A empresa GOCCIA Europe – moblity Industries, detida pelo Grupo Multimoto, um dos principais players mundiais do mundo das duas rodas, com sede Oliveira de Azeméis, foi desafiada, há dois anos, para desenvolver aquela que seria a primeira bicicleta elétrica made in Azeméis. Mas o projeto está em stand by, e ainda não passou do papel.
A ideia de desenvolvimento e conceção de uma bicicleta elétrica, que tem como nome Urban 1.0, está inserida projeto mob.te+. Foi pensada uma bicicleta prática, equipada com um motor de 250W, que faz com que até as subidas mais inclinadas não sejam um obstáculo para os utilizadores menos experientes.
No início das conversações, entre a autarquia e a empresa oliveirense, era expectável que a comercialização, a custos controlados, estivesse disponível no segundo semestre de 2024, mas o projeto ainda está numa fase muito embrionária.
Protótipo apresentado
A direção do Grupo Multimoto chegou a apresentar um protótipo, mas não mais do que isso. “Há dois anos fomos abordados pelo presidente da Câmara Municipal para produzirmos uma bicicleta elétrica. Ele demonstrou bastante interesse e motivação para que o projeto avançasse, mas ainda não passou à prática. Aquilo que fizemos foi apresentar um protótipo, que já tinha também a simulação da imagem relacionada com o projeto”, revela ao azeméis.net Adriano Duarte, CEO da Multimoto.
Apesar de estar em stand by, esta é uma ideia que continua na linha de pensamento do executivo da autarquia. A estratégia passa por, numa fase inicial, endereçar convites às grandes empresas do concelho de Oliveira de Azeméis para que possam oferecer alguns veículos aos seus funcionários.
Em abril último, quando se falava em mobilidade, e da dificuldade de estacionamento na Zona Industrial de Oliveira de Azeméis, o presidente da autarquia, Joaquim Jorge, afirmou que iria desafiar os empresários adquirir bicicletas elétricas “para que, em pelo menos alguns períodos do ano, quando as condições climatéricas o permitirem, os funcionários que vivam mais perto destas unidades industriais possam deslocar-se através deste modo, sem ter de levar a sua viatura”.
