Os conselhos do ex-Governador do Banco de Portugal aos alunos da Escola Secundária Soares Basto

Sucesso. O ex-Governador de Portugal é um dos maiores casos de sucesso da antiga EICOA. Partilhou conselhos com nova geração para singrar no mercado de trabalho.

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O último projeto da atual Associação de Estudantes da Escola Soares Basto, dirigida por Violeta Lisboa, foi  a organização da primeira edição do SB Summit, uma sessão de dois dias de palestras dadas por duas dezenas de antigos alunos ligados à Escola Soares Basto e à antiga EICOA (Escola Industrial e Comercial de Oliveira de Azeméis) que trilharam o caminho nas mais variadas áreas, e que partilharam experiências com os alunos desta instituição escolar. “O objetivo destes dias de palestras foi mostrar aos alunos da Soares Bastos os caminhos que podem seguir através de exemplos de outros alunos que passaram nesta escola e que tiveram sucesso”, explicou Violeta Lisboa ao Azeméis.Net.

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Carlos Costa, economista, natural de Cesar, e antigo Governador do Banco de Portugal, é um dos casos de maior sucesso entre os ex-alunos da Escola Soares Basto, que há quase 60 anos começou por se chamar EICOA (Escola Industrial e Comercial de Oliveira de Azeméis). 

O economista deixou três concelhos essenciais para que a nova geração de forma a singrar no mercado de trabalho. “Primeiro façam o máximo para adquirir o máximo de competências genéricas cientificas, linguísticas e filosóficas porque essas é que vão permitir enfrentar o mundo, e depois competências técnicas na área de especialização”, iniciou. 

O segundo prende-se com a necessidade de todos terem uma visão cosmopolita. “Não percam de vista que um país como o nosso tem de ser um país cosmopolita. O grande problema do nosso país foi ser virado para si próprio durante muitos anos. Não tinha cosmopolitismo. Não tenham medo de voar para territórios que não são nacionais. Aliás, eu gostaria de sublinhar que não entendo que seja responsabilidade de um jovem  ficar em território nacional, o que entendo é que é responsabilidade da política criar condições e oportunidades para que ele seja atraído para o território nacional. Os jovens têm de ter abertura de espírito. Quando estamos na atividade económica pensamos que vendemos coisas, não vendemos coisas, vendemos imaginário. Vendemos significado para as coisas. Temos de perceber os outros para se vender a ideia. Não se vende a ideia aos outros se não tivermos entendido”, acrescentou. 

Por último, Carlos Costa sugere para que os novos talentos do mercado trabalho “sejam exigentes com todos os que relacionam na sociedade, como é o caso de empresas e da administração pública”. E conclui: “Se forem exigentes com eles, eles vão ser convosco, e entramos num processo de superação mutua”

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