A Quercus Aveiro denuncia a persistência de problemas de poluição no rio Caima, na zona da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ossela, em Oliveira de Azeméis, após ter recebido várias queixas da população sobre o estado do curso de água.
Segundo a associação ambientalista, os moradores denunciam há vários anos os maus odores provenientes da ETAR e da conduta que descarrega efluentes no rio Caima, alegando que a água apresenta sinais visíveis de contaminação.
A Quercus refere que está atualmente em curso um projeto de requalificação da infraestrutura, cofinanciado em 70% por fundos comunitários, através do Programa Regional NORTE 2030 (FEDER), precisamente com o objetivo de resolver os problemas associados ao funcionamento da ETAR e melhorar a qualidade ambiental da zona.
No entanto, a associação considera que a existência da obra “não justifica o que se vê nas imagens”, referindo-se ao aspeto da água descarregada no rio e ao impacto visual observado no local.
A organização ambiental defende que, mesmo durante a execução das intervenções, devem ser garantidas condições que impeçam a degradação da qualidade da água e minimizem os impactos ambientais, apelando às entidades competentes para que acompanhem a situação e assegurem o cumprimento da legislação ambiental.
A Quercus não indica, para já, se apresentou participação formal junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou de outras entidades fiscalizadoras, mas alerta para a necessidade de uma resposta célere para salvaguardar o ecossistema do rio Caima e a qualidade de vida das populações residentes.




