Duas adolescentes de Oliveira de Azeméis, uma delas institucionalizada no Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho (CAFPC), que estavam desaparecidas desde o dia 10 de dezembro, foram localizadas na tarde do dia 15, um domingo, em Anadia, a 45 quilómetros do concelho.
O desaparecimento foi divulgado nas redes sociais por Herculano Bastos, pai de Luciana Filipa, de 15 anos, uma das jovens desaparecidas. O progenitor recorreu às redes sociais à procura de ajuda da comunidade, informando que a filha não tinha telemóvel.
Na altura, Herculano Bastos explicava que Luciana Filipa tinha ido para escola [EBS Soares Basto] assistiu ainda a uma aula e depois saiu da instituição escolar, mesmo não tendo autorização para se ausentar.
Quando procurou obter mais informações junto de colegas de escola, soube se encontrava com uma outra adolescente que estava institucionalizada no Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho (CAFPC), uma instituição particular de solidariedade social de Oliveira de Azeméis, com Casa de Acolhimento Residencial direcionada a crianças e jovens em situação de perigo.
Encontrada pelo progenitor
Em momento de aflição com a fuga de casa por parte da filha, Herculano Bastos garantia que nunca tinha tido problemas com Luciana Filipa, sublinhando que a filha nunca tinha tido este tipo de comportamento.
Com pesquisas constantes durante cinco dias, e com ajuda de várias informações que foi recebendo após o desaparecimento se ter tornado mediático através das notícias publicadas pela comunicação social, Herculano Bastos conseguiu localizar a adolescente em Anadia, tendo-se dirigido ao local e chamado as autoridades locais.
“Jovens encontravam-se bem”
A informação foi confirmada pelo oficial de relações públicas do Comando Territorial de Aveiro da Guarda Nacional Republicana (GNR) ao jornal Diário de Aveiro. “As adolescentes apareceram no domingo, dia 15, ao início da tarde em Anadia e encontravam-se bem”, referiu Victor Ribeiro. A mesma fonte referiu que foi a Guarda Nacional Republicana que “levou a menor institucionalizada à instituição”.
Já Luciana Filipa regressou a casa acompanhada do pai, que, como já foi referido, ali se encontrava quando os militares chegaram ao pé das raparigas que estavam desaparecidas até então.
O CAFPC não reagiu nem prestou qualquer tipo de esclarecimento sobre o assunto uma vez que é normal e política da instituição não prestar declarações à comunicação social.
