Carla Rodrigues foi apresentada como candidata da coligação PSD/CDS-PP à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis no dia 30 de outubro. Concedeu a sua primeira entrevista como candidata da à Câmara Municipal de Azeméis ao Azeméis.Net, e apenas não comenta a decisão de Susana Mortágua em candidatar-se com independente à União de Freguesias do Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz. Mas aborda questões incómodas, como por exemplo as divergências no partido depois da apresentação da coligação no concelho de Oliveira de Azeméis.

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Apesar de ter consciência das dificuldades, a autarca não vira a cara à luta e revela que vai a votos para vencer. Confessa que de todos os cargos a que já candidatou, lutar presidência do município oliveirense “é sem dúvida o mais exigente e mais difícil, mas é também o mais aliciante e o mais interessante”. Carla Rodrigues chama também a atenção para o facto de as prioridades do próximo executivo camarário terão de ser obrigatoriamente centrada nas pessoas devido à pandemia Covid-19.

Azeméis.Net – O seu nome já tinha sido ventilado há algumas semanas nos bastidores da política oliveirense e a minha primeira questão, por isso, é: foi difícil tomar esta decisão? 

Carla Rodrigues (CR) –   Sim, foi difícil. Eu já tenho uma vida pública, de alguma forma, com intervenção cívica e política há mais de 20 anos. Comecei na Assembleia de Freguesia de Cucujães como presidente, onde estive três mandatos. Depois fui deputada da Assembleia de Freguesia de Cucujães. Simultaneamente, fui deputada na Assembleia da República, onde estou há quatro anos como vereadora. Portanto, ao longo da minha vida, já tive muita intervenção cívica e política e já tive muitas decisões para tomar. Devo-lhe dizer que esta foi, sem dúvida, a mais difícil. Foi aquela em que eu tive que ponderar mais as implicações que esta decisão teria na minha vida pessoal, familiar e profissional.

Portanto, quem não vive da política, como é o meu caso e como a maior parte das pessoas que se entregam ao serviço cívico, é óbvio que nós temos que ponderar todos estes fatores, porque tenho uma vida e uma família também para guardar e proteger. Foi difícil, nesse sentido (da ponderação dos interesses e dos valores). Não foi difícil no sentido do desejo, do querer ou do gostar de desempenhar esta função, porque de todos os cargos públicos a que eu já me candidatei, é sem dúvida o mais exigente e mais difícil, mas é também o mais aliciante e o mais interessante. É o cargo onde o exercício da função pode fazer realmente a diferença na vida das pessoas. A esse nível, foi com gosto e com satisfação. A ponderação dos interesses em causa e da minha vida pessoal e familiar é que tornou a decisão um bocadinho mais difícil, mas a partir do momento em que a assumir, estou de alma e coração neste projeto. 

Era, portanto, um objetivo que tinha na sua vida política? 

CR – Eu devo confessar que nunca projetei a minha vida política. Nunca estruturei a minha vida como “eu gostava de ser isto ou aquilo”. Tudo tem acontecido de forma espontânea sem eu prever. Se me perguntasse há uns anos atrás se eu algum dia iria ser presidente da Assembleia de Freguesia de Cucujães, nunca imaginei uma coisa dessas até o senhor António Silva me lançar esse desafio. Se me perguntar se eu algum dia tinha imaginado ou ambicionado ser deputada da Assembleia República, nunca na minha vida isso esteve nas minhas equações. Surgiu e eu aceitei. Ser vereadora da Câmara Municipal e presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis também nunca esteve nas minhas ambições políticas ou projeções. Eu nunca projetei a minha vida a esse nível de imaginar: “gostaria de ser um dia…” Os desafios surgem e eu respondo quase como um imperativo de consciência. Vou respondendo… 

A Carla Rodrigues candidata-se para ganhar ou para obter o melhor resultado possível? 

CR – Eu candidato-me, sem dúvida, para ganhar. Aliás, eu sou candidata do PSD e do CDS, sobretudo da costela que me cabe do PSD, porque eu sou militante do PSD. É óbvio que o PSD candidata-se sempre para umas eleições autárquicas em Oliveira de Azeméis para ganhar. Nós somos um partido de implantação local, autárquica e os nossos desafios são sempre para ganhar e é para ganhar que eu estou neste projeto. É óbvio que se me pergunta se eu tenho noção das dificuldades, é claro que sim. Só se fosse muito ingênua é que eu não teria noção da dificuldade, mas se fosse fácil não seria para mim, seguramente, e não teria o mesmo gosto e entusiasmo nesta batalha.

Eu sei que o PSD foi poder em Oliveira de Azeméis durante 40 anos; que com todas as vantagens e desvantagens que isso, naturalmente, traz no desgaste de um partido; que este executivo camarário está lá apenas há três anos e ainda teve pouco tempo de implantação e de afirmação; que as pessoas tiveram uma vontade de mudança, o que é natural e compreensível; e, portanto, todos sabemos das dificuldades que uma candidatura destas [tem] contra um executivo que à partida, nós não sabemos, mas será para continuar porque é um projeto a longo prazo. Por isso, eu tenho noção dessas dificuldades, mas também tenho a noção de que a decisão será dos oliveirenses. Como durante 40 anos os oliveirenses decidiram, e no meu entender, sabiamente, em dar a sua confiança ao PSD, acredito que neste momento também está ao nosso alcance merecer novamente a confiança dos oliveirenses. É por essa confiança que eu [e a minha equipa] vou lutar ao longo deste período de campanha eleitoral. 

