? Sente-se confortável neste edifício?  

PF: Do ponto de vista da direção, sim. Acho que é muito interessante. O sítio é impecável e muito central. Acho que é muito confortável para os pais terem de trazer as crianças e jovens, como virem buscar. Quanto aos alunos, também de uma forma geral, o feedback temos é muito positivo. Quanto aos pais, ainda não tive oportunidade de falar com a generalidade em nenhuma assembleia geral, mas com quem tem falado também só tece elogios, porque realmente o sítio é muito bom e as condições são bastante boas. 

Traçamos uma radiografia do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis. Neste momento, quantos alunos, professores e funcionários é que tem? E qual é que é o orçamento com que a direção trabalha no Centro de Línguas? 

PF: Relativamente ao número de alunos, nós neste momento deveremos ter uns 350, números redondos. Eu digo neste momento, porque infelizmente, por via da questão do COVID, nós tivemos uma quebra bastante significativa de alunos do ano letivo passado para este ano letivo. 

Estamos a falar de uma quebra de que percentagem? 

PF: Estou a falar, se calhar, na ordem dos 20%. Foi muita gente. Eu diria que isto tem, eventualmente, duas interpretações: uma porque houve muitos alunos que chegaram ao 12º ano e foram para a universidade, e por essa via, naturalmente, fecharam um ciclo de aqui, na cidade; e por outra porque os “pequeninos”, vamos chamar assim, que normalmente costumavam substituir, imaginemos que seriam 50 ou 60 para o ensino superior e entrariam 50 ou 60. Esses aí também entraram em menor número. Eu ainda tenho dúvidas se realmente se deveu muito à questão do COVID só ou se também se deve, de uma forma geral, ao facto de haver menos crianças ou dificuldade financeira dos pais. Eu ainda não sei exatamente a causa raiz dessa componente. De uma forma geral, nos vários anos letivos, também houve alguma redução, e eu acho que já foi pela questão do COVID, nessa componente. 

O Paulo Fonseca aceitou ser Presidente da Direção do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis, em 2016. Que balanço é que poderá fazer desde esse ano? Logo começando pelo número de alunos, esse vem a aumentar desde essa altura? Que mudanças é que houve no Centro de Línguas? O que é que nos pode contar sobre esta situação? 

PF: Relativamente ao ano 2016, que realmente foi o ano em que eu abracei este grande desafio, na medida em que como sabem, o Centro de Línguas foi criado em 1966, por uma visão estratégica muito interessante por quem estava na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia, que foi quem apoiou que o surgimento do Centro de Línguas. Portanto, já tem 55 anos e já por cá passaram mais de 10 mil alunos, que na sua generalidade é a população de Oliveira de Azeméis, salvo um ou outro que eventualmente não seja deste concelho ou seja de um concelho limite. Relativamente à questão deste grande desafio, foi me colocada a data pela Câmara Municipal e os seus elementos que estavam na altura na Câmara, porque havia a necessidade de se separar a gestão camarária da gestão do Centro de Línguas. E havia essa necessidade porque na altura estávamos aqui com a Troika, como se bem recorda, e não era possível a Câmara Municipal atribuir subsídios a uma instituição onde também quem estava a liderar eram os próprios elementos da Câmara Municipal. Era o que acontecia. Numa primeira fase, o Presidente do Centro de Línguas era sempre o Presidente da Câmara; depois passou a ser uma Vereadora, mas havia esta cordão umbilical. Em 2016, realmente pediram para que fossem os pais a assumir e eu fui, nessa qualidade de pai de duas jovens que andavam/ andam aqui, e acabei por ficar na direção, juntamente com o Dr. Armando Valente e com a Professora Cristina, que é também a diretora pedagógica do Centro de Línguas. 

E porque é que decidiu aceitar o desafio? 

PF: Eu decidi aceitar o desafio por uma questão muito simples: porque eu tenho uma ligação umbilical ao Centro de Línguas, em termos familiares. A minha mãe nasceu em 1945 e já foi aluna do Centro de Línguas. 

E que faz parte dos 10 mil alunos que passaram por aqui. 

PF: Exatamente. Eu e o meu irmão já fomos alunos do Centro de Línguas, e as minhas filhas são alunas do Centro. Portanto, o que me fez decidir foi natural. Só o facto de entender que isto poderia ficar sem rumo ou poder e, eventualmente, cair, foi o elemento essencial para tomar a decisão. 

E passado quatro anos, não está arrependido da decisão que tomou? Apanhou vários problemas, ou nem por isso? 

