Terça-feira, 27 de Setembro de 2022
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Empresário Carlos Teixeira denuncia que os processos de expropriação não estavam acautelados aquando o início da obra de beneficiação no acesso à Zona Industrial de Ul-Loureiro

O acesso à Zona Industrial de Ul-Loureiro
O acesso à Zona Industrial de Ul-Loureiro

O Azeméis.Net denunciou o mau estado da única estrada de acesso à Zona Industrial de Ul-Loureiro em dezembro do ano passado (ver aqui). Os vereadores do PSD levaram este assunto à reunião de executivo camarário, depois da denuncia do nosso jornal, e o presidente da autarquia justificou, na altura, o atraso da obra, com término previsto para o final do ano passado, com as consequências da pandemia Covid-19 nas empresas de construção civil. Esta é uma realidade que tem causado enormes contingências na vida das várias empresas que compõem a Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro. Carlos Teixeira, sócio-gerente da CHETO, é uma das vozes da revolta, denunciando algumas situações.

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“Sabemos, desde abril de 2021, que a obra estaria consignada para realização e que a previsão da sua conclusão seria no final do ano. Em janeiro de 2022, como é do conhecimento público, mantém-se uma situação ainda pior, graças ao agravamento das condições do tempo no inverno, ainda com a obra por concluir.  A obra está parada desde dezembro de 2021 e o que verificamos é a descoordenação dos trabalhos e a falta de uma equipa de fiscalização capaz”, começa por criticar.

O empresário denuncia a falta de conhecimento por parte da Corporativa de Loureiro e também que projeto inicial teve de ser alterado devido ao facto de os processos de expropriação não estarem acautelados. “No processo, verificou-se que não houve validação da parte da Cooperativa Elétrica de Loureiro, nem muito menos a informação do projeto adjudicado. Os processos de expropriação não estavam acautelados (fechados?) aquando do início da obra, o que obrigou a alterações e, com isso, mais atrasos e custos. E ainda, com uma intervenção desta envergadura, os empresários não foram chamados a emitir qualquer parecer, não foram informados quanto aos prazos ou inclusivamente sobre a solução”, diz.

Por fim, Carlos Teixeira fala num processo pouco democrático: “Sinto que há uma falta de sentido democrático e de participação neste processo. E a equipa que projetou? Tem alguma responsabilidade? E o município, onde paira, em todo este processo? Repare que a obra, ao ter derrapagem, de natureza variada, tem custos acrescidos, naturalmente. A sociedade, em geral, está sensível a este tipo de situações e considera inaceitável, naturalmente. E os custos para as empresas? Para quem as visita e para quem nelas trabalha? O custo diário de quem percorre estes territórios e de quem vive nestes territórios? Alguém consegue imaginar? Infelizmente não! O Município tem que olhar para as empresas como parceiras, para as incluir nas decisões efetivas do concelho e não para garantir um financiamento local para as suas candidaturas ou partidos”

Carlos Teixeira, sócio-gerente da CHETO
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