Vai ser o rosto da primeira coligação de direita no concelho de Oliveira de Azeméis. Como é que vai funcionar ao certo esta coligação? 

CR –  Para já tem funcionado lindamente. As pessoas relacionam-se bem. São pessoas de bom trato e que estão com um espírito construtivo, por isso tem funcionado muito bem. Depois, no terreno, vai funcionar também, com certeza, muito bem. Aliás, temos tido uma perfeita cooperação e coordenação. O entusiasmo do CDS em relação ao meu nome foi tão grande como o entusiasmo do PSD, logo estou convencida e segura, o que me dá também alguma confiança de que o meu nome é bem aceite nos dois partidos. Portanto, eu terei o apoio amplo dos dois partidos e no terreno isso tem funcionado bem.

A escolha dos candidatos aos mais diversos órgãos tem sido de comum acordo e consequentemente não tem havido nenhuma divergência. Posto isto, no terreno, vamos andar juntos. Repare, [com] esta candidatura e a candidatura que eu preconizo, eu pretendo que seja muito mais do que uma candidatura partidária. É óbvio que há o suporte dos partidos e eu assumo isso como social democrata que sou, mas visa ser uma candidatura muito mais ampla e para além dos partidos políticos. Uma candidatura que reúna ao seu redor, não só nas suas listas, mas também nos seus apoiantes, oliveirenses homens e mulheres de bem que queiram melhor para o seu concelho e são todos bem-vindos e eu aceito todos os apoios que possam surgir, desde que sejam apoios genuínos e sinceros que acreditem neste projeto. 

Já tem a equipa formada, ou pelo menos pensada, para as próximas eleições autárquicas? 

CR – Pensada tenho que ter. Se me pergunta se eu já comecei a fazer convites: não, ainda não começamos a fazer convites, porque mais do que convidar as pessoas para o número dois ou número três da Câmara Municipal, interessa constituir uma equipa e é esse espírito que eu quero criar. Interessa ter uma equipa, e depois de a ter, aí eu e os partidos que me suportam, vamos escalonar as pessoas de acordo com as aptidões, as competências de cada um, o género e de acordo com as suas raízes no concelho, para haver equilíbrio geográfico. Portanto, é tudo um conjunto de fatores. Uma coisa é certa: eu não vou escolher a minha equipa em função de relações de amizade ou de interesses particulares, individuais ou de agradecimento ou pagamento por algum favor ou algum apoio. Eu vou escolher a minha equipa em função, única e exclusivamente, do valor da competência e da seriedade de cada um dos elementos que a vão constituir. 

Ricardo Tavares já disse que não iria continuar na política. Rui Lopes foi anunciado como candidato à maior união de freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis. A equipa que irá apresentar nas próximas eleições será completamente renovada? 

CR – Isso não depende só da minha escolha, depende também da disponibilidade das pessoas. Eu conto com todos: com o apoio do Ricardo Tavares, quer seja mais direto ou indireto; com o apoio do José Campos, também direto ou indireto; com o apoio de todas as pessoas que integraram as listas de há três anos e meio atrás [lista de Ricardo Tavares], porque são pessoas de valor e de qualidade. Se os vou integrar ou não na minha equipa, não depende só da minha decisão, depende também dos partidos que me apoiam e depende também da disponibilidade de cada um. Desta forma, isto é um trabalho que eu vou fazer agora. Se eu conto com todos? Sem dúvida que conto com todos. 

E dentro desta coligação, na decisão, o CDS-PP acabará por ter um lugar elegível nesta coligação? 

CR –  Com certeza que sim. Estamos a falar na lista à Câmara, mas também na lista à Assembleia. Por isso sim, terá que ter um lugar elegível. 

Com o anúncio da coligação PSD/CDS-PP, houve pessoas do CDS que mostraram o seu desagrado. Susana Mortágua, por exemplo, já disse que iria candidatar-se como independente nas próximas eleições autárquicas. Como é que analisa este comportamento? 

CR – Peço desculpa, mas eu não vou comentar. Foi uma decisão dela. A única coisa que eu posso dizer é que a coligação PSD/CDS vai apresentar uma candidatura muito forte à União de Freguesias do Pinheiro da Bemposta, Palmaz e Travanca. Em relação ao comportamento das pessoas, fica com as pessoas. 

[SOBRE A COLIGAÇÃO] Em relação ao PSD Posso dizer-lhe que houve algumas divergências, mas foram minoritárias

Com esta pergunta, também gostava de questionar se considera que esta coligação uniu ou dividiu mais os dois partidos? 

