A nova avenida criada no centro da cidade com a construção do novo supermercado Mercadona irá passar a dominar-se Avenida da Liberdade, tal como já noticiado pelo azeméis.net, e entre as possibilidade apresentadas pela Comissão de Toponímia estava também o nome de Eugénio Marques Ferreira Alegria, patrono da família Alegria, proprietária da antiga Quinta dos Alegria, terreno que albergou o novo investimento privado no centro da cidade. Esta decisão gerou um mal-estar entre a família Alegria (que se sente injustiçada) e o executivo da autarquia oliveirense, que não terá cumprido o acordado.
Paulo Alegria, filho de Eugénio Marques Ferreira, compartilhou com o azeméis.net, a missiva enviada aos serviços da autarquia, onde é revelado que o presidente da Câmara Municipal tinha apoiado a decisão de atribuir o nome de Eugénio Marques Ferreira Alegria ao novo troço em conversas que se iniciaram no dia 14 de outubro de 2022.
“Lamento profundamente que queiram justificar o que é injustificável. (…) Julgo que não precisarei de mencionar o que a Família Alegria fez e doou a esta terra. (…) Tenho a lamentar, também, que o nome Avenida da Liberdade tenha sido votada por unanimidade, estando presente o Sr. Presidente da Junta que tinha conhecimento prévio de toda a situação. O mesmo, também, do Sr. Presidente da Câmara que me expressou o seu apoio e defendeu o nome do meu Pai para o “famigerado Troço 2” e depois em Reunião de Câmara, contrariando a sua própria consciência, alterou a sua votação para “unanimidade” à Avenida da Liberdade”, pode-se ler no documento enviado.
A injustiça
A nova Avenida da Liberdade é justificada pelos 50 anos de comemoração do 25 de abril, e o Largo Correio de Azeméis surge pela comemoração do centenário do jornal local. Paulo Alegria considera que “juntos estão muito longe dos mais de 200 anos que aqueles terrenos eram da Família Alegria”.
Paulo Alegria reclama também que foi pela influência da sua família que o Torço 2 foi pago pelo investidor privando, surgindo por isso a sensação de injustiça.
“Após tudo isto, de tanta luta e empenho, conseguirmos na venda do terreno que o comprador fizesse graciosamente para a cidade a rua do Troço 2, consideramos que houve uma enorme falta de respeito e consideração à memória do meu Pai como para a própria Família Alegria”, pode ler-se.
No documento também fica claro que se Eugénio Marques Ferreira Alegria não for o patrono da nova avenida, o seu nome deverá ser retira da lista de toponímia. “Espero e desejo, que a situação ainda possa ser revertida, havendo um mínimo de responsabilidade e honestidade. Não havendo alteração como Patrono da Família Alegria e filho do proposto, exijo que seja retirado da Lista da Toponímia o nome do Dr. Eugénio Marques Ferreira Alegria”, conclui Paulo Alegria.
