O FC Cesarense comemorou 91 anos de vida no primeiro dia de 2023, mas o jantar de celebração realizou-se no dia 10 de fevereiro, na Quinta da Julieta. Entre sócios, simpatizantes, patrocinadores, direção e alguns jogadores do plante sénior, marcaram presença cerca de 150 pessoas. Em dia de festa, e de homenagem a alguns sócios, a tónica foi de preocupação com o futuro. Coube a Ângelo Silva, presidente da assembleia geral do clube, o discurso mais interventivo, afirmando que depois de todo o esforço feito nos últimos anos, o clube não poderá cair no risco de ficar num vazio diretivo após o dia 30 de junho, altura que termina o mandato do atual presidente Francisco Azevedo, que já disse que não iria continuar no cargo.
Ângelo Silva lembrou no seu discurso as obrigações financeiras que o clube tem devido ao PER (Processo Especial de Revitalização). O clube já pagou 15 prestações, de mais de mil euros cada, faltando ainda muitas mais para pagar a dívida, “e qualquer incumprimento será o descalabro para o Cesarense”, disse o líder da assembleia geral.
Apesar de todas as dificuldades, reforço Ângelo Silva, “o clube voltou a assegurar a sua condição de Entidade Formadora certificada pela Federação Portuguesa de Futebol com o nível de quatro estrelas”.
Por isso, o dirigente considera que “um vazio diretivo será um caos”, defendendo que o clube não pode manter a insegurança de não haver sucessão após o dia 30 de junho”.
Comissão administrativa pode ser a solução
No jantar de aniversário do FC Cesarense, o presidente do clube, Francisco Azevedo, passou também a mensagem que os sócios não podem deixar cair o clube. É que a sua continuidade está mesmo fora de hipótese.
Na última reunião de assembleia geral do FC Cesarense, realizada na quinta-feira, dia 16, foi pedido ao jovem líder para reconsiderar a sua posição, mas Francisco Azevedo mostrou-se irredutível.
Apesar de não ter havido nenhum sócio a declarar oficialmente a intenção de apresentar uma lista nas próximas eleições, houve um grupo de pessoas, revela fonte do clube ao azeméis.net, a garantir na reunião de assembleia geral que o clube não iria cair num vazio diretivo.
“Falou-se na possibilidade de ser criada uma comissão administrativa para salvar o clube”, referiu a mesma fonte.