Terça-feira, 23 de Abril de 2024
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Misericórdia de São João da Madeira compra Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo por € 250 mil

Esta IPSS particular atravessava dificuldades financeiras desde o ano de 2019
Esta IPSS particular atravessava dificuldades financeiras desde o ano de 2019

A Misericórdia de São João da Madeira detém atualmente o controlo de duas instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho de Oliveira de Azeméis. Já era proprietária do Complexo Social de Fajões, e atualmente está com o negócio da compra do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo muito bem encaminhado. Deverá ser concluído durante as próximas semanas.

O assunto foi abordado na última assembleia-geral da Misericórdia de São João da Madeira, no dia 11 de junho, tendo o provedor da instituição, José Pais Vieira, revelado que o valor deste negócio se cifra no valor dos 250 mil euros. O jornal Labor, de São João Madeira, revela ainda, citando o diretor dos serviços da Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira, que “já há um contrato-promessa entre a Misericórdia e o Centro Paroquial de Nogueira do Cravo celebrado em maio de 2020”.

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Ainda segundo o semanário sanjoanense o contrato em definitivo “aguarda pelos acordos de cooperação com a Segurança Social”, encontrando-se o processo neste momento “em Lisboa, no Instituto de Segurança Social para despacho”. O diretor de serviços da Mesericórdia de São João da Madeira, Vítor Gonçalves, acredita que a decisão será “conhecida dentro de poucas semanas”.

Grande crise em 2019

Com este negócio ficam resolvidos os problemas do Centro Social e Paroquial de Nogueira do Cravo que passou por um grave crise financeira que começou no final do ano de 2018. A instituição chegou a ser obrigada a encerrar a sua creche e teve o pedido de suspensão de contrato intentado pela maioria dos trabalhadores. As dificuldades financeiras fizeram-se sentir, em novembro a instituição entrou em incumprimento com a Segurança Social e começou a faltar dinheiro para pagar salários e subsídio na totalidade.

Na altura, a deputada oliveirense Helga Correia referia ainda que “o problema ganhou maior dimensão face à postura insensível, violenta e até ilegal do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, que penhorou e esvaziou as contas da instituição, com as prestações sociais dos utentes e do ISS, apesar do acordo de pagamento das prestações aprovado e a primeira prestação do acordo paga pela instituição”.

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