Quinta-feira, 25 de Junho de 2026
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Queda da taxa de natalidade agrava envelhecimento e dificulta fixação de jovens em Oliveira de Azeméis

> Carta Educativa alerta para redução da população escolar, envelhecimento demográfico e perda de 719 alunos nas escolas do concelho até 2035.
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A taxa de natalidade em Oliveira de Azeméis continua a descer e está já abaixo da média nacional e da Área Metropolitana do Porto, segundo os dados incluídos na nova Carta Educativa 2026-2035.

O documento revela que a taxa bruta de natalidade no concelho caiu de 7,6 nascimentos por mil habitantes em 2011 para 6,5‰ em 2023, confirmando a tendência de redução do número de crianças e jovens residentes no território.

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Em comparação, Portugal registava em 2023 uma taxa de natalidade de 8,1‰ e a Área Metropolitana do Porto 7,3, colocando Oliveira de Azeméis abaixo dos dois referenciais. A Carta Educativa identifica esta quebra como um dos principais fatores responsáveis pelo envelhecimento populacional e pela redução da população escolar prevista para a próxima década.

As projeções incluídas no relatório apontam para uma perda de cerca de 719 alunos até 2035/2036. O número total de estudantes deverá passar de 6.448 em 2022/2023 para 5.729. O documento alerta para uma “regressão numérica dos grupos etários mais jovens”, considerando que a tendência terá impacto direto na rede escolar, na renovação geracional e na sustentabilidade futura do concelho.

Todos os agrupamentos escolares analisados apresentam projeções de perda de alunos até 2035:

  • Dr. Ferreira da Silva: menos 115 alunos;
  • Loureiro: menos 80;
  • Soares Basto: menos 197;
  • Ferreira de Castro: menos 153.

Apesar da quebra da natalidade, a Carta Educativa assinala um ligeiro crescimento da taxa de fecundidade no concelho. O indicador passou de 31,3 em 2011 para 32,0 em 2023, contrariando a tendência de estagnação ou redução observada noutros territórios.

Ainda assim, o município considera que esse crescimento não é suficiente para inverter o envelhecimento populacional nem a diminuição da população escolar.

A imigração surge como um dos fatores que ajudam a atenuar parcialmente o problema demográfico. Atualmente vivem em Oliveira de Azeméis mais de 3.300 cidadãos estrangeiros, representando cerca de 5% da população residente. No entanto, a própria Carta Educativa admite que o fluxo migratório “não dá sinais claros de compensação demográfica”.

O documento defende por isso políticas de atração e fixação de famílias, articulando habitação, emprego qualificado, educação e qualidade de vida como forma de travar a perda de população jovem.

A preocupação demográfica atravessa toda a estratégia educativa municipal, numa altura em que a redução do número de crianças começa já a ter impacto na organização das escolas e no planeamento da rede educativa do concelho.

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