CR – Em relação ao CDS, não me vou pronunciar. Em relação ao PSD, eu posso dizer-lhe que houve algumas divergências, mas foram minoritárias. Obviamente que isto foi uma decisão do presidente da comissão política, mas que eu também apoiei na qualidade do vice-presidente da comissão política, e que toda a comissão [política] apoiou. Eu creio que foi mesmo por unanimidade, porque isto foi votado. Aliás, esta comissão política é muito democrática, tudo é votado e, portanto, foi aprovada por unanimidade a coligação. Foi aprovada porque sei que o presidente do partido [Nuno Pires], contactou imensas figuras do PSD, antes do anúncio e da decisão: autarcas, ex-autarcas, militantes de base, etc… e o apoio foi generalizado. É claro que nunca se agrada a todos, que houve posições divergentes de pessoas que não concordaram com a coligação, mas eu acho que em termos gerais, foi bem recebida. Penso que vai ser também bem recebida, e foi bem recebida pelos oliveirenses, porque o PSD e o PS são partidos próximos. Aliás, o CDS é o nosso parceiro natural; foi nosso parceiro na coligação que salvou Portugal, num período dificílimo de recuperação no governo; é nosso parceiro em imensas câmaras municipais por este país fora. Nunca tinha sido em Oliveira de Azeméis e compreende-se, porque durante 40 anos, nós [o PSD], ganhamos as eleições e não precisamos sequer de pensar em parcerias ou coligações.

Neste momento, aquilo que nós queremos é, de facto, uma candidatura mais do que partidária, uma candidatura abrangente e fazia todo sentido nós unirmos esforços em prol de Oliveira de Azeméis. Eu fui uma defensora da coligação e acho que neste momento não haverá divergências, pelo menos no PSD, por aquilo que eu posso falar (não falo pelo CDS), não é fator de divisão. Acho que estão sanadas essas divergências e que vamos estar todos unidos. Eu acredito nisso. 

Já abordou aqui os 40 anos de poder do PSD. O Partido Social Democrata geriu, de facto, o concelho entre 1976 e 2016. Tem orgulho deste passado? O que é que a difere deste mesmo passado? 

CR – É óbvio que tenho orgulho neste passado. Foram 40 anos em que se construiu o concelho. Se me perguntar “Tudo está feito? Tudo foi bem feito?” Não, mas também é fácil nós avaliarmos o passado à luz, com os olhos de hoje. Talvez no passado, quando algumas decisões foram tomadas, nas circunstâncias que rodearam essas decisões, tivessem sido as mais corretas e mais acertadas. Portanto, eu não quero fazer esses julgamentos. Tenho orgulho no passado, em tudo o que foi feito em Oliveira de Azeméis e tenho noção de que alguns erros teriam sido cometidos e isso é óbvio, só quem não governa, quem não decide e quem não faz nada é que não erra, mas assumo, institucionalmente e democraticamente, toda a obra e toda a construção Social Democrata em Oliveira de Azeméis, como assumo também algumas falhas que possam ter havido.

É claro que o que eu quero agora fazer para reganhar esta confiança é mostrar que o partido se renovou, que continua a merecer a confiança dos oliveirenses e que nós estamos aqui por Oliveira de Azeméis, que temos um projeto e temos ambição. Nós vivemos, nascemos, crescemos e queremos que os nossos filhos cresçam cá e, portanto, é muito mais aquilo que nos une a todos, os autarcas do passado a mim, do que aquilo que nos divide. As divergências que podem existir, terão que ser postas de parte porque o objetivo é comum: o desenvolvimento e o progresso de Oliveira de Azeméis, que nós tanto amamos. Eu assumo a herança Social Democrata no concelho de Oliveira de Azeméis com orgulho. 

Oliveira de Azeméis e o PSD têm representação na Assembleia da República, através da deputada Helga Correia. Como é a sua relação com a deputada Helga Correia? 

CR – É uma relação boa, conhecemo-nos há muitos anos. Conhecia-a como líder das mulheres social-democratas. Ela tem sido uma deputada proativa, que defende várias causas que são comuns a todos os oliveirenses e é uma ótima ajuda, porque ela pode no órgão próprio, na Assembleia da República, ajudar a viabilizar projetos que nós queremos para Oliveira de Azeméis, assim como com a sua experiência política e os seus conhecimentos  nos ajudam a nós também na execução das políticas locais e a elaborar projetos. Eu vejo aqui uma cooperação institucional e pessoal perfeitamente normal e vantajosa, tanto para nós na candidatura autárquica, como para ela no desempenho das suas funções enquanto deputada. 

Falamos agora daquilo que foram os últimos três anos e meio na Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. Como é que avalia o desempenho do executivo autárquico liderado por Joaquim Jorge? 

CR – Não faço uma avaliação muito positiva, como pode calcular. É óbvio que eu faria muita coisa diferente daquilo que tem sido feito, mas a grande nota que estes três anos de governação socialista me deixam é de alguma frustração de expectativas. Durante anos, o PS acusou a governação Social Democrata de impedir o desenvolvimento de Oliveira de Azeméis; acusou os aspectos negativos que existiam no concelho; e disse que faria melhor, diferente e que transformaria o concelho de Oliveira de Azeméis.