PF: Relativamente a isso, quero dizer o seguinte: ao longo destes anos, já me passou tudo pela cabeça, porque isto foi realmente um desafio muito grande. Quando nós chegamos ao Centro de Línguas, nós tínhamos 14 Associados. Neste momento, temos mais de 300. 

Quando fala em 14 associados… 

PF: Associados porque, neste momento, isto é uma associação sem fins lucrativos. Logo, os Associados são os pais dos meninos ou, no caso de serem adultos já os alunos, são os próprios alunos. Tínhamos 14 Associados, sendo que dois deles era eu e a minha mulher, portanto só em minha casa tinha 2. Neste mesmo, como digo, temos mais de 300. Tínhamos, à data que assumimos isto, 380 mil euros de dívidas, sendo 140 mil à Câmara Municipal e 240 mil à Segurança Social. 

E eram dívidas de que ordem ou sobre o quê? 

PF: Eram dívidas que já vinham no passado, que eu penso que é do conhecimento geral da cidade oliveirense, que estiveram associados a alguns desvios que houve e a alguns erros eventualmente de gestão. Foram processos que correram em Tribunal e as pessoas foram responsabilizadas nessa perspetiva, mas uma coisa é responsabilidade no sentido de dizer ”ok, tiveram responsabilidade em desviar determinados valores” e outra coisa é o pagar as coisas, que na verdade não pagaram. Logo, as dívidas ficaram na Associação. 

E conseguiu dar a volta a esses 380 mil? 

PF: Esses 380 mil euros de dívida que nós tínhamos em 2016, conseguimos reduzir, neste período de tempo, 50% dessa dívida. Ainda temos uma dívida na ordem dos 190 mil, mas eu diria que foi um percurso muito interessante, feito, acima de tudo, com o esforço e a dedicação de toda a gente que nos ajudou a levar este barco para a frente. 

E onde é que está o segredo? Sendo ajuda de todos, quais é que foram as principais decisões? 

PF: A gestão de uma associação, se quisermos, é como a nossa gestão de casa. Nós só temos duas maneiras: ou aumentamos receitas, ou diminuímos custos. 
 

E o que é que aconteceu? Aumentaram receitas? 
 

PF: Nós, felizmente, conseguimos aumentar a receita. Foi muito por via do aumento de alunos que, infelizmente, infletiu esta tendência do ano passado para este ano, mas que tinha vindo a aumentar desde 2016 até o ano passado, não fosse esta questão do COVID, como referi. Portanto, esse percurso ajudou-nos claramente. Por outro lado, a questão da contenção de custos, que era uma premissa que o Centro de Línguas já tinha, não foi inovadora do nosso lado diria eu, foi continuada. A única coisa que fizemos foi renegociar os planos de pagamento com a Câmara Municipal e com a Segurança Social, de forma a podermos ter um bocadinho de folga mensalmente, por via da desta renegociação, para depois, em períodos posteriores, podermos ter alguma verba poder pagar alguns dos valores suplementares ou eventualmente fazer face algumas questões que pudessem surgir e, efetivamente, surgiram. Também terei todo o gosto em explicar, porque quando nós chegamos em 2016, tínhamos o processo de inspeção a decorrer no Centro de Línguas por parte da Autoridade Tributária. A Autoridade Tributária entendia que nós deveríamos cobrar IVA e entregá-lo ao Estado, ou seja, cobrando-o aos pais. Assim como entendia também que nós devíamos ser tributados em sede de IRC. Nós não entendíamos. Achávamos que não, e tivemos que meter processo em Tribunal contra a Autoridade Tributária. Neste período de 4 ou 5 anos, tivemos aqui várias batalhas e grandes batalhas, diria, contra a Autoridade Tributária. No que ao IVA diz respeito, felizmente, todos os processos que já saiu a decisão, saíram sempre favoráveis a nós, mas obrigou-nos, inclusive num desses anos, a cobrar IVA e a entregar ao Estado, porque fomos forçados a fazê-lo. Assim que saiu a primeira decisão favorável a nós, automaticamente paramos de cobrar aos pais e assumimos nós, porque como deve entender estas questões, no caso de perdermos, quem é corresponsável pelo pagamento é quem está à frente da gestão da associação neste caso. Mesmo assumindo esse risco, e porque tínhamos uma decisão a favor da associação, nós entendemos que deveríamos suspender, e fizemo-lo de imediato. Entretanto, já saíram mais duas decisões favoráveis a nós. Ganhamos a decisão de 2014, a decisão de 2015 e a decisão do primeir trimestre de 2018, porque houve uma questão técnica que nos obrigou a meter um processo específico para aquele trimestre, e, no que ao IVA diz respeito, estamos agora à espera da decisão final para que, para todo o sempre, deixemos de ter esse problema. Coisa diferente foi relativamente ao IRC. Nós aceitamos que deveríamos ser tributados em sede de IRC, mas a nossa posição era a de que as quotas dos associados e o subsídio que a Câmara nos dá anualmente, não deveriam ser tributados. Ou seja, não deveriam entrar como vendas. O entendimento da Autoridade Tributária era de que isso devia entrar com vendas, como uma receita, e nós entendíamos que não, porque achávamos que o subsídio e as quotas dos associados eram para cumprir aquilo que, estatutariamente, está definido. Que é, no fundo, disseminar o ensino das línguas pela população oliveirense, de uma forma geral, a preços muito competitivos para podermos ter não um conjunto muito restrito de pessoas que realmente podem pagar, mas poder ter preços que torne o concelho algo distinto da maioria dos concelhos do país. Mas aí perdemos, por não ser entendimento do tribunal ser favorável a nós e com isso tivemos que pagar mais cerca de 70 mil euros destes anos todos. 

