Mini Cooper SE Countryman ALL4 PHEV: Um Mini em formato XL

Seja qual for o modelo ou a versão, um Mini nunca passa despercebido. O maior e mais versátil modelo da história da Mini, recebeu, este ano, alguns retoques estéticos, mais equipamento e uma atualização tecnológica. Como destaque, o eficiente sistema híbrido que permite rolar quase 50 km sem gastar combustível.

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Lançada em 2017, a segunda geração do Mini Countryman recebeu há poucos meses a habitual atualização, designada LCI (Life Cycle Impulse). Uma atualização discreta, e que passa despercebida até aos mais atentos. No exterior é possível encontrar novos pára-choques, uma nova grelha frontal e novas ópticas Full-LED, a partir de agora, de série em todas as versões. Na traseira, um novo difusor, e farolins com a mesma assinatura luminosa tipo Union Jack dos restantes modelos da icónica marca, fazem a diferença. Há ainda novos desenhos para as jantes, novas cores para a carroçaria e como é costume muitas opções de personalização. As maiores novidades estão no habitáculo, onde passa a existir um novo painel de instrumentos 100% digital de 5″, assim como uma nova interface multimédia, com ecrã de 8,8″, compatível com Apple CarPlay e com outras funcionalidades online.

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No caso desta versão híbrida plug-in, cedida pelo concessionário Caetano Baviera, também não existem, exteriormente, diferenças assinaláveis face às versões convencionais. Há pequenos detalhes como o ‘S’ em amarelo, os sinais de ficha elétrica também em amarelo, nomeadamente junto à cava da roda esquerda, onde fica a tomada de carregamento. No interior, o botão para ligar o carro é igualmente amarelo e o ecrã central tem funções específicas desta versão eletrificada, designadamente o grafismo que mostra o funcionamento do sistema híbrido.

Tirando estes detalhes, é um Countryman igual aos outros, ou seja, um Mini que de mini tem muito pouco (mede 4,3 m de comprimento) e que dá ares de SUV (até tem tração integral). Mesmo com o sistema “ALL4” não é carro para grandes aventuras fora de estrada, servindo o sistema mais para aumentar a segurança em dias de muita chuva ou em regiões onde haja neve e gelo nas estradas.

Uma das limitações desta versão híbrida, pela necessidade de alojar as baterias de iões de lítio (de 8,8 kWh de capacidade útil), é a perda de 45 litros na capacidade da bagageira que é de 405 litros. Também o banco traseiro está colocado 3 cm mais acima que nas outras versões do modelo.

Três modos de condução e gestão

O arranque do Countryman PHEV é sempre em modo elétrico, desde que haja um mínimo de carga na bateria. O motor instalado no eixo traseiro (assim se conseguem as quatro rodas motrizes), tem a potência equivalente a 88 cv, podendo levar o carro até aos 125 km/h sem emitir quaisquer gases. Quando carregamos a fundo no pedal da direita, o bloco de três cilindros 1.5 turbo de 136 cv que move as rodas dianteiras junta-se ao traseiro para uma potencia combinada de 220 cv e 385 Nm. Números ao nível de um pequeno desportivo e que fazem com as acelerações e as recuperações sejam vigorosas. Dos 0 aos 100 km/h bastam 6,8 segundos enquanto a velocidade máxima é de 196 km/h.

Como seria de esperar a excelente dinâmica de condução também se nota neste Mini, o “Go-Kart Feeling” faz parte do ADN da marca britânica, sendo superior à de qualquer outro SUV, mas não é a mesma dos outros Countryman, devido aos 190 kg extra que todo o sistema híbrido adicionou a esta versão. Em modo puramente elétrico, com uma condução cuidada, é possível fazer entre 40 a 45 km (a marca anuncia 57 km), sem emissões. O que nos permitiu fazer os primeiros 100 km com um consumo de apenas 2,7 l/100 km. O problema é quando esgotamos a carga, ficando apenas o 1.5 turbo puxar, neste caso o consumo sobe para os 6/7 litros.


O sistema híbrido oferece três programas de gestão selecionáveis pelo condutor: o modo Save em que a bateria é poupada ao máximo, mantém a energia desta acima de 90%, por isso trabalhando somente o 1.5, assim, poupa-se carga para a condução elétrica em ambientes citadinos. O modo Auto eDrive deixa ao sistema a gestão dos motores para uma utilização mais eficaz, já o modo Max eDrive coloca o Countryman a funcionar em modo elétrico, desde que a bateria tenha carga. Para um carregamento completo da bateria, são necessárias cerca de 4h numa tomada doméstica de 16 A ou cerca de 2h numa “wall box”.

Depois, temos ainda os Mini Driving Mode (Green, Mid e Sport) para combinar com as opções anteriores. Nota para o modo Sport que permite uma resposta mais rápida da direção e da aceleração para usufruirmos da sensação “Go-Kart Feeling”.

Com um comportamento dinâmico referencial, o Mini Cooper SE Countryman é uma das propostas mais exclusivas do segmento. Graças aos benefícios fiscais em vigor para as empresas, esta versão Northwood pode ser adquirida por cerca de 35.000 euros + IVA.  Está disponível para ensaio no concessionário caetanobavieramini.pt (Vila Nova de Gaia).

Inspiração na cidade de Northwood

A nova versão Northwood edition é inspirada na cidade de Northwood, situada na ilha de Wight, no Reino Unido, local onde no sé. XIX se realizou a primeira emissão de radio da história. Caracteriza-se por uma vasta lista de equipamento: jantes de liga Leve de 17’ polegadas, bagageira com abertura/fecho automático, sistema de acesso Comfort, câmara traseira, design exterior off-road, teto de abrir panorâmico, sensores de estacionamento e sistema de navegação. O Countryman Northwood Edition conta ainda com alguns elementos estéticos exclusivos tais como os Side Scuttles (exceto nesta motorização híbrido plug-in), soleiras das portas, autocolantes com o logótipo da edição, pintura de tejadilho exclusiva, ombreira da porta do condutor e superfícies do tablier.

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