Volvidos três anos, não são visíveis essas mudanças e o que é visível é que, constantemente, ainda se olha para o passado e se culpa o passado de tudo, não querendo assumir as responsabilidades de três anos e meio que muito se poderia ter feito e não se fez. Posto isto, eu não vi mudança para melhor, bem pelo contrário. Os aspectos que eram negativos, permanecem negativos e os aspectos que eram positivos na governação anterior, não vejo a serem continuados. Portanto, eu entendo que poderia e deveria ter sido feito mais e melhor durante estes três anos e meio. 

Considera que, durante os últimos três anos e meio, Oliveira de Azeméis perdeu notoriedade? 

CR – Completamente. Acho que perdeu notoriedade a nível Regional e a nível Nacional. Não tenho dúvidas nenhumas. Perdeu notoriedade, houve uma visão muito local e muito Paroquial, que paira neste executivo, e Oliveira de Azeméis é um concelho que tem todas as condições e características para se afirmar na região e no país, e não o fez. Nós já tínhamos alguma afirmação ao longo dos anos e dos mandatos anteriores, e neste mandato nós perdemos essa notoriedade e visibilidade pública. Deixamos de ser um concelho de referência em algumas áreas e eu acho que nós temos todas as condições para sermos um concelho de bandeira e um exemplo naquelas que são as nossas principais características, a nível Regional e Nacional. 

Carla Rodrigues foi entrevistada pelo Azeméis.Net na sede da concelhia do PSD de Oliveira de Azeméis

E a Carla Rodrigues, o que é que poderá fazer de diferente? 

CR: Bom, isso do “fazer diferente”, é outro percurso. Eu vou, juntamente com a minha equipa, envolvê-los, porque não teremos um programa eleitoral elaborado por uma pessoa só, com uma visão única. Será um programa elaborado por todos, e com a minha equipa nós vamos delinear aquilo que serão as nossas iniciativas e as nossas políticas. Agora, a visão para Oliveira de Azeméis, eu acho que isso é óbvio e a visão que eu tenho será a visão que a minha equipa, com certeza, terá que é de Oliveira de Azeméis forte, afirmativa, pujante, jovem, criativa e empreendedora.

Nós queremos uma cidade e um concelho que dê cartas a nível nacional. Nós temos imensos pontos fortes: desde logo, o nosso tecido empresarial, que é um orgulho e nós sabemos que temos um forte empreendedorismo no sangue oliveirense. Temos, mas não temos sabido captar  empreendedorismo externo, vivendo apenas única e exclusivamente do empreendedorismo local, quando nós poderíamos ter estas duas vertentes a coabitar; Nós somos um forte concelho ao nível do ensino e da educação. Temos aqui Ensino Superior, a Escola Superior de Educação de Saúde e a Escola Aveiro Norte e, portanto, com imensos projetos, são duas escolas de grande qualidade, dinâmicas e que se estão a afirmar no nosso território, o que também é uma mais-valia. Temos excelentes condições de ensino, ainda hoje fui visitar uma escola e fui testemunhar, em bloco, o entusiasmo do diretor do agrupamento nas obras e no projeto; temos excelentes condições ao nível cultural, temos excelentes condições até ao nível paisagístico e ambiental, temos um concelho riquíssimo ao nível dos recursos, até naturais, que deverão ser mais explorados; E a nossa maior riqueza são, sem dúvida, os e as oliveirenses. São as pessoas, que são trabalhadores, empreendedores, criativos… E eu acho que Oliveira de Azeméis tem muito por onde crescer e por onde se afirmar. 

Um dos temas mais polémicos durante os últimos três anos e meio foi a nova concessão que este novo executivo camarário assinou com a INDAQUA. Enquanto candidata da Coligação PSD/CDS-PP, a pergunta que eu lhe faço muito diretamente é: caso ganhe as próximas eleições autárquicas, o preço da fatura de água vai descer em Oliveira de Azeméis? 

CR – Não só a água, mas também o saneamento, são dois assuntos muito delicados. Eu gostava de dizer já que sim, que ia descer o preço da água. Era o que eu queria, era o que o Emanuel queria, era o que todos queriam, porque todos nós pagamos a fatura e sabemos o que custa. Com certeza, há famílias que custará muito mais, até do que nós, pagar. É óbvio que eu gostaria de dizer isso, mas eu não estou aqui para enganar ninguém. Estou aqui para ser muito franca, sincera e, para dizer a verdade daquilo que eu conheço no momento. Portanto, o que é que eu posso garantir? Que vou pegar nesse dossier e vou estudar esse assunto ao pormenor. Há informações que eu também não tenho, que é preciso estudar e analisar, e tudo farei para que esse objetivo seja concretizado, mas obviamente que não depende de mim, não depende sequer de um executivo camarário, porque há aqui um contrato e os contratos também têm que ser respeitados. Com isto, pretendo dizer que vamos analisar e, se for possível, acredite que eu gostaria imenso disso, para todos os oliveirenses e também para a minha conta mensal. É uma aposta e um objetivo que gostaria muito, mas não faço esse tipo de promessas, porque eu não prometerei nada que não tenha a certeza absoluta. 

