Dois homens, de 47 e 51 anos, vão ser julgados pela prática de 35 crimes de furto em vários concelhos dos distritos de Aveiro e Viseu, incluindo Oliveira de Azeméis. Os suspeitos permanecem em prisão preventiva.
A investigação, desenvolvida pela GNR no âmbito da operação denominada “Rota Oculta”, começou em Vale de Cambra e acabou por abranger também os concelhos de Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Frades.
De acordo com a Guarda Nacional Republicana, a atuação dos suspeitos incidia sobretudo em localidades rurais e isoladas. Os alvos eram residências e respetivos anexos, estabelecimentos comerciais e industriais, associações e outros edifícios.
Os furtos eram praticados maioritariamente através de arrombamento, sendo procurados dinheiro, metais, ferramentas, equipamentos e outros bens.
No decorrer da investigação e das buscas realizadas pelas autoridades foram apreendidas cinco armas de fogo, três ciclomotores, uma viatura, objetos em ouro, seis mil euros em dinheiro, máquinas e ferramentas e produto estupefaciente.
MP calcula vantagem patrimonial em quase 88 mil euros
Concluída a investigação, o Ministério Público deduziu acusação contra os dois homens para julgamento em Tribunal Coletivo.
Estão em causa 35 crimes de furto, entre furtos qualificados e simples, consumados e tentados, além de outros ilícitos relacionados com a atividade investigada.
O Ministério Público calculou em, pelo menos, 87.931,50 euros a vantagem patrimonial resultante da atividade criminosa.
Os dois principais suspeitos encontram-se em prisão preventiva. No âmbito do mesmo processo foram ainda constituídas arguidas outras pessoas por suspeitas relacionadas com os factos investigados.
Criminalidade caiu mais de 80% após detenções
Segundo dados divulgados pela GNR, as ocorrências de crimes contra o património nas zonas mais afetadas tinham aumentado cerca de 60% entre janeiro e abril de 2026.
Após a detenção dos dois principais suspeitos e a aplicação da prisão preventiva, as autoridades registaram uma redução de aproximadamente 81,25% neste tipo de criminalidade nas áreas anteriormente afetadas.
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal do Comando Territorial de Aveiro da GNR, em articulação com o DIAP de Santa Maria da Feira.
