Joaquim Jorge, candidato do PS, quer dar vida ao turismo no concelho, aposta na mobilidade, e insiste na concretização da Praça Maior

Entrevista com Joaquim Jorge, atual presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e recandidato à liderança do executivo pelo Partido Socialista.

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Bilhete de Identidade
Nome: Joaquim Jorge
Idade: 58 anos
Casado, pai de duas filhas, residente em Cucujães, licenciado em engenharia eletroténica e computadores pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Experiência política: Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis no mandato 2017/2021. Membro da Assembleia Municipal e vereador do município oliveirense em anteriores mandatos

A oposição tem colado a imagem de “one man show”, de um homem que não trabalha com o seu executivo camarário, ao recandidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Foi por aqui que iniciamos a entrevista. Joaquim Jorge recusa este estatuto, e responde que os munícipes foram recebidos pela sua equipa durante este último mandato, e que foi através deste contacto que os mais variados problema foram sido resolvidos.

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Do seu programa eleitoral constam nove compromissos. Há dois que se repetem do programa de 2017. O reforço de transferência para as freguesias em mais 15%. Assim, caso vença as eleições, passará a distribuir mais 30% do valor que era transferido quando chegou à liderança da autarquia em outubro de 2017. Joaquim Jorge destaca a importância do trabalho das Juntas de Freguesia, e destas terem um pouco mais de autonomia financeira para poder realizar o seu trabalho. O outro ponto que se repete é a construção da Praça Maior. Durante o último mandato autarquia e proprietário do terreno travaram uma guerra judicial. O executivo já avançou para o pedido de expropriação do terreno da Casa Bento Carqueja em pleno centro da cidade. Joaquim Jorge diz em entrevista ao Azeméis.Net que nunca pensou voltar atrás neste compromisso, e deixa a garantia que dentro quatro anos haverá praça maior.

O candidato socialista admite que o turismo foi uma área que não teve a atenção que deveria durante os últimos quatro anos. “Não temos problemas em admitir que falhamos na área do turismo neste mandato”, afirma. Por isso mesmo, a ideia bandeira de Joaquim Jorge para este novo mandato, caso seja eleito, é a criação da Praia Fluvial 365 no Pedregulhal, em Ossela. Primeiro Azeméis é outro dos compromissos que está ligado ao turismo. Prende-se com a criação de roteiros turísticos e de circuito de visitação. O candidato socialista considera importante dar a conhecer o concelho de Oliveira de Azeméis aos oliveirense.

A mobilidade é outra das áreas que ocupa parte dos nove compromissos de Joaquim Jorge. Apresenta o Transporte Flexível de Azeméis para que permita uma solução de mobilidade e que sirva para aproximar o concelho. Ao mesmo tempo está a ser trabalhado o aumento de frequência e reforços dos itinerários por parte do TUAZ e do serviço do transporte privado no concelho. Joaquim Jorge também se compromete a trazer para o concelho de Oliveira de Azeméis 500 bicicletas (para além daquelas que já foram adquiridas pelo município) para jovens estudantes do concelho. “Vai ser bonito ver 500 bicicletas a andares por aí de um lado para o outro no concelho”, afirma o candidato socialista.

Joaquim Jorge aborda também aquele que foi, muito provavelmente, o assunto mais polémico do seu mandato. O aumento da fatura da água e saneamento, e, como consequência, as manifestações da população para que haja a remunicipalização da água. É neste entrevista que o candidato socialista revela duas novidades sobre o tema: estará disponível para continuar a suportar os dois últimos aumentos do tarifário, e diz também que está tudo em cima da mesa em 2021, altura em que será possível uma renegociação do contrato entre a autarquia e a Indáqua, empresa concessionária de água e saneamento no concelho. Avança ainda que será em 2024 que os oliveirenses terão uma palavra a dizer, e não rejeita a hipótese da realização de um referendo para que os oliveirenses votem a favor ou contra a remunicipalização da água.

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