Mas tendo em conta aquilo que tem acompanhado e também as declarações do vereador Ricardo Tavares, que já disse ao Azeméis.Net, por exemplo, que caso fosse executivo camarário e dada as condições que a autarquia tem neste momento, esta poderia suportar os custos deste aumento tarifário. Concorda com esta posição? 

CR – Poderá haver condições. É nesse sentido que nós vamos trabalhar. Conseguindo, por exemplo, financiamento comunitário para a expansão da rede, isso obviamente que se terá de repercutir nas tarifas. Portanto, todo esse trabalho terá que ser feito para, obviamente, nós tentarmos que isso seja possível. É nesse sentido que nós queremos caminhar: no sentido de reduzir esse impacto. As pessoas têm que ter a noção de que a água tem um custo, tem que ser respeitada, poupada e valorizada, porque a água é um bem essencial e é um bem relativamente escasso, mas por ser um bem essencial é que aqui entra também a parte do Estado garantir que esse bem é acessível a todos e em condições que todos possam suportar. Tem que haver aqui o cuidado por parte das pessoas e valorizar esse bem essencial, mas tem que ver aqui a assunção de responsabilidade por parte de um executivo camarário, porque sendo um bem essencial, têm efetivamente que o disponibilizar às pessoas em condições de acessibilidade. Consequentemente, há aqui uma responsabilidade mútua e nós temos, efetivamente, que caminhar no sentido de levar as pessoas a terem consciência da preciosidade que é a água, mas também que possam desfrutar dela a preços comportáveis para uma família. 

 Talvez por formação profissional, por ser advogada, os contratos são para cumprir

Carla Rodrigues sobre o novo contrato de concessão da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis com a INDAQUA

Os oliveirenses têm repetido continuamente o desejo de que o contrato entre a autarquia e INDAQUA seja a rasgado. qual é que é a sua posição sobre esse tema? 

CR – Talvez por formação profissional, por ser advogada, os contratos são para cumprir. As pessoas são pessoas de bem. O estado, uma autarquia, tem que ser uma pessoa de bem e cumprir a sua palavra. Se houver algum tipo de incumprimento contratual por alguma das partes, neste caso pela INDAQUA, aí sim, nós teremos motivos para rescindir este contrato, mas isso está tudo previsto na lei. Entretanto, haverá uma altura em que, efetivamente, esse contrato poderá ser revisto e, nessa altura, nós olharemos para ele e veremos se há condições mais vantajosas de prestar este serviço à população. Repare que isto é uma decisão que não é meramente política. É uma decisão que tem que ser alicerçada em informação técnica, porque isto não é só rasgar o contrato. Nós temos de ter condições para assegurar esse serviço à população e, portanto, isto tem, em última instância, uma decisão política, mas que tem que ter um suporte técnico muito forte para que a decisão política depois seja vantajosa. Não façamos ainda pior do que a situação que está. Logo, tem que ser muito bem ponderada e analisada. 

Outro dos temas que tem ido recorrentemente às reuniões do executivo camarário prende-se com os grandes eventos desportivos. O PSD tem questionado a autarquia pela falta de grandes eventos desportivos no concelho. Se for presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, os grandes eventos desportivos voltaram à cidade  e ao concelho? 

CR – Isso tem que ser avaliado. Claro que isso depois também dependerá da minha equipa e da pessoa que ficará com essa área, que terá mais aptidões para avaliar essa área. Eu entendo que há alguns grandes eventos que, se tiverem retorno económico e financeiro para o município e não apenas mediatismo instantâneo, devem ser continuados em Oliveira de Azeméis. Agora, eu discordo é que se invista recursos que são de todos num evento que se esgota ali, naquele momento. Que durante umas horas tem visibilidade midiática, mas que depois não há retorno para a economia local e para as pessoas. Isso tem que ser muito bem avaliado, porque os recursos públicos não são meus, nem do presidente da câmara, mas sim de todos, e na gestão dos recursos públicos tem que ver muito rigor e muito critério. Só se devem investir os recursos públicos naquilo que tiver utilidade e retorno para a comunidade.

Portanto, todos terão que ser analisados caso a caso. Tem que ser ponderado custo-benefício. Por isso, se se colocar essa questão e nós, na ponderação, entendermos que o benefício justifica o investimento, tudo faremos para que sim. Oliveira de Azeméis é um concelho com uma grande aptidão para os eventos desportivos e para a prática desportiva. É uma área importante. Nós temos projecção a nível Nacional em algumas competições e somos um concelho de hóquei em patins, de basquetebol, de futebol, de futsal e gostava muito que nós fossemos um concelho também de andebol, porque eu também tenho uma costela do andebol. Eu gostava muito que outras modalidades também fossem praticadas em Oliveira de Azeméis, mas nós somos um concelho de forte implantação desportiva.