AN: Deixe-me só voltar a 2014 e referiu o caso de Justiça que envolveu o Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis. Sente que quando assumiu a direção, a Associação era olhada com alguma desconfiança? E se sim, como é que procedeu para que a sociedade voltasse a acreditar no Centro de Línguas? 

PF: Quando, em 2016, assumimos a direção, nunca senti que a sociedade oliveirense não confiasse no Centro de Línguas, pelo contrário. A sociedade em si, mas principalmente os pais dos alunos, porque são eles que acabam por ser os decisores de colocar os meninos aqui, nunca fez sentir isso, porque, na verdade, nós temos um Centro de Línguas de excelência.  

AN: Mas, na verdade, tinham apenas 14 associados nesse ano. 

PF: Sim, mas porque isto foi sempre associado quase como se fosse uma secção da Câmara Municipal. Ou seja, nunca foi visto como um organismo autónomo, como uma associação autónoma que é, e não é apenas desde 2016. Estou em crer que já é uma associação juridicamente autónoma desde 1991, se não me falha a memória. Quem eram os corpos eleitos, se quisermos, até nos estatutos dizia que o candidato a Presidente da Câmara era automaticamente nomeado como Presidente do Centro de Línguas, como também era Presidente da Academia de Música. Eram dois organismos que estavam sob a alçada muito próxima da Câmara e isso fez com que, no meu entender, só houvessem esses 14 Associados por isso. Nós tivemos de tomar uma decisão, no sentido de aumentar realmente o número de associados, porque foi uma necessidade. A uma dada altura, a autoridade tributária também entendia que “Que associação é essa que só tem 14 Associados?”. Isto parece aqui quase como que um clube de amigos. Portanto, realmente, tivemos que diferenciar as coisas e fazer uma tabela de preços para associados e uma para não associados. Também com essa diferenciação, acabou por as pessoas sentirem-se na necessidade de se associarem para fazerem parte, pelas vantagens que teriam que obter por essa via. 

 E qual é que é o orçamento do Centro de Línguas? 
 

PF: Eu não me quero enganar, pois não tenho assim de cabeça, mas deve rondar os 270 mil euros por ano. 

E com esse valor, entre pagar a dívida passada, e investir no presente e no futuro do Centro de Línguas, como é feita essa gestão? 

PF: O objetivo do Centro de Línguas é o objetivo que foi no passado, é no presente e há de ser no futuro. Não é ganhar dinheiro. É pagar as contas e dar um resultado zero, porque é esse o objetivo último. Obviamente que, neste momento, temos ainda contas a pagar e vamos ter que as pagar, vamos honrar os compromissos naturalmente, mas não é ter um resultado líquido positivo com o objetivo de dar lucros. Não é esse o objetivo. 

E na sua perspetiva e da direção, conseguem chegar a esse breakeven quando? Ou seja, nem dar lucro, nem dar despesa. 

PF: Se a questão é direcionada para limpar a dívida, eu tinha como objetivo limpar a dívida toda até ao final do 2º mandato, não quando cheguei no primeiro mandato. Isto são mandatos de três anos. Não vai ser possível, infelizmente, mas diria que num próximo mandato, quer esteja eu aqui, quer estejam outros pais, acho que sim. Mas isto é uma corrida de fundo, porque nós, terminando no próximo mandato, estamos a falar de um horizonte temporal de 9 anos. De qualquer das formas, tinha que ser assim. Nós não podemos querer pagar tudo isso que estava para trás de uma forma rápida, porque isso iria ter que tornar o Centro de Línguas numa perspetiva empresarial e não é esse objetivo. O objetivo sempre foi o de tentar manter o nível de preços. Nós não aumentamos preços todos os anos, aumentamos de dois em dois, ou de três em três. Às vezes fazemos pequenos ajustes, mas se nos compararmos com as Escolas de Línguas que há nos concelhos limítrofes, e já não indo muito para o Porto ou Lisboa, o nosso nível de preços é substancialmente inferior e é assim que queremos manter. 

