Apesar das nuvens, o fenómeno astronómico despertou a curiosidade dos oliveirenses. Na região, a Lua chegou a tapar cerca de 98% do Sol.Oliveira de Azeméis parou, por momentos, para olhar para o céu.
Ao final da tarde desta quarta-feira, 12 de agosto, foram vários os oliveirenses que procuraram acompanhar o eclipse solar, apesar de as nuvens terem dificultado a observação em alguns momentos.
O fenómeno despertou a curiosidade um pouco por todo o concelho e ficou também registado em várias imagens, captadas à medida que as nuvens permitiam observar o Sol parcialmente escondido pela Lua.
Oliveira de Azeméis encontrava-se numa zona onde o eclipse foi parcial, mas muito próximo da totalidade. Na região, a Lua tapou aproximadamente 98% do disco solar no momento de maior ocultação. Em Arouca, muito próxima de Oliveira de Azeméis, os cálculos astronómicos apontaram para uma magnitude de 0,980, enquanto na zona do Porto a ocultação rondou igualmente os 98%.
O máximo do eclipse aconteceu por volta das 19h30, quando o Sol já se encontrava relativamente baixo no horizonte. Em Arouca, por exemplo, o fenómeno começou cerca das 18h35, atingiu o máximo às 19h32 e terminou perto das 20h25.
Apesar de Oliveira de Azeméis ter ficado fora da estreita faixa onde o eclipse foi total, a elevada percentagem de ocultação fez com que apenas uma pequena parte do Sol permanecesse visível. Em Portugal continental, a percentagem de ocultação variou entre aproximadamente 92% e 100%, dependendo da localização.
Nuvens não afastaram os mais curiosos
As condições meteorológicas nem sempre facilitaram a tarefa. As nuvens foram aparecendo e, por vezes, esconderam precisamente aquilo que todos queriam ver. Ainda assim, sempre que surgia uma abertura no céu, os olhares voltavam-se para o Sol.
O resultado ficou registado em várias fotografias captadas em Oliveira de Azeméis, onde é possível acompanhar diferentes momentos da passagem da Lua diante do disco solar.
Para muitos, tratou-se de uma oportunidade rara de assistir a um fenómeno desta dimensão sem sair do concelho. A mudança da luminosidade ao final da tarde e a imagem de um Sol reduzido a uma pequena faixa luminosa ajudaram a tornar o momento ainda mais invulgar.



Afinal, porque acontece um eclipse solar?
Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e projeta a sua sombra sobre uma parte do planeta.
Dependendo da posição de quem observa, a Lua pode esconder apenas uma parte do Sol — eclipse parcial — ou cobri-lo totalmente durante alguns instantes — eclipse total.
Foi precisamente essa diferença de localização que fez com que algumas zonas atravessadas pela sombra central da Lua observassem a totalidade, enquanto em Oliveira de Azeméis o fenómeno permaneceu parcial. O eclipse de 12 de agosto atravessou, entre outras regiões, a Gronelândia, Islândia e norte de Espanha, sendo parcial em grande parte do território português.
Mesmo com 98% do Sol encoberto, a pequena porção que permanecia visível continuava suficientemente brilhante para tornar perigosa a observação direta sem proteção adequada.
Entre nuvens, fotografias e muitos olhos voltados para o céu, o eclipse acabou assim por proporcionar um final de tarde diferente em Oliveira de Azeméis — e imagens de um fenómeno que dificilmente passou despercebido.

