Direção dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis faz esclarecimento sobre alteração no comando e caso da bombeira despedida

Em traços gerais esta direção esclarece que não aprovou por unanimidade a sugestão do ex-Comandante António Justino em acumular funções por haver o intuito da corporação ser liderada por um elemento a tempo inteiro. Já sobre o despedimento da bombeira Susana Nogueira "foi feito tudo para ajudar, mas a própria não colaborou".

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A direção dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, liderada por António Gomes, emitiu um comunicado onde esclarece as notícias que vieram a público nas últimas semanas: a alteração no comando da corporação, e o despedimento da bombeira Susana Nogueira. Em traços gerais vinca que esta direção não aprovou por unanimidade a sugestão do ex-Comandante António Justino em acumular funções além de comandante da corporação dos Bombeiros de Oliveira de Azeméis, uma vez que é pretensão da direção ter um comandante a tempo inteiro. Já sobre o despedimento da bombeira Susana Nogueira, a direção afirma que tentou “tudo para ajudar, mas a própria não colaborou”.

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No documento enviados Às redações começa por ser explicado que “a 9 de agosto de 2021 o senhor ex-comandante foi nomeado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para exercer funções de chefe de Grupo da Força Especial de Protecção Civil do Distrito da Guarda, com efeitos a partir do dia 15 de agosto de 2021” e que “a 10 de agosto de 2021 o ex-Comandante solicitou ao Senhor Presidente da Direcção da Escola Nacional de Bombeiros a cessação de Licença Sem Remuneração, com efeitos a partir de 15 de agosto de 2021, para integrar a Força Especial de Proteção Civil”.

“Em seguida”, continua o mesmo comunicado, “o Senhor Ex-Comandante apresentou à Direção de Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, um pedido de acumulação de funções, pedido este rejeitado por unanimidade, em reunião de direção de 02 de setembro, dado não corresponder ao desejo de um comando a tempo inteiro (devidamente remunerado) desde sempre pretendido pela Associação”. Com esta decisão da direção, “a 5 de outubro de 2021 o senhor ex-Comandante apresenta o pedido de exoneração do cargo de Comandante da nossa Corporação a partir do dia 1 de novembro de 2021”.

O pedido foi aceite pela direção. “Respeitamos a escolha feita, enveredando pelo ingresso na Administração Pública”, escreve a direção no documento.

Sobre o caso da bombeira despedida: “Tentámos fazer tudo para ajudar, mas a própria não colaborou”

Sobre as notícias que denunciaram o despedimento da bombeira Susana Nogueira, que enfrenta uma luta contra o cancro, a direção dos Bombeiros de Oliveira de Azeméis reagem dizendo que “dado que estão no momento a decorrer os trâmites judiciais iniciados pela senhora Bombeira apenas podemos informar que a mesma foi despedida na condição de funcionária, continua a fazer desta Corporação como Bombeira”.

No comunicado, a direção avança ainda que “a cessação do seu contrato de trabalho como funcionária efetuada no seguimento de indicações médicas que estipulam as funções que pode ou não desempenhar”. E avançam ainda: “Tentámos fazer tudo para ajudar mas a própria não colaborou”.

A direção conclui o comunicado informa que “que este esclarecimento é feito pelo respeito que nos merecem os Oliveirenses”, garantido também que “jamais nos deixaremos enredar pela linguagem menos correcta e ofensiva que têm tentado denegrir esta Associação e os seus Órgãos Sociais”.

2 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde.
    Que belo esclarecimento.
    Passo a fazer a minha análise
    Tentam dar muita informação quanto à saída do Sr. Comandante, porque o senhor ainda não veio a público expor a versão dele, e fazem questão de o relembrar do facto de ter vínculo profissional na função pública. Tipo, não fales muito senão podes ser prejudicado. Podem ter um comandante que os bombeiros respeitam e admiram pelo exemplo a custo zero (como voluntário), mas têm o desejo de um comandante a tempo inteiro com os encargos financeiros associados, andando depois constantemente a tentar angariar fundos. Não referem também a pedra no sapato que é ter um homem rigoroso e honesto a trabalhar em prol dos homem e mulheres que comanda para que no final as populações saiam beneficiadas.
    Quanto ao caso do despedimento, Efectivamente a bombeira funcionária não “colaborou“ como os senhores pretendiam. “Colaborar”, um verbo utilizado com mestria para não se por muito a jeito e ofuscar a verdade.
    Os senhores que divulguem a decisão da autoridade para as condições do trabalho (ACT), e depois que assumam que se vingaram de uma pessoa que ainda se encontra limitada em função da doença mas que mesmo assim não admitiu que lhe subtraíssem direitos laborais legais, pois o facto de ter sido mudada de setor não foi um favor que lhe fizeram mas sim uma obrigação legal. A bombeira em questão está a ser uma grande mártir para que outras mulheres e homens que passam por situações idênticas, mas que não têm força nem voz, não caiam na cantiga dos tubarões, que agora apresentam um discurso meramente vago esperando que o tempo seja amigo para esta situação cair no esquecimento.
    E outra coisa, fica mesmo bem esclarecer que a bombeira em questão ainda é bombeira voluntária, enfim, discurso meramente político que a sociedade de hoje, ja não engole na mesma percentagem que engolia em tempos.
    Os Oliveirenses não se identificam com esta forma de dirigir esta associação que tem nobre missão.
    Sócios organizem-se sff para acabar com esta desorganização.

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