AN: Falou em objetivos. Quais são os objetivos estratégicos do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis? 

PF: Deixe-me só dizer-lhe, antes dos objetivos estratégicos, o que nós conseguimos neste período de 2016 a 2020, alguns pontos que eu acho que são importantes. Já referi a questão dos Associados, a dos processos contra a AT que tivemos e em que ganhamos os do IVA e perdemos os do IRC, mas há aqui dois ou três que são muito interessantes. O primeiro é que conseguimos o reconhecimento por parte do Ministério da Educação, no sentido de nos reconhecerem como entidade que desenvolve atividades extracurriculares. Isto permite-nos ter um enquadramento no sistema de educação que não tínhamos. Obtivemos também a certificação da DGERT, do Ministério do Trabalho, que implica que já podemos, e já temos dado, formação profissional empresarial, emitindo os certificados respetivos e permitindo às empresas cumprir com o normativo legal de dar formação aos seus funcionários, coisa que também não tínhamos. 

Essa também era uma das minhas perguntas: a vossa ligação às empresas vai ser forte? Têm uma forte ligação com as empresas de Oliveira de Azeméis? 

PF: Temos uma forte ligação e agora vou, no fundo, saltar para a questão que me estava a colocar sobre quais são os objetivos futuros: Nós temos como objetivo continuar a apoiar o ensino das línguas e a ministrar o ensino das línguas para crianças e jovens, aumentando o número de alunos e respetivos associados [pais]; aprofundar a relação com as empresas do concelho, porque nós estamos convictos de que grande parte do desenvolvimento empresarial do concelho, em termos industriais e em termos de exportação, muito se deveu, sem dúvida, ao empreendedorismo dos empresários oliveirenses, mas o Centro de Línguas também já teve uma pequenina quota nesse sucesso, na medida em que eu diria que a generalidade da população oliveirense fala, há muitos anos, pelo menos mais um língua para além da língua portuguesa, e muito gente fala mais de duas línguas, que muito se deveu ao Centro de Línguas; outro dos pilares que para nós é essencial no futuro é a continuação deste aprofundar da relação com empresas. Aliás, vamos lançar esta semana uma informação para as empresas que acabamos de preparar ontem, para dinamizar essa relação. 
 

Sobre as freguesias. Vocês têm delegações em freguesias? Ou será um objetivo terem delegações nas freguesias do concelho? 

PF: Esse foi outro dos pilares que desenvolvemos entre 2016 e 2020, e agradeço-lhe a pergunta, pois ia-me esquecer de dizer isto e é essencial. Tem a ver com o nosso objetivo. Nós queremos ministrar o ensino a todos alunos de Oliveira de Azeméis e quer a gente queira, quer não, queremos pelo menos disponibilizar. Nós, felizmente, fomos desafiados pelo Professor Figueiredo, do Agrupamento de Cucujães e São Roque para abrirmos lá um pequeno polo, e esse foi realmente o primeiro polo que abrimos, logo em 2016, mal entramos. A seguir a esse polo, abrimos também um polo no Agrupamento de Loureiro e Pinheiro da Bemposta. Com isto, e tendo em conta que geograficamente estamos no centro da cidade, por isso temos uma ligação umbilical aos alunos aqui do lado, só nos falta um agrupamento do concelho, que é o de Fajões e Carregosa. Já tivemos no passado, há cerca de um ano e pouco, conversas com o Professor Camilo, no sentido de abrirmos lá um polo, porque é esse o nosso objetivo. Depois meteu-se o COVID, mas também é uma questão que está na agenda: reatar as conversações com o Professor Camilo, no sentido de lá ter um polo, porque é esse o nosso objetivo, é ter polos em todos os agrupamentos do concelho. 

Durante muito tempo, o Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis era sinónimo de Miss Almeida, a fundadora. Já foi abordada alguma vez a possibilidade de haver um prémio para homenagear a Miss Almeida? 

