No arranque das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril de ’74, o auditório Manuel Matos Barbosa, no Teatro Municipal de Oliveira de Azeméis (TEMA), revelou “A Cor da Liberdade” na noite de quinta-feira, dia 23 de abril. O documentário de 2024, realizado por Júlio Pereira, debruça-se sobre a memória de antigos presos políticos e figuras que ajudaram à Revolução dos Cravos. Em destaque nesta obra está José Pedro Soares.
Natural de Vila Franca de Xira, tornou-se tipógrafo aos 13 anos e muito cedo se vinculou aos ideais do jornal “Avante!”. Foi uma questão de tempo até ser intercetado pela PIDE, seguindo 33 dias de interrogatórios e tortura, até que seguiu para o Forte de Peniche – outrora prisão – entre 1 julho de 1971 e 27 abril de 1974.
E esteve no TEMA nesta quinta-feira, recebendo cravos, muitos aplausos e ovação das dezenas de pessoas presentes. Num discurso intenso e comovido, José Pedro Soares recordou os anos de luta e alertou para as “novas formas de censura”. Acreditando que o fascismo não voltará a ocupar o poder político, José Pedro Soares apelou à união, reflexão e partilha do conhecimento sobre o presente e o passado.