Nós temos clubes, sobretudo o Oliveirense que é o mais conhecido, a disputar campeonatos a nível nacional e temos também, muito importante, a prática desportiva da formação dos mais jovens e das crianças. Isso é fundamental na educação, não só para a saúde, como na educação para o desporto e na educação para os valores. Portanto, isso é uma área importantíssima: a prática desportiva, quer seja profissional, amadora ou ao nível da formação para as crianças, é importantíssima e nós teremos, obviamente, que a apoiar, alimentar e que de alguma forma, a câmara municipal terá que ser também um promotor dessa prática desportiva nas nossas escolas, colectividades e até prática desportiva autônoma e livre, com espaços onde as pessoas, sem pertencer a nenhum clube, possam praticar uma modalidade desportiva. É importantíssimo o desporto em Oliveira de Azeméis e o desporto até para a formação dos novos oliveirenses. 

Passamos agora para a cultura. Esta área tem sido uma aposta deste executivo camarário, com a criação, por exemplo, de alguns equipamentos, como o Cineteatro Caracas e também a casa da criatividade na antiga Garagem Justino. Aquilo que eu gostava de saber é quais são as suas ideias para a área da cultura no concelho de Oliveira de Azeméis? 

CR – A cultura é importantíssima em qualquer sociedade democrática. Falou da cultura ao nível das infraestruturas… 

Sim, mas na verdade, Joaquim Jorge já falou sobre o desenvolvimento que quer implementar na área da cultura. 

CR – Porque há essas duas vertentes. Nós para termos cultura, temos que ter espaços também, e as obras do Cineteatro Caracas eram ambicionadas há muitos anos, porque, no fundo, é a grande sala cultural que nós temos no concelho de Oliveira de Azeméis, o que torna importante as obras que estão a ser levadas a cabo e que tenhamos uma boa sala. No entanto, a cultura não se resume aos espaços físicos, porque a cultura é muito mais do que isso. É preciso, efetivamente, alguns eventos culturais que já vinham do passado, que são importantes e devem ser retomados. Claro que não estamos a falar deste último ano, que é um ano completamente atípico nesse aspeto, mas é importante criar hábitos culturais nos oliveirenses, porque durante muitos anos não foi uma prioridade e é preciso criar mais públicos para a cultura e para as diferentes áreas da cultura. Não são só os concertos de massas dos nomes conhecidos, mas é também toda a outra cultura. Estamos a falar também da poesia, que tem uma grande implantação em Oliveira de Azeméis, porque temos até um Prémio Literário Professor Agostinho Gomes. A cultura é também teatro, cinema, e nós perdemos o cinema em Oliveira de Azeméis. Este executivo camarário criou um festival de cinema que eu aplaudi e aplaudo, e se for executivo vou dar continuidade a esse projeto porque acho que é interessantíssimo, mas acho que a área do cinema devia ser mais desenvolvida em Oliveira de Azeméis. Nós fomos dos primeiros concelhos da região a ter um cinema. Tínhamos cinema na Vila de Cucujães, por exemplo, e sabíamos como o cinema era importante para as populações. Eu gostava muito que se voltássemos a ter cinema e gostava muito que voltássemos a ter também ensino das Artes, mais disseminado pela população escolar, porque não há dúvida de que o tocar um instrumento e praticar uma arte é fundamental para o desenvolvimento harmônico do cidadão. A cultura é obviamente importantíssima também num projeto futuro para Oliveira de Azeméis. 

Oliveira de Azeméis tem perdido população durante os últimos anos. Se for líder do próximo executivo camarário, como é que pensa inverter esta situação? 

CR – É um desafio muito grande, porque isto é uma tendência que não é só dos últimos anos, é uma tendência que já vem desde a última década. Nós temos vindo a perder população, não só porque o saldo natural é negativo devido a nascerem muito menos pessoas do que aquelas que morrem, mas também temos perdido população que sai de Oliveira de Azeméis e já não regressa, por exemplo, para estudar. Não temos tido a capacidade de fixar população de fora que venha para cá estudar, trabalhar e que resida aqui, o que também é um problema ao nível da oferta habitacional que tem que ser revista e tem que haver essa resposta. O que nós temos que fazer é criar um concelho que seja atrativo, para os os jovens oliveirenses, para as pessoas de fora se fixarem, para ser concelho que ofereça condições de vida, de bem-estar e de resposta das necessidades que atraia as pessoas. Temos que criar condições também a outro nível: do crescimento da natalidade. É óbvio que isso não se resolve por despacho ou por lei. Já muito se tentou fazer, até a nível Nacional. Há pequenos incentivos e podemos estudar outro tipo de incentivos, nomeadamente para as famílias numerosas e à natalidade, que se podem e devem implementar. Reparem que há alguns concelhos até do interior que têm implementado alguns incentivos com frutos concretos e se nós tivermos, efetivamente, esse objetivo, há uma série de políticas que nós podemos desenvolver. Claro que não depende de um executivo camarário, mas temos que dar esse sinal, estimular as pessoas e, sobretudo, dar confiança e esperança às pessoas. Se as pessoas acreditarem que o futuro será risonho, terão mais condições para pensar em alargar, constituir e/ou fazer crescer a sua família no concelho, ajudando a que o concelho comece a crescer novamente, porque é um é um dos aspectos que mais me preocupa em Oliveira de Azeméis. 