PF: Nós, há coisa de um ano, numa Assembleia Geral, apresentamos uma proposta da direção para que ela fosse considerada Sócio Honorária do Centro de Línguas. Essa proposta foi aceite e foi considerado um “pequenino miminho”, se quisermos, à Miss Almeida. No entanto, eu diria que todos os miminhos que possamos fazer serão sempre poucos, porque realmente ela teve uma dedicação de uma vida e foi extremamente resiliente para que o Centro de Línguas fosse o sucesso académico e pedagógico que é hoje. Se nós virmos as professoras mais experientes que temos atualmente, todas foram discípulas da Miss Almeida, e o nível de exigência que elas hoje ainda continuam a ter aqui, eu estou em crer que muito se deve ao cunho da Miss Almeida. Eu, na verdade, sob esse ponto de vista mais académico-pedagógico não me meto muito, porque não é propriamente a minha praia, mas tenho a certeza absoluta que é assim, porque senão vejamos: curiosamente, tenho aqui uma informação gráfica que é produzida pela Cambridge. Eles produzem essa informação anualmente e comparam a performance do nosso Centro de Línguas com a performance média dos centros de preparação para o Cambridge de Portugal e, por sua vez, comparam também os centros de preparação a nível mundial. Posso-lhe dizer que, por exemplo, e não é só no ano passado, tem sido assim ao longo dos anos, que o nosso Centro de Línguas ficou em média acima dos Centros de Línguas de Portugal e de todos os centros a nível mundial. Portanto, isto mostra a qualidade do Centro de Línguas. Estou-me a referir concretamente a este gráfico que poderei facultar da Cambridge, mas no ano passado, todos os alunos que foram propostos a exame na língua inglesa, francesa e alemã, obtiveram 100% de aprovação. Isto não é mérito da direção, que fique claro. É mérito dos alunos, dos pais dos alunos, porque alguns deles com muito esforço financeiro os colocam aqui para eles aprenderem, e das professoras. Claramente, isto só prova a excelência de escola que aqui temos e seria uma pena nós não a termos. 

Apesar de ter sido aprovada, em Assembleia-Geral, este prémio sobre Miss Almeida, na parte prática, como é que se poderá desenrolar esta questão? 

PF: Nós comunicamos isso à Miss Almeida e ela naturalmente ficou feliz. Posso dizer que uma outra coisa que nós gostaríamos de fazer, inclusive já falamos a título de reunião de direção, aproveitando para falar agora publicamente também, mas tendo em conta que viemos agora para as novas instalações, gostaríamos de nomear uma sala com o nome da Miss Almeida. No fundo, seria para perpetuar um bocadinho a presença dela no Centro de Línguas, para as gerações que virão e que as mais novas, já não lhe dizem muito, mas pelo menos quando virem o nome, perguntarem de quem é e alguém ter oportunidade de explicar. 

Voltando um pouco atrás, quando esteve a falar sobre a questão do fisco e do IRC, qual é o nível de atrapalhação que poderá causar numa Associação como o Centro de Línguas? 

PF: Eu diria que nós temos aqui duas gavetas, digamos assim, em termos de linha de ação. O foco da direção do Centro de Línguas tem sido, realmente, a gestão financeira e destas questões do fisco e do processo em Tribunal, para de algum modo tentar ao máximo ter o mínimo de impacto na gestão corrente e pedagógica do Centro de Línguas. Eu acho que temos conseguido fazer isso com algum sucesso porque, na verdade, eu e o Dr. Armando Russo Valente não nos imiscuímos na questão pedagógica, porque também não sabemos, e focamo-nos nesta componente, e a Professora Cristina, apesar de naturalmente nos ajudar nesta componente, mas o grande foco dela é a gestão pedagógica e a gestão para dentro do Centro de Línguas, juntamente com os professores. Portanto, felizmente, temos conseguido separar bem as águas e manter a estabilidade que o Centro Línguas tem e que merece ter. 

Ainda há pouco, falei sobre o Centro de Línguas no concelho de Oliveira de Azeméis, mas também é um objetivo o ir para fora das fronteiras ou será sempre Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis? 

PF: Eu iria dizer enquanto “eu”, mas enquanto esta direção estiver aqui, porque estamos perfeitamente alinhados nisto, porque isto não é uma empresa, é uma associação cujo objetivo é ministrar o ensino de línguas em Oliveira de Azeméis e para os oliveirenses. Não é para mais ninguém. Nós não temos, nem devemos, andar a fazer concorrência noutros concelhos. Não é o foco, claramente. Não vou dizer que se houver uma empresa que precise de uma formação específica e nos peça a gente não possa fazer, mas não é claramente o foco. Portanto, respondendo à questão, o objetivo do Centro de Línguas é Oliveira de Azeméis, porque é e será sempre o Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis. 

Um ano depois de ter tomado posse como Presidente da Direção do Centro de Línguas de Oliveiras de Azeméis, o executivo autárquico mudou, em termos de partido. A câmara passou de ser social-democrata para ser do Partido Socialista. Notou alguma diferença de ação ou a aposta da Câmara Municipal manteve-se no Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis? 

