A rede UNIR continua a gerar muitas críticas entre os utilizadores de transportes públicos na Área Metropolitana do Porto, principalmente do lote 5, que abrange os concelhos de Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra e Arouca. O tema começa também a subir de tom na classe política.
O presidente da câmara municipal de Oliveira de Azeméis afirmou na última reunião de executivo camarário que a nova rede UNIR foi otimizada por técnicos da Área Metropolitana do Porto. “A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis enviou toda a rede que existia na altura, e que era operada por transportadores privados, incluindo a rede de transportes escolares. Foi com base nessa rede que foi desenvolvido o procedimento concursal. Agora o que acontece é que os técnicos da AMP otimizaram essa rede, alteraram percursos, horários e isso gerou toda esta instabilidade que se está a verificar”, afirmou o edil oliveirense em reunião executivo camarário no final do mês de janeiro.
E continuou: “Aquilo que foi enviado em termos de rede, era a que rede que servia os interesses das populações das freguesias, portanto foi uma rede que foi trabalhada, consolidada e resultou de muitas sugestões, de muitos pedidos das juntas de freguesia, e da população.
“Portanto, tudo aquilo que estamos a viver hoje é resultado de alterações profundas a uma rede que foi afinada ao longo de muitos anos, compensada com o TUAZ, com novos percursos, mas neste momento somos confrontados com alterações que prejudicam aquilo que vinha sendo feito”, concluiu.
Por outro lado, o presidente da AMP, Eduardo Rodrigues, diz que o atual desenho da rede de transportes é da responsabilidade de cada um dos municípios.
“É preciso não esquecer que a Unir teve um caderno de encargos que foi desenhado e montado pelos municípios que só ainda não está totalmente no terreno por falta de capacidade em termos de número de motoristas e de autocarros das empresas que venceram o concurso”, disse Eduardo Rodrigues aos jornalistas após a reunião da AMP em que foi discutido o ponto de situação da rede UNIR.
Dizendo estar “orgulhoso da revolução que está a acontecer no transporte público rodoviário na Área Metropolitana do Porto”, o presidente da AMP entendeu que é necessário incidir nos lotes onde as coisas estão a correr menos bem. Há lotes que não têm registado problemas, tal como Matosinhos, e outros onde os problemas são pontuais e vão sendo corrigidos, sublinhou Eduardo Vítor Rodrigues.
