Segunda-feira, 9 de Março de 2026
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Escola de Samba ‘Renascer’ obrigada a sair de Pindelo por falta de espaço e muda-se para Oliveira de Azeméis

> O grupo 'Renascer' foi obrigado a sair de Pindelo por falta de espaço e mudou-se para Oliveira de Azeméis. Associação procura apoios e critica falta de incentivo ao Carnaval por parte da autarquia.

A Escola de Samba ‘Renascer‘ foi obrigada a abandonar a freguesia de Pindelo por falta de espaço, transferindo a sua atividade para Oliveira de Azeméis, numa mudança concretizada em setembro de 2024. A decisão surgiu após o coletivo ficar sem instalações adequadas para continuar a desenvolver o trabalho ligado ao Carnaval.

O presidente da Escola de Samba Renascer, Ricardo Gomes, que assumiu a liderança do grupo em 2024, substituindo João Almeida após a sua saída, explicou que o executivo da (na altura) União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindeo disponibilizou temporariamente um espaço no antigo posto médico, solução que acabou por se revelar insuficiente para as necessidades do grupo.

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Arrendamento de espaço e aposta na formalização como associação

Sem alternativa, o grupo procurou apoio junto do município de Oliveira de Azeméis, mas não obteve resposta, acabando por arrendar instalações na Associação Recreativa e Cultural da Escravilheira.

Estamos a pagar uma renda na Escravilheira. Era incomportável assegurar a renda de um armazém”, referiu Ricardo Gomes.

Ricardo Gomes, líder do grupo “Renascer”

O grupo “Renascer” reúne atualmente cerca de 50 elementos, provenientes de Pindelo, de Oliveira de Azeméis e de outras freguesias do concelho. Apesar da mudança, mantém ligação ao Carnaval de Pindelo, continuando a colaborar com a iniciativa.

Em dezembro de 2025, o grupo formalizou-se como associação, medida que visa facilitar o acesso a apoios públicos, inexistentes até ao momento. A direção espera beneficiar dos programas municipais de incentivo ao movimento associativo.

Ricardo Gomes deixou ainda críticas à falta de dinamização do Carnaval no concelho, apontando o fim do Carnaval de Verão e a ausência de novas iniciativas, apesar de considerar existir capacidade e talento local para desenvolver a área.

A mudança de sede não alterou, contudo, a identidade do coletivo, que continua focado em garantir condições para prosseguir a sua atividade cultural e manter a ligação às suas origens.

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