O futuro edifício Twins, previsto para uma das zonas nobres do centro da cidade de Oliveira de Azeméis, vai integrar uma solução de estação pick-and-go destinado à paragem de autocarros e inclui a cedência de nove lojas ao município. Os espaços, com mais de 1.100 metros quadrados de área comercial, poderão vir a ser usados para concentrar serviços públicos de atendimento aos munícipes, tendo o presidente da Câmara admitido a possibilidade de ali criar uma espécie de Loja do Cidadão.
A solução de paragem rápida junto à estação foi uma das exigências colocadas pela autarquia no processo negocial com o promotor privado que está a construir o edifício, e que se encontra atualmente com algumas dificuldades de comercialização e cujo prazo de conclusão tende a ultrapassar aquele que era inicalmente previsto: Primavera de 2027.
Segundo explicou o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, durante a última reunião camarária, essa opção condicionou de forma significativa aquilo que poderia ser desenvolvido no terreno, mas foi considerada estruturante pela autarqua devido à localização do empreendimento.
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A proximidade à estação ferroviária é, aliás, um dos argumentos usados pelo executivo para justificar a aposta. O objetivo passa por melhorar a articulação entre o acesso rodoviário e o transporte ferroviário naquela zona da cidade, num contexto em que a autarquia mantém a ambição de ver a linha requalificada. A imagem do projeto, que acompanha este artigo, mostra a área de pick-and-go integrada no desenho do empreendimento.
Para além da componente de mobilidade, o acordo celebrado com o privado prevê a cedência ao município de nove lojas, num total superior a 1.100 metros quadrados de espaço comercial. O presidente da Câmara apresentou essa contrapartida como um dos pressupostos que estiveram na base do contrato.
“Também houve uma cedência de nove lojas, mais de 1.100 metros quadrados da área de loja, de espaço comercial e, portanto, foram estes pressupostos que estiveram na base do contrato que foi celebrado”, afirmou.
Questionado sobre o destino concreto desses espaços, o autarca garantiu que as lojas “têm muito interesse” para o município e explicou que foram pensadas para acolher respostas públicas. Uma das hipóteses inicialmente equacionadas era a instalação da Polícia Municipal, mas essa possibilidade acabou por não avançar, estando, segundo o presidente, a ser resolvida por outra via.
Entre as soluções agora admitidas está a criação de um espaço de atendimento concentrado, onde diferentes serviços públicos e municipais possam ficar reunidos no mesmo edifício, facilitando o acesso dos cidadãos.
“As lojas, para nós, têm interesse. Têm muito interesse. […] Um deles acabou por cair por terra, que era a Polícia Municipal. […] Já foi aqui adiantado um interesse que faz todo o sentido, que é criarmos ali um espaço de cidadão onde podemos ter ali um conjunto de respostas concentradas”, referiu o presidente.
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A hipótese de instalar uma espécie de Loja do Cidadão surge, assim, como uma das possibilidades em análise para as lojas cedidas pelo promotor. A decisão final ainda não está fechada, mas a intenção assumida pela autarquia é que aqueles espaços possam vir a acolher serviços úteis à população.
Com estas contrapartidas, o projeto do edifício Twins passa a ter uma dimensão pública associada ao empreendimento privado: por um lado, uma solução de mobilidade junto à estação; por outro, espaços cedidos ao município que poderão servir para aproximar serviços dos munícipes.