O projeto que será elaborado para os próximos quatro anos tem que ter uma vertente social muito grande, porque vão ser diferentes de todos os anos anteriores

Estamos já na reta final desta entrevista e eu aproveito para tocar em alguns pontos que abordou nesta conversa. Quanto à política social e políticas sociais, quais são os principais pilares da sua candidatura sobre esta área? 

CR – São fundamentais. Repare que ainda não elaboramos o projeto, como já lhe disse, mas o projeto que será elaborado para os próximos quatro anos tem que ter uma vertente social muito grande, porque vão ser diferentes de todos os anos anteriores. Nós não podemos esquecer que estamos a viver uma pandemia, que vai ter efeitos e vai repercutir-se ao longo dos próximos anos. Nós não podemos criar um orçamento camarário ou criar um programa eleitoral para os próximos quatro anos ignorando isto. Efetivamente, nós vamos ter que recuperar, que voltar a pensar no básico e no essencial.

Nós vamos ter que reequacionar as nossas prioridades e vamos ter que elaborar um projecto vocacionado, precisamente, para essa recuperação. As áreas principais de qualquer projecto autárquico para os próximos quatro anos têm que se alicerçar nas pessoas, nos apoios sociais às pessoas, na saúde, na educação e o resto virá por acréscimo. Agora, estes aspectos são os primordiais, os essenciais e aqueles que têm que ser a base de todo um programa eleitoral.

Tem que ser vocacionado, precisamente, para as pessoas e para as necessidades das pessoas no momento, e as necessidades das pessoas na próxima legislatura vão ser completamente diferentes das que eram há quatro anos, porque nós vamos estar a recuperar de um processo dolorosissimo, dificílimo e com um impacto económico, financeiro, social e na saúde das pessoas, quer física, quer mental importantíssimo e enormíssimo. Qualquer executivo camarário vai ter que olhar para esse aspecto, em primeiro lugar, e depois estabelecer prioridades, que neste caso vão ser na recuperação de todo este processo duro que nós estamos a atravessar. 

Será a sua bandeira nesta candidatura? 

CR – É uma das minhas bandeiras de candidatura: recuperar deste período difícil, para depois podermos ambicionar, voltar a crescer e voltar a ser um concelho grande, próspero e moderno. 

Falou também na educação. A educação será, para si, uma aposta? 

CR – No fim desta entrevista, nós podemos dizer assim: tudo são apostas, porque tudo é importante. Depois vamos ter que escalonar. A educação é, a par da saúde e da área social, a base de uma sociedade. Portanto, a educação é, sem dúvida nenhuma, uma das minhas prioridades e pode ter a certeza que será uma das prioridades da nossa equipa. Nós temos que olhar para o bem-estar, a segurança e a saúde das nossas crianças. Temos, antes de mais, que dar condições físicas nas suas escolas, para que eles tenham essas condições de segurança e de saúde para poderem aprender e se formarem homens e mulheres de qualidade. Tudo começa pela educação. 

Este executivo do camarário iniciou esse processo de requalificação das escolas. 

CR – É importantíssimo. Neste momento estamos ainda numa fase onde as duas grandes escolas secundárias, que estavam para ser intervencionadas e que já vinham desses projetos, estão agora a ver a luz do dia. A Escola Ferreira da Silva, em Cucujães, já está numa fase adiantadíssima, estivemos hoje a visitar e está lindíssima a escola. Tem condições excelentes para crianças, professores, alunos e funcionários. A Escola de Fajões está numa fase mais atrasada, mas também visitamos e está já no terreno. O diretor do agrupamento, professor Camilo, está entusiasmadíssimo porque está a ver a obra a andar a bom ritmo e por dar essas condições que há tantos anos ambicionávamos para ali. Estão a ser feitas intervenções a nível das escolas do 1º ciclo e nós temos escolas extremamente degradadas.

Claro que elas não se degradaram nestes últimos três anos, já vem de trás e é óbvio que nunca está tudo feito, e essa é uma aposta que este executivo está a começar a fazer agora. Poderia até ter equacionado fazer antes,mas isso não vale a pena trazermos para aqui. Está a ser feita agora e vai ser para continuar. Enquanto houver escolas em Oliveira de Azeméis onde as casas-de-banho sejam do século passado, eu não descansarei, porque não é admissível que nós vivamos a dois graus de desenvolvimento em Oliveira de Azeméis. Tínhamos escolas excelentes e tínhamos escolas miseráveis. Não é admissível, porque não há aqui crianças e alunos de primeira ou de segunda. Nós temos que equilibrar e ter as condições ideais para que todas as crianças e alunos possam ter condições de dignidade, segurança, saúde e estabilidade. Esse é um caminho que eu continuarei, sem dúvida nenhuma, e é uma aposta. Temos que eliminar todos esses pontos negros que nos envergonham a todos nas nossas escolas. Depois de isso estar iluminado, partiremos para outros projetos, mas temos que ter prioridades e começar pelo básico. 

