As falhas nos parquímetros do centro da cidade voltaram a ser levadas à reunião de Câmara de Oliveira de Azeméis, com a oposição a alertar para situações injustas para os automobilistas que querem pagar o estacionamento tarifado, mas não conseguem fazê-lo por indisponibilidade dos equipamentos.
A questão foi colocada por Ana Isabel Silva, vereadora da AD, que referiu que este é já o segundo alerta que leva ao executivo sobre o funcionamento do estacionamento pago no centro urbano. A eleita apontou dificuldades práticas para quem estaciona na cidade, referindo que, numa determinada zona, apenas uma máquina estaria em funcionamento.
Para Ana Isabel Silva, esta situação cria injustiças para quem pretende cumprir as regras e colocar o talão no automóvel. “Um sistema de estacionamento deve garantir rotatividade, acesso ao comércio e organização do espaço público”, afirmou a vereadora, defendendo, no entanto, que o mesmo sistema “não deve penalizar” nem afastar pessoas do centro da cidade.
A vereadora pediu à câmara que avalie o funcionamento dos parquímetros, as condições reais de pagamento, os tempos de tolerância e os procedimentos de fiscalização. Na sua perspetiva, se o município quer estacionamento pago, deve garantir que os utilizadores têm meios reais para pagar e que não são penalizados por falhas do próprio sistema.
“O centro precisa de estacionamento regular, mas também justo, claro e funcional, para quem dirige, trabalha, compra e utiliza os serviços”, defendeu Ana Isabel Silva.
Na resposta, o presidente da câmara, Joaquim Jorge, disse desconhecer uma situação generalizada de avarias, afirmando que a informação disponível nos serviços municipais é a de que o sistema está a funcionar. Ainda assim, admitiu que possam existir falhas pontuais.
“Pontualmente, basta que o moedeiro esteja cheio ou que acabe o papel para poder acontecer ali uma indisponibilidade daquele parquímetro”, explicou o autarca, sublinhando que, num universo de cerca de 80 parquímetros, é normal que possa haver um ou outro equipamento temporariamente fora de serviço.
Joaquim Jorge garantiu, no entanto, que a grande maioria dos equipamentos está operacional e defendeu que o estacionamento tarifado procura disciplinar o acesso ao centro da cidade, sem criar um fator inibidor para quem ali trabalha, compra ou utiliza serviços.
O autarca acrescentou que o tarifário praticado em Oliveira de Azeméis está alinhado com o de municípios vizinhos, mas reconheceu que há trabalho a fazer na gestão pública do estacionamento. Segundo Joaquim Jorge, a Câmara pretende apresentar “algumas novidades” nesta área nos próximos tempos.
A discussão surge num tema sensível para comerciantes, residentes e utilizadores do centro urbano, onde o estacionamento pago tem como objetivo aumentar a rotatividade, mas continua a gerar queixas sempre que os equipamentos não funcionam ou quando os automobilistas sentem que não tiveram condições para pagar.
