Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026
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Estalagem de São Miguel irá estar mais meio ano nas imobiliárias à espera de investidores

> Terminado o prazo de um ano inicial estipulado para a venda do equipamento hoteleiro em imobiliárias, o executivo municipal prepara-se para prorrogar o prazo. Investimento da autarquia na recuperação do imóvel poderá ser possibilidade no futuro.

O prazo idealizado inicialmente para encontrar um investidor para a Estalagem de São Miguel está praticamente no seu final, mas a autarquia anunciou que irá prorrogar o prazo por mais seis meses. Esta tem sido mais tentativa falhada na captação de investidores para a unidade hoteleira instalada no Parque de La Salette, depois de duas hastas públicas desertas. A autarquia tem tentado alienar o imóvel por 1,6 milhões de euros, mas não tem aparecido investidores dispostos a pagar este valor.

“Temos tido interessados, mas não temos tido interessados ao ponto de adquirirem a Estalagem. E temos também tido procura por parte de pessoas que querem a Estalagem para fins que não são esses que nós achamos que o equipamento deve ser utilizado”, informou o presidente da autarquia em reunião de executivo municipal.

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“Estamos a prorrogar o prazo por mais seis meses para as imobiliárias fazerem uma procura ativa de investidores. Há ali sempre uma questão que se coloca que é a questão do número de quartos. O número de quartos é um fator crítico para que existam interessados. A mensagem que nós temos procurado transmitir é que o número de quartos é possível quintuplicar sem qualquer problema, sem com isso fazermos uma alteração substancial da cércea do equipamento. Essa explicação tem sido dada aos investidores”, acrescentou.

Atentos aos fundos europeus

Na altura em que foi decidido levar a venda da Estalagem de São Miguel para as imobiliárias, Joaquim Jorge afirmava que quando estivesse esgotado o tempo de um ano, o assunto voltaria a ser discutido em reunião de câmara para que todos pudessem refletir e decidir sobre a melhor solução a dar ao equipamento.

Passado um ano, o presidente da autarquia avança outras possibilidades ainda antes de uma possível desistência de apostar no equipamento para a indústria hoteleira. Consciente que é o número de quartos quartos que está a inviabilizar o negócio, é avançada a hipótese de ser a própria autarquia a financiar o projeto e as obras de requalificação. Seja com fundos próprios, quando assim for possível, ou através de fundos europeus.

“As alternativas que nós teríamos era fazermos um projeto para aquele espaço, para um determinado fim, e investir alguns milhões de euros na adaptação daquele espaço para esse fim. Neste momento não temos recursos financeiros. Mas, estamos atentos, estamos atentos a fundos comunitários. Se existirem
avisos de fundos comunitários que nos permitam requalificar aquele espaço, vamos fazê-lo, sobre
isso não há dúvida nenhuma”,
revela o edil oliveirense.

Azemeis.net
Author: Azemeis.net

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