José Godinho de Sousa: “Já tínhamos pedido ao delegado de Saúde para a minha sogra ser testada, mas foi recusado”

O ex-presidente da UD Oliveirense coloca o dedo na ferida sobre o procedimento de detecção de novos casos de COVID-19. Critica a falta de testes ao vírus, e revela a realidade pela qual passou, e ainda informa que para além da morte da sogra, ficou a saber que o sogro também está infectado com o vírus pandémico de 2020.

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Depois de termos revelado ontem o falecimento da sogra do ex-presidente da UD Oliveirense, José Godinho de Sousa, vítima do vírus COVID-19, como pode ler aqui, agora existem mais pormenores sobre o assunto que revela o modus operandi (ou falta dele) que está a ser usado na detecção de novos casos no nosso concelho.

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Num segundo contacto com José Godinho de Sousa, o empresário oliveirense começa por informar que o funeral da sua familiar “já foi na terça-feira [dia 14]” na presença de apenas “quatro familiares” próximos. Entretanto, também ficou a saber que o sogro é um dos casos confirmados de pessoas infectadas com o vírus pandémico no nosso concelho.

“Os meus sogros estiveram em contacto com um caso positivo confirmado e quando o delegado de saúde entrou em contacto com a minha mulher, solicitamos que testassem os meus sogros. Como nenhum apresentava sintomas, apenas a minha sogra apresentava alterações na sua rotina como falta de apetite e apatia. Apesar de a minha sogra não ter apresentado sintomas típicos, pedimos que a médica de família fosse a casa fazer uma avaliação. Quando a médica a viu e após testes com o oxímetro, reparou que ela estava com o oxigénio em baixo e mandou-a para o Hospital [de Santa Maria da Feira]. Só aí e que foi testada e deu positivo”, relata José Godinho de Sousa, vincando o facto de as pessoas mais velhas não apresentam sintomas típicos e é preciso estar atento”.

O ex-presidente da UD Oliveirense refere que ainda antes do teste ser realizado no Hospital de Santa Maria da Feira já havia a desconfiança de que a sogra poderia estar infectada. “Uma pessoa da minha família que foi dada como positiva, esteve em contacto com a minha sogra”, começa por revelar. E no seio familiar há a convicção de que o vírus tenha sido transmitido por um profissional do Lar São Vicente, de Ovar, um dos concelhos mais fustigados com o vírus pandémico. “O Lar ia lá fazer a higiene e levar almoço e jantar à minha sogra”, informa José Godinho de Sousa.

Com este cenário, o empresário oliveirense decidiu pedir desde logo que fossem realizados testes aos seus familiares, mas este mesmo pedido foi desde logo recusado.

“Nós já tínhamos pedido ao Delegado de Saúde para testar os meus sogros dado que eles tiveram contacto com uma pessoa positiva confirmada. O delegado de saúde recusou-se a testá-los, dizendo que não faziam parte da lista de sintomas e que caso fossem testados, a situação deles não se iria alterar. Negaram a possibilidade de fazerem o teste aos meus sogros. Assim se vê a vergonha dos testes no nosso concelho”, critica José Godinho de Sousa.

Entretanto, além do falecimento da sogra por COVID-19, o empresário também ficou a saber que o sogro está infectado com o vírus. “O meu sogro só foi testado quando a minha sogra deu positivo, senão nem era testado. Vê-se a falta de critério nos testes e que os números não correspondem a realidade.”, conclui.

AZEMÉIS.NET é o jornal online de Oliveira de Azeméis (criado em agosto de 2019) pensado em promover o que de melhor se faz no concelho. É um projeto que olha para o território, e a nossa gente, pela positiva e que quer puxar pelo orgulho oliveirense. Procuraremos ser a pegada digital para demonstrar que Azeméis é realmente vida... e que somos vivos!

2 COMENTÁRIOS

  1. Já sabemos quais são as pessoas de risco, independente da idade, cada um tem de saber até é como pode ir. Lamento que tenha acontecido. Identifico-me, na minha família também perdi uma pessoa por uma bactéria desconhecida/rara. Por dificuldade do organismo não resistiu ao tratamento. Era muito nova…

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