PF: Relativamente à questão da diferença, aquilo foi o primeiro ano. Nós quando chegamos, o foco era de tal maneira esta questão do diferendo que nós tínhamos com a AT, que acabei por nem ter grande tempo quase para respirar. Eu diria que a nossa gestão, praticamente, só foi já com o Partido Socialista à frente da Câmara. Acho que também houve uma evolução da forma como esta gestão do município olhou, e olha, para o Centro de Línguas, mas eu estou em crer que numa primeira fase, exatamente também por todo este histórico de processos e de dívidas que tinham ficado aqui, a forma como olhavam para o Centro de Línguas podia gerar algumas dúvidas. mas nós sempre tivemos, tanto com a gestão anterior do município, como com a atual, uma postura de abertura, de mostrar as contas todas. Nós estamos aqui a trabalhar em equipa em prol do desenvolvimento do concelho, portanto, independentemente da questão político-partidária A ou B que esteja no município, e eu estou em crer que nunca houve verdadeiramente nada contra o Centro de Línguas, por parte do município atual. Mas tenho sentido uma evolução muito positiva, tenho que admitir, apesar de nunca ter tido nada negativo, na relação com o Centro de Línguas, neste período. 

Olhando para, e agora focando na pessoa do Paulo Fonseca, como é que se define? Quem é o Paulo Fonseca? Como é que se pode apresentar à sociedade oliveirense? 

PF: Para quem me conhece melhor, eu às vezes, na brincadeira, costumo dizer que sou um euro-asiático nascido em África. A minha mãe é de Pinheiro da Bemposta, portanto é oliveirense; o meu pai nasceu em Goa, na Índia; e eu nasci em Angola. Mas quem é o Paulo Fonseca? Foi alguém que sempre viveu em Oliveira de Azeméis. Nasci em Angola, mas vim para aqui com 5 anos. Fiz a minha instrução primária na escola de Pinheiro da Bemposta, da Areosa. Fiz o chamado ciclo preparatório, à data, e o secundário aqui, no centro de Oliveira de Azeméis, na Bento Carqueja e na Industrial. Depois fui estudar para fora, para Coimbra e Santarém. Fiz o meu percurso normal, de uma primeira fase, numa área mais ligada à Produção Animal. Assim que comecei a trabalhar, concluí logo que não era isto que eu queria fazer da vida. Ou seja, que não queria trabalhar na área da Engenharia de Produção Animal, e decidi começar a estudar Gestão. Licenciei-me em Gestão e fiz mais um conjunto de formações nessa área, como em Comércio Interno e Marketing Internacional, na Universidade Politécnica de Madrid. Fiz um MBA na Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Universidade de São José, de Macau, e a ESA, de Barcelona. No fundo, depois desenvolvi as minhas competências académicas pela área da Gestão. Em termos profissionais, fiz carreira, numa primeira fase, aqui, em Oliveira de Azeméis, na Proleite e na Lactogal, onde estive quase 20 anos. A seguir, aceitei um desafio para ir para Diretor de Operações de uma Holding no distrito de Viseu, onde estive lá quase 8 ou 10 anos. Agora estou, há cerca de 2 anos, novamente em Oliveira de Azeméis, no grupo Simoldes, onde sou Diretor-Adjunto da Logística Central. Portanto, eu diria que sou um oliveirense de sangue, por via da minha mãe, e sou oliveirense de gema, porque é aqui que me sinto bem, que tenho casa e que vivo com as minhas filhas e a minha mulher é daqui também. Posto isto, o Paulo Fonseca é alguém que gosta muito de Oliveira de Azeméis. 

Estando no mundo empresarial, qual é que é a sua relação com a comunidade empresarial, a nível de exportação? 
 

PF: Eu na atividade anterior que tive, na empresa de Viseu, juntamente com a responsabilidade das operações do grupo, também tinha a responsabilidade comercial para África. Portanto, eu acho que é essencial. Também me deu alguma experiência a questão de olhar para os mercados externos. Essa experiência de vida que tive, em termos profissionais, acho que é essencial. É essencial porque, claramente, as empresas de uma forma geral têm que ter um mercado e se nós temos um mercado de 10 milhões de pessoas é uma coisa, se olhamos para um mercado de 10 milhões elevado a n, é outra coisa. Portanto, necessariamente, quem quer crescer tem que crescer olhando para o mundo e não pode olhar só para o seu bairro, para a sua cidade. Nós temos que olhar realmente para onde o mercado existe, para onde existe a necessidade e ir atrás. Isto fazendo um bocado a ligação com as línguas: é essencial para ir atrás a gente saber comunicar com as pessoas e dominar línguas para poder também fazer esta ligação entre o mundo empresarial e de exportação. Eu diria que é essencial também esta ligação, daí dizer há um bocadinho que o Centro de Línguas também tem que ter uma vertente de apoio às empresas forte e na formação dos quadros e dos colaboradores das empresas, porque as empresas, para crescer, também precisam de pessoas que saibam falar línguas. 

