O FC Cesarense vai escolher novos órgãos sociais no próximo dia 26 de junho, na sequência da saída do presidente Luís Pinho e de três elementos da sua direção – Renato Castro, Adelino Aguiar e Paulo Almeida. A renúncia conjunta deixou o clube numa situação de indefinição diretiva e obrigou à marcação de eleições antecipadas, quando o segundo mandato do presidente ainda a meio.
A assembleia geral extraordinária realizou-se no dia 25 de maio, na Casa da Leitura, em Cesar, e tornou evidente que a crise diretiva tem origem sobretudo na falta de apoio financeiro. As dificuldades em garantir receitas e em assegurar os recursos necessários para o funcionamento do clube acabaram por acentuar o desgaste interno e precipitar a saída de parte da direção.
Luís Pinho apontou a dificuldade em angariar receitas como uma das principais razões para a decisão. Também Renato Castro alertou para a dependência excessiva de poucas pessoas na estrutura diretiva, enquanto Adelino Aguiar sublinhou que o problema do FC Cesarense não é desportivo, mas financeiro.

As listas candidatas devem ser entregues até 12 de junho. Caso não surjam candidatos, poderá ser nomeada uma comissão administrativa e uma comissão de fiscalização para assegurar a gestão transitória do clube.
Na reunião, o presidente da Junta de Freguesia de Cesar, Ângelo Silva, interveio enquanto sócio e defendeu uma aposta mais forte na formação e na ligação do clube à terra.
Com as eleições marcadas para 26 de junho, o futuro do FC Cesarense fica agora dependente do aparecimento de uma solução diretiva capaz de responder à falta de apoio financeiro e garantir estabilidade para preparar a próxima época.