E que palavra tem para o Ensino Superior? 

CR: Para já, de reconhecimento pela qualidade do Ensino Superior que é ministrado em Oliveira de Azeméis. Tanto a Escola Superior de Saúde, que começou por ser uma escola de enfermagem e que agora já está a crescer, a melhorar e que tem umas instalações ótimas e novos cursos. Uma palavra de incentivo, até para os seus diretores, é para que continuem a crescer e que tenho um carinho muito grande pelo Ensino Superior em Oliveira de Azeméis. A Escola Superior Aveiro Norte também é um orgulho, pelo facto de a Universidade de Aveiro ter escolhido Oliveira de Azeméis. Também foram dadas essas condições para desenvolver o seu projeto. Sei que têm mais projetos, é uma escola vocacionada pelo nosso tecido empresarial. Têm um novo projeto, o Campus Universitário, que também vejo isso com muitos bons olhos e é um projeto que eu acarinharei. Posto isto, quero estabelecer parcerias de cooperação e de colaboração com os dois grandes polos de ensino universitário em Oliveira de Azeméis. Quero acarinhar e facilitar os seus projetos de desenvolvimento e de crescimento, porque só temos a ganhar com isso.  

Termino a entrevista olhando para os nossos seniores. Uma das imagens de marca do executivo do PSD nos últimos mandatos foi a criação da Senior Party. Caso seja presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, esta festa senior irá voltar? O seu executivo olhará para os nossos seniores como prioridade? 

CR – É prioritária, sem dúvida. Isso entronca no que falamos há pouco do envelhecimento da população. Se nós pensarmos, envelhecer é bom. Significa que a esperança média de vida aumenta e que as pessoas vivem mais anos, mas é preciso viverem mais anos com qualidade saúde, de bem-estar e com um envelhecimento ativo. Nestes últimos anos, não houve políticas para a terceira idade, para os seniores de Oliveira de Azeméis, e é uma franja enormíssima da nossa população, que está a crescer e que foi esquecida. Eu não posso dizer que o único evento, a coisa mais importante ou aquilo que os seniores precisam em Oliveira de Azeméis é uma Senior Party, que era um evento. Poderá ser equacionado, melhorado e avaliado. Portanto, não digo que vou tentar replicar a Senior Party, mas o que é importante é que haja um olhar dedicado à nossa população sénior.

A nossa população sénior são os nossos pais, os nossos avós e seremos nós dentro de muito pouco tempo. Logo, é uma população fundamental e que não pode ser vista apenas em termos de utilidade para a sociedade. Tem que ser vista com humanidade, enquanto pessoas e ainda enquanto valor para a sociedade que nós temos. Podem gerar ainda valor e que tem que ver aqui também um apoio intergeracional e não esta repartição e escalonamento de seniores de um lado e jovens do outro. É uma população que tem que ter um olhar especial e eu estou muito motivada a olhar de forma especial para os seniores e a criar condições para que possam viver cada vez mais anos com mais qualidade de vida e com mais alegria e entusiasmo.

Essa população é uma das populações que tem que ser recuperada, porque é a população que mais tem sofrido com a pandemia, não só a nível de saúde, como a nível de isolamento, solidão, saúde mental… Desta forma, se eu quero elaborar um projeto para recuperar Oliveira de Azeméis deste período de pandemia, sem dúvida que os seniores serão uma das minhas principais preocupações e prioridades, porque tem que ser feito um trabalho muito intenso com este segmento da nossa população para voltar a dar a alegria de viver, que tem sido perdida durante este período. Para lhes voltar a dar esperança de que eles ainda poderão ser felizes, úteis e ainda poderão viver durante mais anos com qualidade de vida e sendo, de alguma forma, valorizados pela autarquia e pela comunidade. 

Muito obrigado Carla Rodrigues por esta entrevista e agradecemos também o facto de ter sido ao Azeméis.Net que a Carla Rodrigues deu a sua primeira entrevista enquanto candidata da coligação PSD e CDS-PP à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. 

CR – Eu agradeço também o vosso trabalho e agradeço o vosso convite. Foram os primeiros a convidar-me para uma entrevista e, portanto, é importante e fundamental o vosso trabalho, também para eu dar a conhecer aquilo que sou eu e aquilo que são as minhas ideias para Oliveira de Azeméis. Posto isto, disponham daquilo que precisarem e parabéns pelo trabalho que têm feito. 

AZEMÉIS.NET é o jornal online de Oliveira de Azeméis (criado em agosto de 2019) pensado em promover o que de melhor se faz no concelho. É um projeto que olha para o território, e a nossa gente, pela positiva e que quer puxar pelo orgulho oliveirense. Procuraremos ser a pegada digital para demonstrar que Azeméis é realmente vida... e que somos vivos!

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