Na preparação desta entrevista, fiquei a saber que o Paulo Fonseca é um adepto do desporto, em geral, e é um adepto da UD Oliveirense, em particular. Este seu gosto pela UD Oliveirense é transversal a todas as modalidades? Acompanha hóquei em patins, futebol, basquetebol…? 

PF: Sim, eu gosto muito da Oliveirense, não há dúvida. Sou sócio da Oliveirense. Gosto muito de futebol, do basquete e do hóquei. Eu diria que acompanho as três modalidades, sendo que privilegio as modalidades de pavilhão. Gosto particularmente do hóquei e do basquete. Tento, dentro do possível, nunca perder nenhum jogo. 

Portanto, é um adepto com lugar na bancada, certo? 

PF: Agora, infelizmente não. Diria que tenho o lugar, mas é no sofá para ver os jogos (risos). 

Daquilo que vai acompanhando do desporto, qual é que foi a sua maior alegria a acompanhar a UD Oliveirense e qual é que foi a sua maior desilusão? 

PF: Eu diria que as alegrias, ultimamente, quem as tem dado mais é a secção do basquete, felizmente. Pelo facto de sermos, neste momento, bicampeões nacionais. Diria que foi, seguramente, uma das mais recentes e maiores alegrias que tivemos. Em termos de desilusão, por vezes o hóquei desilude-me um bocadinho, porque eu realmente gosto muito e vivo muito com o jogo. Temos grandes estrelas e nem sempre conseguimos tirar os dividendos do investimento que o hóquei tem. Mas pronto, futuramente melhores dias virão e nós vamos ter sucesso também no hóquei, com certeza. 

Sei que gosta de BTT. Gosta de andar de bicicleta por Oliveira de Azeméis. Além disso, quais são os seus outros hobbies? 

PF: Eu diria que a questão da BTT é realmente um hobby. Todos nós devemos identificar uma atividade física que nos dê prazer, porque o exercício físico é importante para todos. Depois de experimentar várias atividades, aquela que me tem agradado mais tem sido o BTT. No entanto, eu diria que é um “BTTzinho”. É meio passeio e meio exercício (risos). 

Mas é algo que o ajuda a abstrair do dia-a-dia? 

PF: É algo que me faz bem fisicamente e psicologicamente, porque uma pessoa, enquanto faz exercício, está focado naquilo e nesse aspeto faz-me muito bem. Tenho um outro hobby que a generalidade das pessoas não conhece mesmo. Eu sou colecionador de selos. Coleciono desde os 9 anos. Todos os selos desde 1979 até ao dia de hoje, em Portugal, eu tenho. Todos os meses compro selos. Portanto, tenho todos os selos que saíram em Portugal há mais de 40 anos. 

E essa paixão tem alguma justificação? 

PF: Diria que, quando era jovem e criança, foi um amigo do meu avô que “me meteu” esse bichinho. Depois fui comprando e agora aloco menos tempo a isto da filatelia, mas de vez em quando tiro uma tarde ou outra para organizar os meus selos e vê-los, porque vou recebendo todos os meses, então 2 ou 3 vezes por ano tiro uma tarde para olhar para os selos, organizá-los e dá-me algum prazer também. É uma coleção que já tem muitos anos e que eu gosto, dá-me prazer particular. 

O Paulo Fonseca também é conhecido por ser um oliveirense a acompanhar o ritmo da sociedade. Como é que gostava de ver Oliveira de Azeméis em 2030, ou seja, nos próximos 10 anos? 

PF: Eu gostava de ver Oliveira de Azeméis numa perspetiva de continuar a haver um crescimento sob o ponto de vista de indústria e comércio acentuado e sob o ponto de vista mais em termos urbanos, em haver condições para que as pessoas se sintam bem a viver em Oliveira de Azeméis. Havendo, por um lado, o desenvolvimento empresarial, as pessoas têm a possibilidade também de poderem ter os seus trabalhos e os seus rendimentos no concelho, não terem que ir para fora. Eventualmente, até de captar outras pessoas que venham de fora para cá, para o concelho. Portanto, essa componente do trabalho e do rendimento advém por essa via. Depois também é preciso outras questões associadas ao bem-estar e ao conforto das pessoas: haverem escolas confortáveis e com as valências necessárias para as crianças; haver zonas de lazer interessantes, zonas de distração interessantes… Eu gostava de ver o concelho a crescer de uma forma harmoniosa e que não sendo um concelho metropolitano como Lisboa ou Porto, com tudo o que de bom e de mau esses concelhos têm. Pelo menos ser um concelho com uma cidade pequena, mas muito agradável de viver. Era o que eu gostaria de ver. 

