Com a construção do Parque Urbano na cidade, irá nascer uma nova praceta por haver a necessidade, justificou o presidente da câmara municipal em recente reunião de executivo camarário, “de se promover uma requalificação do reordenamento de trânsito”.
A praceta está projetada para a Rua António Bernardo. Será a entrada norte do novo Parque Urbano, e esta construção irá “permitir organizar e disciplinar muito melhor o trânsito nesta zona da cidade e vai permitir ao mesmo tempo o melhor escoamento”.
Mas para que esta obra seja uma realidade, haverá primeiramente um processo de expropriação, que se iniciou em meados deste mês depois da decisão ser aprovada por unanimidade em reunião de executivo municipal.
A autarquia não conseguiu chegar a acordo com os proprietários dos 1100 metros quadrados do terreno em questão. “O valor proposto foi de 165 mil euros, mas foi recusado”, informou Joaquim Jorge em reunião de executivo municipal.
Com as obras do novo Parque Urbano já iniciadas, a câmara municipal de Oliveira de Azeméis já avançou com o pedido de declaração de utilidade pública (DUP) com caráter de urgência do terreno em questão tendo como base justificativa a importância da construção do investimento para o desenvolvimento do território para depois avançar com a expropriação.
As chamadas de atenção da oposição
Carla Rodrigues, líder dos vereadores da oposição, justificou o voto favorável do PSD por a expropriação ser a única solução apresentada, e por entender que “é, de facto, de interesse público criarmos uma solução para aquela zona”.
“Se o reordenamento do trânsito já era importante nesta zona antes do Parque Urbano, torna-se muito mais importante com a sua construção”, considerou.
Sobre o projeto, a vereador do PSD observou que “é uma praceta oval e vemos que as dimensões da via nas laterais é exatamente a mesma das curvas, e parece-nos que
isto é extremamente apertado para transportes de grandes dimensões fazerem esta curva”. E continuou: “Portanto, antes de se fazer alguma coisa verificar estes aspetos a ver se não temos aqui um constrangimento do fluxo de trânsito, que é precisamente aquilo que nós queremos evitar. Não visualizamos neste desenho coisas fundamentais como passadeiras, mobiliário urbano, o arranjo, a envolvência e outras variáveis que possam valorizar a mobilidade do espaço, nomeadamente com crianças, com idosos. Portanto, chamar à atenção, se efetivamente está equacionado ou se vai ser equacionado? Tem que haver aqui uma atenção especial ao fluxo do tráfego, mas também ao fluxo de peões e de peões com necessidades especiais e de características especiais como crianças e idosos”.
Carla Rodrigues também fez observações sobre questões paisagísticas: “Depois, também, parece-nos que não há aqui um tratamento paisagístico adequado. Portanto, deve haver aqui uma atenção especial para valorizarmos também em termos paisagísticos esta zona que vai ser uma zona nobre da cidades”, concluiu.


