O auto de consignação da empreitada da construção do novo Parque Urbano de Oliveira de Azeméis, foi assinado no final do mês de fevereiro de 2023 e adjudicada por 4,6 milhões de euros. O prazo de execução era de 450 dias, sendo expectável que obra estivesse pronta no primeiro semestre do ano. Mas ainda decorre a meio gás. A obrigação do abate de 66 sobreiros obrigou a dilatar o prazo de execução.
“O abate dos sobreiros foram necessários para a construção do parque de estacionamento”, informa fonte do executivo ao azeméis.net, acrescentado que o abate já foi autorizado, e que as obras irão seguir agora a um ritmo maior. A autarquia teve de garantir a plantação de um maior número de árvores.
“O abate foi autorizado pelo ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e foi sujeito à apresentação de um plano de compensação, ou seja, a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis terá que proceder à plantação de um número acima dos sobreiros abatidos, de acordo com uma fórmula”, informa a mesma fonte da autarquia.
A ajuda do secretário de Estado
Durante a inauguração da nova ETAR do Pinheiro da Bemposta ficou público a ajuda do secretário de Estado do Ambiente, Emídio Sousa, neste processo. Foi o mesmo, que até à realização das últimas eleições Legislativas ocupava o cargo a presidência da autarquia vizinha de Santa Maria, o revelou no seu discurso no momento em que demonstrava a sua disponibilidade em ajudar o concelho no que fosse necessário, como, por exemplo, disse ele, “no caso dos sobreiros que aconteceu recentemente”.
Sem especificar o caso dos sobreiros do Parque Urbano, a verdade é que a autorização chegou e irá proporcionar que a obra possa avançar com maior celeridade.
“A obra não esteve totalmente parada, mas obrigou o empreiteiro a trabalhar de forma condicionada. Iam avançado com a obra nas partes em que era possível”, revela ao nosso jornal fonte da autarquia.

Uma resposta
Pelo que consigo observar (tenho vista privilegiada sobre o local) acho que a informação não está correta. Penso que o atraso não se deverá à espera pela autorização de abate dos sobreiros e duvido que fosse possível andar mais depressa. Aliás, nesta empreitada que, ao contrário de outras, nunca houve paragem, até ao sábado se trabalha desde há muito!
Também é visível que nunca faltaram outras frentes de obra ao empreiteiro além da construção do estacionamento: a transformação da casa principal da quinta e da casa dos caseiros, na maior parte está por fazer…
Ao invés, será a dimensão da obra que justifica o atraso em relação ao previsto. Às cargas de pedra e de cimento armado que têm chegado, julgo mesmo que o preço da obra vai ultrapassar em muito os 4,6 milhões.
Mas isso é só a minha opinião que vale o que vale.