Bruno Aragão, PS

“Não aceitemos nunca discursos que menorizem tudo o que conseguimos. Foi muito, foi duro, foi extraordinário. Ainda que os sonhos de Abril se tivessem gorado, que as esperanças se tivessem desvanecido, que tivéssemos falhado em tudo, era ainda assim o que queríamos ter feito, em liberdade. Porque falhar é também uma possibilidade das escolhas democráticas, uma possibilidade de que não podemos nunca abdicar. (…) Não esqueçamos nunca que a possibilidade de olharmos para nós, individual ou coletivamente, e assumirmos o que somos, sem medo, é consequência destes últimos 50 anos. E não há outro regime que permita este confronto connosco e com os outros”.
Helga Correia, PSD

“O maior desafio dos dias de hoje, e em homenagem àqueles que lutaram pela liberdade que temos hoje, é pugnar pelo desenvolvimento do país, é pugnar por políticas públicas centradas nas pessoas, melhorar a qualidade de vida com políticas feitas com pessoas e para as pessoas, com as pessoas e ouvindo-as, com olhar atento para os mais vulneráveis e mais frágeis da nossa sociedade. Abril tem que continuar a representar a pluralidade, a equidade, o respeito pela dignidade da vida humana. Abril tem de representar uma sociedade cada vez mais justa, uma sociedade cada vez mais equilibrada para todos, sem deixar ninguém para trás. E quando digo deixar ninguém para trás, falo a nível da política local, mas também a nível da política nacional”.
António Pinto Moreira, CDS-PP

“Nós, povo das 19 freguesias de Oliveira de Azeméis, somos de bom trato, acolhedores e inclusivos. Fomos antes de Abril e continuamos depois de Abril. Quero aqui expressar a consideração e o respeito por todos os que assumiram responsabilidades autárquicas e que conduziram os destinos do nosso Conselho e das nossas freguesias desde há muito mais de 50 anos. Deram o melhor de si com o melhor de que dispunham. No século XXI, por seguir ignorando tudo o que os nossos anteriores a abril de 74 fizeram, seria um exercício de tacanhez mental. Não vou por aí. Os meus respeitos. Nós, autarcas, fomos democraticamente eleitos pelos oliveirenses, que assim confiaram em nós. Teremos que nos obrigar a uma consciência pluralista correspondente às correntes de opiniões políticas dos partidos e grupos que representamos. Em cada momento, estarmos ao nível da tarefa de exprimir publicamente, com lealdade, com independência e imparcialidade, aquilo que pensamos”.
Rudolfo Rodrigues, Chega

“É estranho que, apesar da coincidência de pontos de vista, o país em 50 anos não tenha conseguido elaborar um único pacto de regime. Porquê? Porque os partidos, uma vez no poder, trazem para a agenda as suas opções e não as do país. Temos falta de estadistas, de pessoas que governem sem se preocuparem com o resultado das eleições seguintes. (…) A corrupção é generalizada, a imigração está descontrolada. E neste momento a fome é uma realidade social. E por tudo aqui que ficou dito, e o mais público que ficou a dizer, concluímos que a nossa democracia tem de se renovar”.
Alcino Martins, Bloco de Esquerda

“Hoje, como sempre, o populismo e a demagogia continuam a corroer a liberdade e a democracia. Porque, contrariamente ao que foi prometido em 2017 pelo senhor Presidente da Câmara Municipal, com a narrativa de tornar a Oliveira de Azeméis um melhor lugar para viver. Percebemos hoje, e está à vista de todos, o déficit democrático que existe quando se tem um pensamento único, em que uma maioria absoluta deu lugar ao poder absoluto, que está no centro na defesa do interesse privado, do interesse partidário, e não na defesa do interesse público e das famílias oliveirenses”