Em algum momento da sua vida pensou em dedicar o seu tempo à causa pública? Com isto, quero dizer envolver-se nas decisões reais e politicamente em Oliveira de Azeméis? 

PF: Se nós entendermos como política a perceção do trabalho cívico para a população, eu posso dizer que, de algum modo, me fui envolvendo, na medida em que já tive nos corpos sociais do Patronato Santo António da Bemposta e estou agora há algum tempo aqui no Centro de Línguas. Portanto, diria que isto, quer a gente queira, quer não, “fazer política” é trabalhar para os outros. Posso então dizer que sou político. Na medida político-partidária, nunca fui filiado em partido nenhum. Tenho que admitir que tenho preocupações a esse nível, porque às vezes tenho o sentimento de que nós estamos preocupados com as nossas vidas e o nosso dia-a-dia, deixando passar determinadas decisões um bocadinho ao lado. Não vou dizer que não me tenha passado pela cabeça dedicar-me a essa causa mais pública, talvez no futuro. Neste momento, tenho a dizer que não. Estou aqui, no Centro de Línguas. Quando sair do Centro de Línguas, vou ter que fazer um período de algum recato. No futuro não sei, mas no momento o meu foco é a família e este novo desafio empresarial, que foi o abraçar o projeto no grupo Simoldes. Eu costumo dizer que o futuro a Deus pertence, mas no momento não é esse o meu objetivo. 

Eu diria que, acima de tudo, tenho alguma preocupação sobre o futuro. Frequentemente, incito as minhas filhas, com alguma frequência, a que elas se envolvam nas atividades associativas, porque eu tenho duas excelentes filhas, diria que tenho as melhores filhas do mundo. Tenho essa felicidade. Aliás, a mais velha já foi Vice-Presidente da Associação de Estudantes da Ferreira de Castro- A mais nova, neste momento, é Presidente da Associação da Ferreira de Castro. Eu acho que é importante nós darmos um bocadinho de nós à sociedade. Nesse sentido eu diria que é o que me faz, às vezes, pensar nestas questões. Mas neste momento, seguramente, não é o momento para pensar de outra forma. 

Termino com o Centro de Línguas. No início da entrevista, disse que durante estes anos que está à frente da direção do Centro de Línguas, já lhe passaram várias coisas pela cabeça, quando foi defrontado com os problemas que existiam. Pergunto-lhe se este será o seu último mandato enquanto presidente da direção? 

PF: Eu defendo, por norma, que os cargos não devem ser perpétuos. Não nos devemos perpetuar nos cargos e, nessa medida, a razão que me fez para cá vir, eu acho que é a razão que, no fundo, me deve fazer sair. Isto é, o que me fez para cá vir foram as minhas filhas, que estavam cá. A mais velha já está na faculdade, apesar de ainda estar a ter aulas aqui e agora, novamente, fez inglês e está a fazer francês. A mais nova vai para a faculdade este ano. Portanto, eu acho que seria razoável que este ciclo mudasse, para assumirem pais de crianças um bocadinho mais novos, para fazerem outro ciclo. Eu defendo isso. É provável, também temos que falar com outros pais que queiram, pois sabemos que as associações, infelizmente nem sempre as pessoas agarram estes desafios, porque isto dá trabalho e dá responsabilidades, mas vamos ter que desafiar outros pais também a assumir este desafio. É lógico que, se não houvesse ninguém, nós não iríamos deixar isto ficar na terra de ninguém, mas eu estou convencido que vamos conseguir arranjar bons reforços. 

E com isso, está a dizer que esse trabalho já está a ser desenvolvido, para arranjar novos elementos para a direção? 

PF: Estou a dizer, claramente, que sim. Já tenho feito alguns contactos com algumas pessoas amigas, que têm aqui filhos. Portanto, com calma e com amizade, vamos ver que conseguimos montar aqui uma outra equipa de luxo, para dar continuidade. 

AN: Muito obrigado Paulo Fonseca por esta grande entrevista e um bom resto de mandato à frente do Centro de Línguas de Oliveira de Azeméis. 
 

PF: Obrigado eu. 

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