A dificuldade de expansão de algumas empresas em Oliveira de Azeméis tem estado no centro do debate político. Durante a discussão sobre as zonas industriais, foram apontados casos de empresas que não estão a conseguir crescer no concelho, situação que terá levado a Silexal a procurar uma solução em Estarreja, enquanto a Azemad estará a ser abordada por municípios vizinhos. O presidente da Câmara respondeu às críticas defendendo que o problema resulta, em vários casos, do facto de o Plano Diretor Municipal (PDM) não ter acautelado a expansão futura de algumas unidades industriais.
O tema surgiu durante o debate político sobre o estado das zonas industriais do concelho na reunião de câmara municipal do dia 4 de março. Durante a reunião, o vereador João da Costa, da AD, referiu ter conhecimento que várias empresas enfrentam constrangimentos para expandir a atividade no concelhos, nomeadamente Silexal e a Azemad, em Oliveira de Azeméis, a Indulac e BTL, em Ossela, e a Celar, em Cesar.
Silexal vai expandir negócio em Estarreja
A gerência da Silexal, uma das empresas referidas pelo vereador João Costa, confirmou ao azeméis.net que vai abrir uma oficina no concelho de Estarreja.
“Efetivamente vamos abrir uma oficina em Estarreja, ainda não temos uma data certa. A unidade de Oliveira de Azeméis vai permanecer em funcionamento”, revela a empresa.
A empresa garante, assim, que a unidade de Oliveira de Azeméis continuará em atividade, mas teve a necessidade de procurar soluções fora do concelho para conseguir evoluir o negócio. O azeméis.net sabe que a Silexal tentou fazer expandir a sua unidade em Oliveira de Azeméis, havendo mesmo um projeto para o efeito, mas o pedido acabou por não ser aprovado pela autarquia.
Há a informação que a parte de tacógrafos e taxímetros passará a funcionar nas novas instalações em Estarreja, junto à entrada da autoestrada, permitindo melhores condições de trabalho e melhor acesso para os clientes.
Azemad acompanhada por municípios vizinhos
Outro dos casos mencionados no debate foi o da AZEMAD, empresa conhecida pela inovação na área do hóquei em patins.
Contactada pelo azeméis.net, a empresa não respondeu às questões colocadas. No entanto, o nosso jornal apurou que existem concelhos vizinhos a acompanhar de perto a empresa, demonstrando interesse em captar o investimento.
Para já, não existe confirmação de qualquer decisão de saída ou relocalização da atividade.
Presidente aponta falhas no PDM
Na resposta às críticas de que o pode autárquico não consegue fazer fixar o seu tecido económico, o presidente da câmara municipal, Joaquim Jorge, rejeitou a ideia de que o problema resulte apenas da falta de investimento municipal nas zonas industriais.
Segundo explicou, em vários casos as empresas enfrentam dificuldades porque o Plano Diretor Municipal (PDM) não previu áreas de expansão para algumas unidades industriais, o que limita o crescimento das empresas instaladas.
A revisão do PDM foi apontada como uma das soluções para permitir que empresas já instaladas possam ampliar as suas instalações sem terem de procurar espaço noutros concelhos.
Debate sobre competitividade do concelho
A discussão política acabou por refletir uma preocupação mais ampla sobre a capacidade de Oliveira de Azeméis em fixar e atrair investimento empresarial.
Enquanto a oposição alertou para o risco de empresas procurarem territórios vizinhos para crescer, o executivo municipal defendeu que está em curso um ciclo de investimento nas zonas industriais e que a revisão do PDM permitirá corrigir limitações herdadas do passado.
