Segunda-feira, 4 de Março de 2024
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PS/Ovar pede demissão de Pizarro após integração de hospital local na ULS de Aveiro

> PS/Ovar pediu demissão de Pizarro na sequência da integração do hospital local na ULS de Aveiro ao invés da ULS de Entre Douro e Veiga, justificando que a decisão não serve os interesses do município.

A concelhia do PS/Ovar exigiu hoje a demissão do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, pela integração do hospital local na Unidade Local de Saúde (ULS) de Aveiro e não na de Entre Douro e Veiga (Santa Maria da Feira).

“O PS de Ovar, na sequência das mais recentes notícias veiculadas sobre a referenciação de Ovar e da sua população à ULS de Aveiro, em detrimento da ULS Entre Douro e Vouga (Feira), não pode deixar de condenar esta decisão”, adiantou o presidente da concelhia do PS/Ovar, Emanuel Oliveira, em comunicado enviado à Lusa.

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O diretor-executivo do SNS, Fernando Araújo, revelou hoje à Lusa que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai sofrer uma “grande reforma” a partir de janeiro de 2024 com a criação de 31 ULS, que se juntam às oito já existentes.

Entre estas novas ULS estão aquelas a que o PS/Ovar se refere, nomeadamente a de Entre Douro e Veiga, que integra o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga com os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) de Entre Douro e Veiga I – Feira e Arouca e Vouga II – Aveiro Norte, e a de Região de Aveiro, que agrega o Centro Hospitalar do Baixo Vouga e Hospital de Ovar com o ACeS do Baixo Vouga.

Falando numa “decisão desastrosa”, o socialista vê com “profunda tristeza e preocupação” o futuro dos cidadãos de Ovar em matéria de assistência e cuidados de saúde.

“Politicamente, como desde a primeira hora fizemos, demarcamo-nos do Governo e do PS nacional nesta matéria, assim como do atual executivo municipal, por não ter tido a coragem e a vontade de afrontar com vigor o poder político central e distrital, sob a obediência a interesses desconhecidos”, referiu.

Motivo pelo qual a concelhia do PS/Ovar exige ao Governo e ao PS a demissão de Manuel Pizarro, assim como do presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro e Domingos Silva, respetivamente, “pela inércia na defesa do povo no acesso à saúde”.

E acrescentou: “Não aceitamos a decisão do Ministério da Saúde, mas muito menos aceitamos a incapacidade e ambivalência do executivo da Câmara de Ovar, aceitando o inaceitável e anuindo a posições que em nada servem os interesses de Ovar”.

Na opinião de Emanuel Oliveira, não se pode tomar decisões desta natureza sem uma discussão pública.

Em abril, a Câmara de Ovar adiantou que o Governo se comprometeu a referenciar o município “para norte”, no âmbito da reorganização em curso na saúde.

“Acolhendo as razões apresentadas pelo município, o ministro da Saúde [Manuel Pizarro] garantiu à câmara municipal que, independentemente do modelo de reorganização que vier a ser definido pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, a referenciação hospitalar da população de Ovar se fará para norte”, anunciou a autarquia.

Na ocasião, fonte da autarquia acrescentou que, no mesmo encontro, Pizarro garantiu que, previamente à decisão final, a Câmara Municipal de Ovar seria auscultada.

Segundo a autarquia, o presidente Salvador Malheiro e os vereadores Alcides Alves e Júlia Oliveira terão ainda insistido na necessidade de as estruturas locais de saúde serem reforçadas, impondo uma condição para que a câmara venha a aceitar a descentralização de competências que o Governo tem em curso: indicaram ao ministro que esse processo “também está dependente da satisfação da referenciação hospitalar para norte”.

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